Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Um Movimento Por Novas Inovações Tecnológicas

2 de Janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , ,

Meet The Press QmLP377jNemlAdam Davidson é um influente cofundador do NPR’s Planet Money, possui blogs e uma série de programas de rádio incluídos no Morning Edition, All Things Considered e This American Life. Ele publicou um artigo de grande interesse no The New York Times, engrossando um movimento norte-americano que procura estimular os Estados Unidos, deixando de simplesmente ficar criticando a China. O artigo começa com o exemplo da DuPont que, durante a Segunda Guerra Mundial e depois dela, transformou a empresa de produtora de materiais bélicos, como os paraquedas, para a produção de meias de nylon, chegando a orlon e lycra, sem ter desempregado nenhum operário e encontrando produtos que passariam a ser de consumo de massa.

Ele e outros analistas estão engrossando as pressões para a mudança da política norte-americana que se concentra na crítica à desvalorização do yuan, esquecendo-se que os Estados Unidos ainda lideram os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que só poderá ser superada pela China em torno de 2022, no atual ritmo de aumento dos investimentos chineses nesta área.

Ele cita a conversa com um importante empresário norte-americano que alegou que sua empresa somente poderia efetuar investimentos que proporcionassem retornos nos próximos três anos. Adam Davidson propõe que haja mudanças na legislação norte-americana que proporcionem vantagens para as empresas que procurem inovações com horizontes superiores.

Os Estados Unidos ainda possuem institutos de pesquisas, muitos ligados às grandes universidades, com elevada capacidade de pesquisa, bem como algumas grandes corporações conhecidas em todo o mundo.

Algo semelhante acontece na Europa e na Ásia, que estão aumentando os seus investimentos nestas pesquisas, procurando atrair competentes recursos humanos no exterior. Estão aumentando a consciência que os resultados de curto prazo, como os que vieram sendo perseguidos pelos setores financeiros, não são capazes de manter um desenvolvimento sustentável ao longo do tempo. Se desejarem competir com o País do Meio, é preciso que tenham os mesmos horizontes de resultados de longo prazo.

Quando eu trabalhava na China, um influente dirigente chinês, com sólida formação, sempre me afirmava: a China só está atrasada nos últimos 150 anos e vai voltar a adquirir a sua importância no mundo nas próximas décadas. Quem tem mais de 8.000 anos de história acaba ficando com perspectivas desta natureza.

Países emergentes como o Brasil, que contam com abundância de recursos naturais, recursos humanos de qualidade, também precisam se conscientizar que somente o desenvolvimento tecnológico vai determinar a sua competitividade a longo prazo.

Brasil já contou com um setor privado mais agressivo, mas muitos dos seus empresários acabaram preferindo alienar suas empresas para os grupos estrangeiros, para viver de renda. Os juros, no prazo médio, tendem a reduzir-se em todo o mundo, e os retornos das inovações tecnológicas acabam proporcionando resultados mais expressivos.

E é preciso ter a consciência que os seres humanos só se realizam com o trabalho, pois a ociosidade vai acabar deixando-os frustrados. O Ano Novo é uma oportunidade para a revisão de muitas posições, pois sempre surgirão jovens com ideias brilhantes, que podem exigir muitos trabalhos que lhes proporcionam a realização como seres humanos.



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