Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Embraer na Vanguarda com Relação aos seus Concorrentes

26 de Fevereiro de 2016
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

Se existe uma empresa brasileira que vem mostrando a sua capacidade acima dos seus concorrentes internacionais nos aviões comerciais de porte médio para distâncias regionais é a Embraer, que apresentou o seu novo E190-E2 ontem em São José dos Campos.

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O novo E190-E2 apresentado pela Embraer

A Embraer concorre com a canadense Bombardier e com a japonesa Mitsubishi nestes aviões comerciais de porte médio, para distâncias regionais, e vem demonstrando a sua eficiência nas inovações. Já conseguiu 267 pedidos na sua carteira e conta com opções para mais 373 unidades, bem acima dos concorrentes.

Devem ser entregues a partir de 2018, e a Mitsubishi anunciou um novo adiamento da entrega de sua aeronave concorrente nesta faixa. Estes aparelhos devem ser utilizados nos Estados Unidos, na China e em outros países, como o Irã, além de alguns no próprio Brasil, onde a Embraer já conta com compradores tradicionais.

Compareceu ao evento realizado em São José dos Campos representantes de 50 empresas aéreas de todo o mundo. Esta nova aeronave deve proporcionar uma economia de 23% de combustíveis, quando comparados com os anteriores que atendiam esta faixa. Esta notícia está em todos os jornais brasileiros relevantes, bem como em alguns do exterior.

Mesmo com as dificuldades pelas quais passa a economia brasileira, a Embraer não conta com problemas financeiros para a continuidade dos seus projetos, que também deve abranger o novo jato militar KC 390.

A Embraer era uma empresa estatal e foi privatizada com sucesso, e vem demonstrando a capacidade do seu quadro de funcionários, no Brasil e no exterior. Consolidou-se uma “escola” de especialistas que continuam trabalhando nas inovações, contando com novas gerações de projetos. Orgulham os brasileiros e demonstram que eles podem superar os obstáculos existentes trabalhando de forma global em todo o mundo.

Tenho particular orgulho da contribuição dada por meu irmão, que por um longo período atuou até como o vice-presidente de tecnologia da Embraer, ajudando a formar esta equipe. Como uma empresa com pouco capital e limitadas tecnologias próprias, desenvolveu uma qualidade para trabalhar junto com as melhores empresas de materiais aeronáuticos do mundo de forma adequadamente coordenada, sem que as vaidades atrapalhassem seus planos. Eles desenvolveram uma capacidade para pensar no mínimo 20 anos para frente, o que estamos necessitando em outros setores da economia brasileira.



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