Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

The Economist Reconhece que Política Monetária é Insuficiente

19 de Fevereiro de 2016
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

clip_image001A importante revista The Economist reconhece que, mesmo com o uso exagerado da política monetária e creditícia, as economias de diversos países não conseguem recuperar o seu crescimento.

Ilustração do The Economist reconhecendo que o uso dos Bancos Centrais não é suficiente para estimular as economias.

O mercado acionário de diversos países continua com tendências de baixa, notadamente porque as ações dos bancos estão em queda diante do aumento dos seus riscos e redução de suas rentabilidades. Alguns países estão chegando a taxas de juros negativos, mostrando uma certa confusão até entre os responsáveis pelos Bancos Centrais, que teoricamente deveriam saber que os juros representam o custo da espera dos recursos até suas aplicações, sendo racionais que fossem positivos dadas às incertezas com relação ao futuro comparado com o presente que deveria ser considerado mais seguro.

Os receios dos detentores de ativos estão fazendo com que eles procurem minimizar os riscos, procurando aplicar em títulos do governo norte-americano ou em ouro, considerados ainda os mais seguros, mas que não aumentam o nível de bem-estar da população.

Desde a crise de 2007/2008, o que as autoridades monetárias dos principais países desenvolvidos vêm promovendo é o aumento das assistências aos bancos culpados pelos problemas mundiais, diante dos receios de dificuldades sistêmicas. Continuam aumentando a disponibilidade de recursos, inclusive creditícios a juros baixos, mesmo que estejam colhendo resultados insignificantes na ativação das economias.

Estas condições induzem os banqueiros a financiarem iniciativas de alto risco fazendo com que as mesmas condições originais da crise mundial se repitam, ainda que os bancos estejam mais capitalizados. Há que se considerar outros estímulos, como os fiscais, mas os endividamentos dos países já estão elevados, chegando em alguns casos à beira da possibilidade de inadimplências, mesmo para países desenvolvidos como o Japão.

A revista reconhece os esforços das autoridades monetárias, como também que os políticos não estão ajudando os Bancos Centrais. Na realidade, além da exagerada concentração dos especialistas em economia em assuntos do seu setor, não se vislumbram o aparecimento de líderes políticos que apresentem ideias ousadas para a ativação das economias. Quando a China apresenta a nova Rota da Seda, propondo investimentos em infraestrutura, nota-se as restrições dos norte-americanos e japoneses, como se o assunto fosse um confronto geopolítico, que exija soluções militares.

As ampliações dos armamentos militares continuam ocorrendo, mas no mundo atual e globalizado não parece ser a solução mais adequada, pois existem outras “guerras”, como as previdenciárias, da saúde e das reduções das desigualdades sociais. Poucos filantropos começam a perceber que existem espaços para tanto, inclusive na melhoria do meio ambiente, que poderiam alavancar algumas iniciativas estimulantes para a economia.

As pesquisas como os investimentos que estão sendo feitos com energias limpas, como a solar e a eólica, estão permitindo soluções mais sustentáveis, não havendo necessidade de ampliações substanciais em equipamentos militares. Chega-se a conclusão, como da revista The Economist, que o ponto crucial continua, como sempre, sendo o político.

Muitas pesquisas estão sendo necessárias tanto para resolver problemas de saúde como do aumento das produções que resultem em melhoria do nível de bem estar das populações. Mas, ainda não estamos sendo capazes de dar um passo adiante, reconhecendo a necessidade de melhoria da distribuição dos benefícios, ampliando mercados que não existem no momento.



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