Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

A Difícil Tarefa de Preparar Quadros de Governantes

18 de Março de 2016
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia e Política, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

As dificuldades que o Brasil está enfrentando no momento deixam claro a dificuldade para a preparação de quadros para se tornarem governantes de um país, começando pelos políticos, mas se estendendo para diversos setores administrativos.

EU & Fim de semana

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Outra matéria de destaque refere-se ao TCU que questiona acordo de leniência para empresas do Lava Jato depois das pedaladas. Historicamente, a China deve ser uma das pioneiras com o preparo de seus mandarins para ajudarem a administrar o país. Na França, a École Nationale d’Administration, a famosa ENA, prepara a maioria dos líderes que chegam até ao comando dos principais partidos políticos, independentemente da orientação ideológica. No Brasil, para instalar a Escola Nacional da Administração Fazendária solicitou-se a colaboração da Alemanha, que tem uma similar de grande prestígio mundial. Aqueles que imaginam que estes líderes podem ser improvisados estão muito enganados.

É preciso reconhecer que o Suplemento Eu & Fim de Semana tem abordado diversos temas que resvalam por estes tópicos e se espera que os leitores tenham aproveitado. No Japão, desde a Era Meiji, as Universidades Imperiais foram criadas para a formação de administradores públicos. Muitos deles, após completarem suas carreiras voltam se para as atividades políticas nos partidos políticos. Estas preocupações não parecem ser acentuadas no Brasil.

No passado, algumas Faculdades de Direito no Brasil preparavam os bacharéis que se dirigiam tanto à administração pública como para as atividades políticas. Hoje, raros são os que se preparam de forma sistemática para tanto e as atividades políticas não parecem merecer a nobreza que as deve destacar das demais atividades.

Num dos artigos tratados pelo Eu & Fim de Semana. que trata do TCU – Tribunal de Contas da União, é possível constatar que no passado seus ministros para lá eram designados com premiações, sendo meramente formais. Hoje, muitos dos seus membros, mais preparados, procuram desempenhar o papel que lhes cabe, podendo criar embaraços para os administradores públicos. Mas uma legislação adequada dos acordos de leniência deve centralizar as negociações e as decisões num só segmento da administração pública, não sendo conveniente que outros setores possam contestar o que foi acertado, como ocorre nos Estados Unidos.

Este aprendizado e os aperfeiçoamentos são urgentes, pois hoje está se confundindo as responsabilidades de alguns empresários com as funções das empresas. Está se sacrificando importantes contribuições para o desenvolvimento nacional.



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