Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Conferência das Nações Unidas Sobre Sustentabilidade

27 de Fevereiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , ,

Em que pesem as dificuldades econômicas mundiais e pessimismo de muitos com avanços com metas concretas na próxima reunião de junho no Rio de Janeiro, a Comissária Europeia Para Ação Climática acredita nelas. Connie Hedegaard concedeu uma entrevista ao Valor Econômico em Nairobi, Quênia, para a jornalista Daniela Chiaretti, onde participou das comemorações do 40º aniversário do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, mostrando ser uma pessoa determinada que vem participando ativamente de todas estas reuniões sobre o assunto.

Ela é reconhecida pelo seu papel nas reuniões de Copenhague em 2009, Durban em 2011 e chega ao Brasil convencida que pode ajudar a estabelecer metas concretas. Ela acredita que é possível levar energia renovável para todos em 2030, afirmando que todos devemos ter objetivos claros e viáveis, com resultados a curto prazo. Fará diversos contatos em Brasília e em São Paulo, para preparar o terreno para o Rio+20.

conniehedegaard

Connie Hedegaard

Ela vem atuando junto com a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em diversas reuniões, e ainda estará em Qatar antes do Rio de Janeiro. Todos fazem muitas declarações sobre o assunto, mas ela acha que depois da reunião do Rio+20 a população precisa ter a consciência que algo mudou para cada um de nós.

Ela acredita que é necessário estabelecer uma meta concreta como a da energia renovável para todos em 2030. Conseguir que o mundo abrace a economia verde é importante, não fazendo somente o que vem sendo feito, como há dez anos quando se estabeleceu os Objetivos do Milênio. A Europa acha que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODG) são bons, e se é aceitável para todos definir quais são. Ela deseja metas palpáveis e tangíveis.

Eles seriam como o estabelecimento de metas de pesca. Os europeus conseguiram em Durban um segundo período para o Protocolo de Kyoto, falando claro para os emergentes e aos Estados Unidos que não tinham aderido. Para estabelecer metas para 2015 é preciso começar com algo concreto hoje, segundo a entrevistada.

As inundações da Tailândia, segundo ela, comprovaram que se perdeu 9% do PIB daquele país. Assim, se continuar a fazer o que vem sendo feito, os riscos são muito grandes. Se durante a atual crise as empresas pensarem somente em suas contas, não se pode reduzir o lançamento de gases poluentes. Mas na Europa já se fala cada vez mais da eficiência energética dos prédios, da infraestrutura, como também se fala no Japão.

O mundo emergente também pode se convencer que os preços do consumo de energia podem ser contidos com maior eficiência no uso da energia, como o Japão conseguiu economizar em todo o país cerca de 30%, diante da crise que tiveram que enfrentar.

Com mais autoridades como Connie Hedegaard pode-se conseguir um mundo melhor imediatamente, beneficiando a todos. Espera-se que o governo brasileiro consiga que muitos chefes de governo participem do Rio+20.



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