Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Nossas Tentativas de Colaborar com a Crise Japonesa

17 de Março de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags:

Como os internautas que frequentam este site devem estar notando, procuramos só postar notícias que não estão sendo inundadas pelos outros veículos, pois não temos condições de absorver a todos. Com as transmissões em inglês da NHK, acessível pelo uso deste site, esperamos que as informações mais importantes confirmadas pelos dados objetivos estejam chegando ao seu conhecimento. Importante destacar que nesta emergência, com limitação de quase tudo, desde energia elétrica racionada por rodízios entre grupos de províncias, combustível, alimentos, cobertores e transporte, o povo japonês se mantém calmo, resignado, colaborando da forma possível com as autoridades no socorro dos mais atingidos, surpreendendo experimentados estrangeiros.

Mesmo as informações das duras realidades dos problemas com as usinas atômicas de Fukushima estão sendo divulgadas, e o ministro Yukio Edano, chefe da Casa Civil, que está passando muitos dias sem dormir, exige o máximo de transparência de todos os envolvidos. Todos colaboram no sentido do pânico coletivo não se verifique. Ele acaba atingindo mais os estrangeiros que não estão imbuídos da cultura do povo japonês.

Muitos brasileiros residentes no Japão têm dificuldades com os constantes tremores e cogitam retornar ao Brasil. Mas há dificuldades, pois os transportes internos como os vôos internacionais estão limitados. Nas comunicações que estão precárias, os contatos com os japoneses, parentes e conhecidos mostram que eles estão mais calmos, enquanto os estrangeiros ficam mais apreensivos.

Muitas indústrias estão trabalhando, com as limitações de energia e suprimento de componentes. Os voluntários, inclusive brasileiros, estão ajudando na defesa civil bem como evitando a propagação de boatos.

Eventuais doações devem ser em dinheiro, utilizando mecanismos como o da Cruz Vermelha que está presente em todas as cidades japonesas. Em solidariedade às vítimas, tanto as autoridades como as empresas japonesas suspenderam, até no exterior, almoços e jantares com convidados, procurando dar exemplos de grande austeridade.

O mundo está se empenhando em prestar a ajuda possível para o Japão, e até mesmo autoridades de países que têm dificuldades com os japoneses estão se manifestando solidários. Já não se trata de um desastre naquele país, mas um problema universal.

Todos se mostram confiantes na capacidade japonesa de superar estas dificuldades, como fizeram com outras como o bombardeio atômico no final na Segunda Guerra Mundial.



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