Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Emprego Proporcionado Pela Energia Renovável

25 de Maio de 2017
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

Um artigo interessante elaborado por Mahmoud Habboush foi publicado no site da Bloomberg mostrando como a energia renovável vem criando emprego em muitas partes do mundo, o que seria de grande importância para países como o Brasil que enfrenta um desemprego acentuado no momento e continua necessitando de investimentos em infraestrutura.

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Gráfico constante do artigo publicado no site da Bloomberg

Estas informações mostram que já se atingiu no mundo cerca de 10 milhões de empregos com a redução substancial da poluição provocada principalmente com o uso de combustíveis como petróleo e seus derivados ou carvão mineral, notadamente em países líderes como os Estados Unidos e a China. Os custos de fontes renováveis e menos poluentes estão se tornando competitivos com as escalas que já estão sendo obtidas, ainda que no Brasil ainda sejam insignificantes com a exploração das hidroelétricas situadas em regiões mais longínquas e cujas águas são indispensáveis para necessidades mais nobres.

A energia solar destaca-se entre as não poluentes, em parte devido à melhora tanto na sua captação como no seu armazenamento em baterias de maior eficiência.

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Outro gráfico publicado no mesmo artigo do site da Bloomberg

Quando considerado regionalmente, parece claro que as necessidades asiáticas estão determinando parte substancial destas mudanças, notadamente na China que necessita das suas poucas águas vindas do degelo do Himalaia e são necessárias tanto para o abastecimento de sua população como às produções de alimentos.

Os países das regiões tropicais são beneficiados pelas intensidades das insolações mais longas, mas até agora também contaram com recursos hídricos. Acabam utilizando muitas fontes altamente poluentes para completarem as suas necessidades. Mas as irregularidades climáticas que estão se intensificando afetam suas produções de alimentos, além de provocar outros problemas nos seus grandes centros urbanos e nas regiões litorâneas.

Também no gráfico que se segue fica claro que a China vem se destacando pela localização regional, notadamente do aproveitamento de energia solar, onde os equipamentos para tanto estão melhorando, como as formas de seus armazenamentos temporários.

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Outro gráfico também constante da matéria no site da Bloomberg que vale a pena ser lido na sua íntegra

Na medida em que nas Américas e na África os usos destas energias não poluentes ainda são relativamente modestos, verifica-se que no futuro esta expansão deve ser mais acentuada, mesmo sem escalas que favoreçam suas competitividades. O Brasil parece, portanto, um país que apresenta para o futuro sensíveis potencialidades.



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