Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Interesse Mundial pelo Futebol e Atividades Comerciais

12 de junho de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Economia, Editoriais, Notícias | Tags: , , , , | 2 Comentários »

Um artigo interessante de Yukako Ono, publicado no Nikkei Asian Review, dá uma ideia do interesse mundial pelo futebol, informando sobre alguns países do ASEAN – Associação dos Países do Sudeste Asiático, mesmo que nenhum deles esteja na atual Copa do Mundo. A matéria recebeu subsídios de outros jornalistas localizados na Malásia, Indonésia e Cingapura. A população, inclusive as crianças, mostra-se interessada neste esporte que se tornou o mais importante no mundo, e lojas nos shoppings centers estão apresentando materiais esportivos em seus estandes. Há uma disputa entre televisões para os direitos de transmissão dos jogos da Copa realizada no Brasil. Muitos são fornecedores destes materiais esportivos, como as camisetas utilizadas por algumas seleções, com as marcas internacionais. Também os patrocinadores mundiais da Copa utilizam o interesse para promover suas vendas.

Minha experiência pessoal confirma que este interesse já vem de longa data. Em muitos países da região, quando afirmava que eu era brasileiro, em diversas ocasiões fui saudado pelo nome “Pelé”, que foi mudando para o de outros astros internacionais, como “Ronaldo”. Certamente, agora muitos se lembrarão de “Neymar”. Há um fascínio pelo futebol que é um esporte democrático, que exige pouco para a sua prática, e mostra que alguns jovens de famílias humildes podem chegar ao estrelado internacional. Os brasileiros precisam pensar como tirar proveito deste esporte, pois existem muitos jogadores espalhados pelo mundo, com alguns até mudando de nacionalidade para competirem por seleções estrangeiras.

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BANGKOK — Although none of the countries have made it to Brazil, the 2014 FIFA World Cup games is bringing the same excitement to Southeast Asia.

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Replica kits for teams participating in the 2014 World Cup on sale at Siam Paragon shopping complex in Bangkok attract shoppers, despite of the absence of the Thai kit.

Mesmo num país como a Tailândia, que passa por problemas políticos e econômicos, nota-se que há um envolvimento com a Copa, pois são fornecedores de camisas utilizadas por algumas seleções, ainda que com marcas internacionais. Mesmo com os horários inconvenientes decorrentes dos fusos horários, as transmissões de televisão serão feitas em alguns bares que contam com telões para os aficionados do futebol.

Existem estimativas dos gastos nestes eventos que surpreendem e que superam mesmo as receitas que conseguem com os fornecimentos destes materiais. Muitas das promoções visam as crianças que se mostram interessadas no futebol, que certamente serão importantes consumidores de muitos produtos ligados a este esporte.

O artigo cita também a Indonésia que tem uma grande população, onde uma empresa está organizando torneios de futsal no ensino médio, para promover a sua bebida aromatizada chamada Hidro Coco. 600 escolas de ensino médio são esperadas para participar deste evento.

Na Malásia e em Cingapura, fornecedoras de celulares estão fazendo promoções para captar as transmissões de jogos e notícias sobre a Copa do Mundo.

O Brasil já tirou partido disso, como o Café Pelé que abriu mercados importantes como da Rússia. Muitos outros produtos brasileiros como o guaraná, o cacau, o açaí e outros da biodiversidade brasileira poderiam seguir o mesmo caminho.


2 Comentários para “Interesse Mundial pelo Futebol e Atividades Comerciais”

  1. Makoto
    1  escreveu às 22:52 em 12 de junho de 2014:

    Pois é, existe interesse comercial pelo mundial, mas lamentável é ver na TV, a nossa Presidente da República se esconder do público…
    Não sei se este site é chapa branca, mas seu nome foi anunciado pelos alto-falantes, Blatter e até sua filha se levantaram, mas mesmo assim a presidente preferiu manter-se sentada e escondida das vaias. Uma câmera lateral filmou tudo.
    Trata-se, como se nota, do anúncio do presidente da FIFA e da Presidente da República pelos alto-falantes do estádio. A vaia começa a comer solta e pesada. Mesmo assim – afinal, é da democracia – Blatter com coragem se levanta, até mesmo a filha de Dilma se levanta, porém… nossa “estadista” finge que não é com ela e permanece sentada. Blatter, talvez supondo alguma boa-fé, dá aquela CUTUCADA AMIGA e, ainda assim, a soberana não se move.
    E não venham dizer que “ela não sabia”, pois além do nome anunciado e das demais pessoas se levantando, foi até mesmo “cutucada” para tal. Preferiu manter-se sentada, escondida do público, quem sabe escapando daquelas fotos constrangedoras. Pois o tiro saiu pela culatra. Com esse vídeo, temos a exata dimensão do que houve e de quem é a “presidenta” quando não está na frente de militantes ou atrás do chefe-de-fato: é covarde.
    Já havíamos garantido a marca de ser a ÚNICA sede de Copa do Mundo em que um chefe de estado não discursou na abertura. Soma-se a isso a falta de brios de Dilma Rousseff para meramente ficar em pé quando seu nome e cargo foram anunciados.
    Confira.

  2. Paulo Yokota
    2  escreveu às 09:54 em 13 de junho de 2014:

    Caro Makoto,

    Este site procura ser o mais imparcial possível, ainda que ninguém o consiga ser totalmente. Os eventos esportivos, principalmente os relacionados com o futebol, acabam gerando paixões como a sua, que é natural. Dos diversos Presidentes brasileiros que participava destes eventos futebolísticos e que não era vaiado era Médici, pois ele os frequentava regularmente, mesmo que não fosse simpático para muitos da população brasileria. Ninguém gosta quando alguém procura aproveitar um para ocupar mais espaço na mídia.
    No Itaquerão, pelos preços que estavam sendo cobrados, certamente não estava o “povão”, mas os da classe média para cima, que são bastante críticos a situação em que se encontra a economia brasileira.
    Para mim, pessoalmente, a reação da população aos movimentos violentos em todo o Brasil, parece a marca mais importante de ontem. Que o futebol é importante no mundo, e precisamos aproveitar a posição que o Brasil conquistou parece relevante.
    Não acho que isto esteja ligado a somente um governo.

    Paulo Yokota


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