Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Indícios Positivos e Estáveis dos Estados Unidos

14 de Abril de 2016
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

clip_image002Somente análises mais profundas permitem visualizar informações positivas vindas dos Estados Unidos, que continuam sendo o líder mundial em matéria de economia.

O famoso Livro Beje do FED que fornece um quadro amplo da economia norte-americana

Antes de me tornar diretor do Banco Central do Brasil, recebi do Departamento de Estado dos Estados Unidos uma fabulosa bolsa que me permitiu, entre muitas outras coisas, visitar o FED – o Banco Central dos Estados Unidos e conhecer o processo pelos quais eles decidiam sobre a política monetária. De forma diferente do que muitos imaginam, o conjunto de dados contido no chamado Livro Beje é muito rico, incluindo o que acontece regionalmente naquele país no lado real da economia, não se restringindo aos dados relacionados com a inflação, cuja meta é sempre perseguida pelas autoridades monetárias.

Um artigo divulgado pelo Valor Econômico, utilizando informações provenientes das principais agências noticiosas internacionais, informa que o atual Livro Bege aponta uma expansão geral nos Estados Unidos. Isto impulsionou os salários em quase todas as 12 regiões pesquisadas. A queda dos preços dos combustíveis compensaram algumas pressões inflacionárias, liberando também rendas que podem ser utilizadas para outras compras das famílias.

Outra notícia alvissareira, que também consta de um artigo da Lisa Lambert, da agência Reuters, e reproduzida no Valor Econômico, só pode ser entendida por especialistas. Houve uma mudança radical do FED e do FDIC – Federal Deposit Insurance Corp. com relação aos bancos que se consideravam grandes demais para falir, exigindo assistências das autoridades, apesar de serem os principais responsáveis pelas crises como a de 2007/2008.

A declaração de Martin Grueberg, presidente do FDIC, foi enfática: “A FDIC e o Federal Reserve estão comprometidos a desempenhar seu mandato legal de que instituições financeiras de importância sistêmica demonstrem um caminho claro de uma liquidação ordenada sobre falências sem custo para os contribuintes”. “A ação de ontem é um passo significativo para atingir esse objetivo”.

A matéria deixa claro que os primeiros a terem de se ajustar são nada menos que o J.P.Morgan e o Wells Fargo. Também precisam efetuar seus ajustamentos o Bank of America, o State Street Corp. e o Bank of New York Mellon Corp. É o que está na lei de Dood-Frank de reforma da Wall Street. Também o plano que foi apresentado pelo Goldman Sach foi considerado não confiável. O plano do Morgan Stanley foi aprovado com a ressalva de que contém defeitos.

Os bancos estão comunicando ao público que vão se empenhar para corrigir suas dificuldades, como no caso do Goldman Sachs e do Citicorp. J.P.Morgan, e alegam que obteve progressos, mas as autoridades observaram que tem vulnerabilidades importantes.

Estes fatos são de extrema importância mostrando que houve uma radical mudança das autoridades norte-americanas com relação a estes bancos. Espera-se que haja repercussões importantes em todo o mundo, pois são correções positivas.



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