Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Desenvolvimento Tecnológico

5 de Fevereiro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , ,

Num artigo publicado pelo experiente economista Luiz Gonzaga Belluzzo no Valor Econômico, falando sobre a mobilidade do capital e progresso técnico, ele expressa a sua convicção que o mundo passará por uma nova fase de desenvolvimento tecnológico. Muitas pesquisas estão sendo efetuadas para a economia de recursos humanos, bem como novos setores como o de “nanotecnologia, neurociência, biotecnologia, novas formas de energia e novos materiais formam um bloco de inovações com enorme potencial de revolucionar outra vez as bases técnicas do capitalismo”. Opinião muito semelhante vem sendo expressa também pelo professor Antonio Delfim Netto, outro experiente observador do que vem acontecendo no mundo.

Já expressamos neste site o que vem acontecendo com o grafeno, o volume de pesquisas que vem se efetuando em todo o mundo, e observando revistas científicas como o Nature, observa-se o volume de pesquisas, com especial destaque para os Estados Unidos. Universidades consagradas como instituições de pesquisas, estimuladas pelo mercado e pelas autoridades, bem como fundos de todas as naturezas, inclusive fundações, fomentam novas técnicas, na preservação da saúde humana, bem como gerações de energias sustentáveis.

Nature1

Eles observam que as aparentes vantagens dos asiáticos vão acabar sendo superados pela Europa e Estados Unidos, diante dos desafios atuais e os intensos trabalhos que estão sendo efetuados, com objetivos definidos. Contando com um patrimônio científico não desprezível, sabem que precisar gerar novas fontes de energia não poluente, necessitam economizar dos esforços dos trabalhos humanos, e são infinitas as possibilidades que estão sendo abertas com novos materiais e múltiplas descobertas, numa velocidade que poucas vezes se viu na história da humanidade.

Os grandes desafios que existem no momento estão sendo enfrentados, com tudo que já se acumulou de capacidade de pesquisa e desenvolvimento de novos conhecimentos. Os melhores recursos humanos de todo o mundo estão sendo aproveitados, atraídos pelas condições de trabalho, que dependem muito da liberdade que é concedida a todos que desejam dar vazão às suas criatividades.

Muitos projetos talvez não resultem em novos conhecimentos práticos, mas o volume do que está sendo tentado, e os resultados que estão sendo obtidos permitem otimismos. As limitações atuais vão acabar sendo superadas, mesmo que haja muitas preocupações sobre os danos ecológicos que vieram sendo acumulados.

Parece que a consciência sobre a sustentabilidade está se elevando, e as novas descobertas estão abrindo horizontes que antes não eram imagináveis. A ficção científica está se tornando realidade, como sempre, permitindo que sonhos daqueles mais imaginativos acabassem virando realidade, numa velocidade que surpreende os observadores mais otimistas.

As dificuldades continuam sendo políticas, pois os seres humanos demoram em aceitar novas situações, inclusive de convivência pacífica. O egoísmo de alguns, ainda que sejam criativos, tende às concentrações, que precisam ser balanceadas pelas conveniências das coletividades, o que nem sempre é fácil, mas que podem ser feitas pelas tributações progressivas, quando não de formas filantrópicas.

As sensíveis melhorias das comunicações sociais parecem induzir à solidariedade, inclusive com povos distantes, que ainda não contam com as mesmas oportunidades. Muitas barreiras estão sendo derrubadas, mesmo que alguns insistam em construir outras. Os infinitos meios de superação das limitações estão sendo descobertos e utilizados. Há razões para o otimismo.



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