Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Uma Visão Sobre o Futuro da Usiminas

16 de Janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , ,

Muitas informações estão sendo divulgados sobre o fato do Brasil estar se tornando um campo de competição das grandes empresas siderúrgicas do mundo, destinando a sua produção para o seu mercado interno e promovendo exportações, agregando valor ao seu minério. O site do Valor Econômico publica um artigo de Ivo Ribeiro que dá uma visão do seu entendimento sobre o que está ocorrendo com a Usiminas, com a Ternium argentina passando a deter 14% daquela empresa e designando o seu novo presidente.

O artigo expressa a impressão que a Usiminas acabou se estagnando com as suas duas usinas de Ipatinga e Cubatão, ainda que contasse com a participação da Nippon Steel e ter sido objeto da possibilidade de uma aquisição hostil do grupo da CSN – Companhia Siderúrgica Nacional de parte do seu capital.

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Outras informações dão conta da decisão da Posco coreana, atualmente a segunda no mundo depois da indiana AcelorMittal, de também estar presente no Brasil com uma nova usina. A indiana já detém uma usina em Tubarão, Espírito Santo.

O artigo compara o comportamento da Usiminas com a do grupo Gerdau que expandiu sua presença nas Américas, fazendo aquisições no Uruguai, Argentina e Canadá. A Ternium argentina também está presente na Colômbia, no México (junto com a Nippon Steel), no Sul dos Estados Unidos e na América Central.

As informações provenientes do Japão dão conta que a Nippon Steel vai se fundir com a Sumitomo Metals para se tornar, novamente, maior que a Posco coreana. E, ao mesmo tempo, pretende ampliar suas atividades no Brasil, via Usiminas, promovendo inclusive aperfeiçoamentos tecnológicos para produção de chapas mais elaboradas para a indústria automobilística.

Os japoneses continuam investindo em inovações tecnológicas para que seus produtos siderúrgicos tenham capacidade para concorrer com outros materiais como fibras de carbono e plásticos, produzindo materiais mais leves e resistentes.

A Nippon Steel já conta com associações com a Ternium, fornecendo tecnologias de ponta para algumas de suas unidades. Parece que a intenção é ampliar estas associações, tanto para aproveitamento das matérias-primas disponíveis no Brasil, como abastecer o mercado internacional cada vez mais exigente.

De qualquer forma, os indícios são de uma competição mais acirrada entre os diversos grupos, o que só pode concorrer para o benefício dos consumidores.



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