Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Mercado Externo do Café Para o Brasil

13 de Janeiro de 2016
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

clip_image002O Brasil chegou a ficar conhecido, por um longo período, como o principal produtor e exportador mundial de café. Hoje, se tornou um participante secundário, passando a ser um importador de equipamentos e cápsulas que ganharam importância neste mercado nas últimas décadas.

Difusão mundial de equipamentos e café em cápsulas

O mercado de café continua se expandindo em todo o mundo e um artigo publicado no China Daily informa que a rede Starbucks, dona de 2 mil lojas na China, se prepara para instalar mais 2.500 lojas nos próximos cinco anos naquele país, mesmo com as turbulências registradas na sua economia. Estas lojas, como sabido, não trabalha somente com café, seu produto principal, mas também com seus acompanhamentos nas 23 mil lojas em todo o mundo,.

O Brasil dispõe, além do café, de produtos que podem ser colocados nestas lojas, como o pão de queijo, bem aceito em muitos mercados, e há algumas cadeias que operam no país como no exterior, mas em escala modesta quando comparados com estas redes mais conhecidas.

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No passado, havia quem acreditasse que países consumidores de chá não eram propensos para o café, o que está sendo desmentido pelo sucesso da Starbucks na China

Mesmo no mercado interno brasileiro, observa-se o crescimento expressivo destas redes internacionais, aumentando a importação de equipamento e cápsulas que já chegam a valores expressivos. Como o mercado interno já é razoável e o país dispõe de matérias-primas que são exportadas, bem como equipamentos produzidos localmente, um mínimo de atenção da Camex e da Apex poderiam criar as condições para a ampliação das redes brasileiras no exterior.

Existem outros mercados para o café, além do que é exportado verde, como os torrados e os especiais para consumidores mais sofisticados que exigem conhecimento das fazendas produtoras e dos blends preparados.

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Coffee Lab e Isabela Raposeiras

A experiência da Coffee Lab de São Paulo, da Isabela Raposeiras, poderia ser uma base importante para estas tentativas. Além de fornecer café de qualidade, também ajuda a preparar os recursos humanos como de baristas que são relevantes para o preparo de um bom café, além dos usuais de amplo espectro no mercado local como no exterior.

Para os brasileiros que estiveram ligados de alguma forma com a economia cafeeira, a situação atual é revoltante, havendo todas as possibilidades para reverter o jogo. O Brasil tem todas as condições para recuperar o seu papel no mercado mundial de café e dar, com sua criatividade, novas formas mais sofisticadas do seu consumo, junto com outros produtos, como os consagrados no país que certamente conquistarão muitos no mundo.



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