Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

China e Japão Anunciam Ajuda Para a Europa

20 de Fevereiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , ,

Todos os jornais importantes do mundo, principalmente os voltados para assuntos econômicos, estão anunciando que as autoridades japonesas e chinesas, representando a segunda e a terceira economias do mundo, divulgaram a firme intenção de apoiar a Europa, alocando seus volumosos recursos por intermédio do FMI. Eles se encontram com suas delegações em Beijing, lideradas pelo vice-premiê da China, Wang Qishan, e pelo ministro das Finanças do Japão, Jun Azumi, neste domingo. Os montantes da ajuda ainda não foram acertados, mas o anúncio pretende tranquilizar os mercados, expressando uma forte determinação.

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Jun Azumi e Wang Qishan. Foto: Xinhua/Li Tao

Alguns artigos, como os publicados pelo Financial Times, informam que Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, está trabalhando para obter um financiamento extra de US$ 500 bilhões, sendo que os europeus se comprometeram com US$ 200 bilhões. O apelo está se concentrando no G-20, ou os países que fazem parte do Grupo dos Vinte, que vêm aumentando a sua importância no mundo.

Chineses e japoneses se comprometeram com uma aliança para operação conjunta, o que permite entender que as ações vão além dos financiamentos, envolvendo o câmbio, os fluxos de recursos, bem como o uso de moedas além do dólar e do euro.

Também os assuntos comerciais foram discutidos, pois o comércio bilateral entre a China e o Japão chegaram a US$ 345 bilhões em 2011, com um crescimento de 14,3% com relação ao ano anterior, conforme anunciado pela Jetro no jornal Nikkei. Existem problemas de tensões políticas e de segurança entre os dois países, tendo o presidente Hu Jintao cancelado a reunião com sete grupos japoneses que promovem as amizades entre os dois países, no 40º aniversário da normalização das relações bilaterais, mas a reunião foi feita com Jia Qinglin, chairman da Chinese People’s Political Consultive Conference, que é o quarto na hierarquia chinesa.

O The Wall Street Journal anuncia que Jun Azumi pediu a Wang Qishan para tomar medidas adicionais para tornar o yuan mais flexível pela economia chinesa ter se tornado a segunda do mundo. A Bloomberg informa que a variação do yuan está abaixo do limite autorizado de 0,5%.

De qualquer forma, todos os veículos concordam que esforços estão sendo efetuados, pois tanto a China quanto o Japão dependem de uma Europa estável para facilitar a evolução favorável para suas próprias economias, bem como para o mundo globalizado.



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