Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

As Inovações Tecnológicas nos Alimentos não são Aceitas

21 de Março de 2017
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

clip_image002Ainda que os cientistas estejam conseguindo legumes sem pesticidas nos laboratórios, os consumidores resistem às inovações, preferindo os tradicionais cultivados no campo.

Foto constante do artigo de Makoto Ito publicado no Asahi Shimbun, que mostra uma pesquisadora pesquisando vegetais na Kyoto Prefectural University, cujo artigo deve ser examinado na sua íntegra

Um artigo de Makoto Ito publicado no site do Asahi Shimbun informa que os cientistas da Kyoto Prefectural University estão conseguindo produzir vegetais nos laboratórios sem pesticidas químicos, mas os consumidores se mostram relutantes no seu consumo. Os cientistas esperam torná-los mais apetitosos para aumentar as suas vendas.

A nova tecnologia, segundo o ex-presidente da universidade Go Takeba, permite produzir o que chamam de alimentos da próxima geração, que começaram a ser pesquisados em 2012 e foram denominados chama Kenko Yasai Keihanna (vegetais saudáveis Keihanna), sem produtos químicos, em fábricas sem variações climáticas. Apesar destas vantagens, o seu consumo ainda não decolou, pois é considerado menos atraente do que os cultivados tradicionalmente.

A tecnologia experimentada aumentou a fotossíntese e a capacidade de absorver nutrientes e foi solicitada pelos especialistas preocupados com a medicina preventiva. Combinando diodos emissores de luz com fluidos de cultura que não contêm nitrogênio melhora as características nutritivas dos vegetais.

A quantidade de vitamina C e outras propriedades antioxidantes aumentaram de 10 a 50 vezes comparados com os tradicionais. Contêm 12 vezes mais ferro e o manganês, que ativa as enzimas, aumentou de 1,6 a 14 vezes. A concentração de nitrato de resíduos foi reduzida de um sexto a um décimo.

Alfaces, espinafre de mostarda e outros legumes cresceram com estas tecnologias. O que parece é que os consumidores não desejam remédios para a sua saúde, mas alimentos tradicionais com os quais estão acostumados, ainda que tenham seus problemas.

Mas, no futuro, os cientistas esperam que ocorram mudanças nestes hábitos.



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