Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

A Guerra Cambial Segundo a Bloomberg

6 de Fevereiro de 2015
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: , , ,

clip_image001Segundo um artigo de William Pesek da Bloomberg, a China estaria preparando-se para a guerra cambial com as políticas adotadas pelos Estados Unidos, o Japão e a Comunidade Europeia.

As principais moedas do mundo já estariam numa guerra cambial

Um artigo publicado no site da Bloomberg por William Pesek, que escreve regularmente sobre a China, informa que aquele país estaria se preparando para uma guerra cambial que poderia ser desastrosa, aumentando a instabilidade financeira em todo o mundo. Seria uma medida para manter a competitividade da economia chinesa em função das desvalorizações do dólar, do yen e do euro, principalmente, mas que já envolvem dezenas de outras moedas de importâncias relativas.

A China cortou em 50 pontos as exigências de reservas para estimular a concessão de empréstimos bancários, visando estimular a sua economia e combater uma eventual deflação. E estaria pronta para uma luta mais perigosa no mercado cambial, que começou nos Estados Unidos, foi estendida para o Japão e agora pela Europa. Outros países como o Canadá e a Austrália, além de pequenos como a Tailândia, Vietnã, Indonésia, Filipinas e Taiwan, também já teriam tomado medidas para provocarem a desvalorização de suas moedas, na região do Pacífico, mas também em países da América Latina.

O que mais ameaça a China é o Japão, que provocou uma queda de 30% no yen e está disposto a tomar outras medidas diante do que já foi feito na Europa. Empresas como a Toyota e a Sony estariam sendo beneficiadas na competição com as chinesas.

Tudo isto estaria elevando a volatilidade nos mercados internacionais, aumentando os fluxos financeiros principalmente nos países em desenvolvimento, inflando bolhas de ativos, reduzindo as taxas de obrigações irracionalmente.

Para a China, o centro das atenções seriam os países asiáticos, mas também existem preocupações com outros parceiros comerciais no mundo, segundo o articulista. Como já vem sendo apontado por este site, esta guerra já parece estar em andamento, havendo necessidade de algumas medidas globais visando à redução do seu ritmo de extensão por todo o mundo.



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