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Diagnóstico da Economia Brasileira

27 de Maio de 2016
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

clip_image001Haveria um razoável consenso sobre o que seria necessário fazer para recuperar a confiança dos investidores para a economia brasileira voltar a crescer.

Mario Sergio Conti é um experiente e qualificado jornalista que entrevista personalidades no seu programa na Globo News

Mario Sergio Conti já exerceu diversas funções, como o de diretor da revista Veja, e hoje, além de colunista da Folha de S.Paulo e de O Globo, vem entrevistando personalidades no seu programa na televisão Globo News. Nesta última quinta-feira à noite, entrevistou Delfim Netto, um dos mais argutos analistas da economia e da política brasileira.

Delfim Netto afirmou que existe um razoável consenso do que precisa ser feito pelo governo interino de Michel Temer para recuperar a confiança da população e dos empresários, a fim de que se volte a efetuar os investimentos que permitam a volta do crescimento, indispensável para resolver os muitos problemas existentes. Começaria com a reforma da Previdência Social, desvinculação do orçamento federal da rigidez existente, livre negociação salarial entre empregados e empregadores, redução dos gastos governamentais, que necessitam da aprovação do Congresso às propostas que seriam apresentadas pelo governo, com grande urgência, pois o mandato é extremamente curto.

Para tanto o governo interino de Michel Temer introduziu uma espécie de parlamentarismo nomeando muitos políticos que têm acesso aos votos necessários no Congresso como ministros ainda que não sejam especialistas. E escolhendo técnicos com experiência na administração pública para os cargos logo abaixo e relevantes, necessitando que estas medidas conquistem a confiança dos empresários para voltarem a efetuar os investimentos privados. Os públicos estariam a cargo também da participação do setor privado com privatizações e concorrências de novos projetos público-privados.

São medidas emergenciais e com o orçamento público federal desvinculado das amarras e correções futuras, somente pela inflação haveria que se promover os cortes dos desperdícios existentes até na saúde e na educação, considerados prioritários, para o que seria desejável uma personalidade qualificada. Do ponto de vista de prazo mais longo, o diagnóstico precisaria identificar os setores onde os investimentos seriam prioritários.

Qualquer planejamento governamental em economias como a brasileira necessita destes diagnósticos que os órgãos públicos também já dispõem. Havia necessidade posterior de fixar os objetivos a serem perseguidos e determinar os instrumentos que seriam utilizados, bem como as estratégias que seriam adotadas para atingir os objetivos perseguidos dentro de um horizonte razoável. São ensinamentos comuns em curso de planejamento econômico, que serão detalhados nos próximos artigos deste site.



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