Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Complexidade da Área do Pacífico

8 de Fevereiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: , , | 2 Comentários »

A tendência da opinião pública mundial é simplificar a compreensão de problemas complexos como as dificuldades na região do Pacífico num relacionamento bilateral dos Estados Unidos com a China, tanto do ponto de vista econômico quanto de segurança. Um artigo divulgado por Kevin Rudd, ministro dos negócios estrangeiros da Austrália, por intermédio do Project Syndicate, mostra a importância dos demais países que se situam na região do Pacífico.

Ele argumenta que, mesmo excluindo a China, o PIB do restante da Ásia é equivalente a dos Estados Unidos. O Japão continua sendo a terceira economia do mundo, a Índia, Coreia, a Indonésia e a Austrália continuam crescendo rapidamente. A Indonésia com uma população próxima de 250 milhões de habitantes vem crescendo acima de 6% ao ano.

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Kevin Rudd e mapa da Austrália

Muitos acordos regionais de livre comércio estão sendo implantados na região. Ainda que existam exceções, a maioria dos países conta com regimes democráticos, havendo algumas disputas territoriais que podem minar os esforços econômicos. Há uma aspiração regional que os problemas não fiquem polarizados entre a China e os Estados Unidos.

Ainda que não estejam completos, o autor admite que alguns entendimentos vêm ocorrendo com a criação, por exemplo, do G20 onde outros países participam das discussões dos problemas mundiais. Também admite que, sem a China, a recuperação da economia mundial teria sido mais difícil.

Com a criação do grupo denominado BRICS ( Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul), os países emergentes também aumentam a sua influência, mas sem o Estados Unidos não se conta com uma plataforma comum para lidar com os problemas do Pacífico.

Segundo o autor, como no recente livro de Henry Kissinger, há que se pensar na criação de uma comunidade do Pacífico, e reuniões vem sendo realizadas com objetivos semelhantes. Ele propõe que se crie o que os historiadores do futuro possam chamar de Pax Pacífica, que reconheça as realidades de poder dos Estados Unidos e da China, sem virar os rostos para os demais países da região, pois os efeitos colaterais das relações sino-americanas podem afetar a todos.


2 Comentários para “Complexidade da Área do Pacífico”

  1. vinicius
    1  escreveu às 22:00 em 8 de Fevereiro de 2012:

    Paulo você bem que podia escrever mais sobre o crescimento econômico de países como a Indonésia e Tailândia.

  2. Paulo Yokota
    2  escreveu às 22:12 em 8 de Fevereiro de 2012:

    Caro Vinicius,

    Obrigado pelo comentário e pela sugestão. Realmente, existem outros países que merecem uma atenção. No caso da Indonésia o seu crescimento tem sido expressivo com uma população respeitável. A Tailândia apresenta alguns problemas políticos, mas ao seu lado o Vietnã chama muito a atenção, além de contar com um povo aguerrido que já derrotou poderosos adversários, e evita a penetração da China. Oportunamente, vamos tratar destes assuntos.

    Paulo Yokota


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