Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Entendendo a Aliança Nipo-Norte-Americana

30 de Março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

2510200151_f055d14217 O excelente artigo publicado pela Yuriko Koike, no Valor Econômico de ontem, 29 de março, com o título “Como corroer uma aliança”, deve ser lido por todos que se interessam pela Ásia. Esclarece aspectos fundamentais da política japonesa, de sua aliança com os Estados Unidos e o incômodo problema da base militar norte-americana em Okinawa.

Mesmo considerando que a ex-jornalista e apresentadora de televisão Yuriko Koike foi ministra de Defesa do Japão no último governo do PLD – Partido Liberal Democrata, chefiado por Junichiro Koizumi, a sua análise é séria e permite uma avaliação mais segura do que acontece naquela parte do mundo, e que é crucial para toda a humanidade.

O artigo explica que a vitória do PDJ – Partido Democrático do Japão decorreu do desgaste do antigo partido situacionista PLD, constituído de uma frente oposicionista que não tinha um projeto claro de poder para o Japão. O atual governo do premier Yukio Hatoyama inclui representantes de três partidos coligados, tendo ministros a favor da continuidade da aliança com os Estados Unidos como adversários históricos deste arranjo.

O prestígio desse governo vem caindo vertiginosamente, porque Hatoyama, lutando com suas dificuldades internas, não consegue definir uma posição clara do futuro desta aliança com Barack Obama. Titubeia sobre as cruciais soluções sobre a base de Futenma, onde 47 mil fuzileiros navais norte-americanos ficam numa área densamente povoada de Okinawa.

É evidente que o tratado de segurança entre o Japão e os Estados Unidos, vital para a estabilidade do Extremo Oriente, deve sofrer aperfeiçoamentos, até porque os acordos secretos ficaram expostos. Mas tudo isto exige serenidade, nunca vai agradar a todos e é de difícil encaminhamento, dentro do quadro em que as duas economias sofrem restrições de recursos.

Uma solução de convivência entre posições que ficam cada vez mais conflitantes se torna necessária, devendo-se admitir que os Estados Unidos já não usufruem da posição dos anos que se seguiram a Segunda Guerra Mundial, e que o mundo se diversificou muito, balanceando o poder entre muitos.

Ainda assim, Estados Unidos e Japão continuam sendo importantes no cenário internacional, e a aliança entre eles, mesmo com problemas não pode sofrer fortes abalos.



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