Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Quatorze Páginas Sobre Carlos Ghosn na Bloomberg

20 de julho de 2017
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , , | 6 Comentários »

clip_image002Existem os que acham que sou macaco de auditório de Carlos Ghosn por comentar neste site a série de 30 artigos sobre ele publicada no Nikkei Asian Review. Mas quando ele merece uma reportagem de 14 páginas no site da Bloomberg, afirmando que se Davos fosse uma pessoa ele teria o seu nome, não me parece ser algo a ser desprezado, no mundo atual com tantas carências de lideranças.

Carlos Ghosn e sua esposa Caroline

O artigo publicado está assinado por Masatsugo Horie, Katya Kazukina e Jean Zhao, baseado num contacto recente e pessoal com Carlos Ghosn em Bankog, na Tailândia, onde ele proferiu, entre outros compromissos, uma palestra para estudantes, dispondo-se a responder suas perguntas. No comando do grupo Renault, Nissan Motors e Mitsubishi Motors, possuindo plantas na China e na Rússia, fornecendo muito de suas fábricas do México para os Estados Unidos, onde Donald Trump fala da America First, sofrendo críticas do presidente Emmanuel Macron sobre suas elevadas remunerações quando se sabe que o governo francês é um dos grandes acionistas da Renault. Não se pode dizer que ele não esteja cercado de muitos desafios. Atua com atenções no Sudeste Asiático, que conta com uma apreciável população ainda jovem, cujas economias continuam crescendo acima da média mundial, onde as demandas de veículos de todos os tipos continuarão crescendo substancialmente.

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Carlos Ghosn visita a fábrica da Mitsubishi na Indonésia

Mesmo com as mudanças políticas que se processam em todo o mundo, não se assusta com o que está acontecendo, mesmo sabendo das importâncias delas. Sua longa experiência só no comando destas gigantescas organizações já acumulou mais de 15 anos. Ele se sente em casa em qualquer ambiente no mundo, onde muitos políticos já passaram, mas ele continua no comando, não se falando de sua sucessão.

Ele tem uma visão histórica clara, cita o que aconteceu com o Império Romano, com os gregos e o Império Otomano, todos que chegaram aos seus fins, mas foram atraídos pela globalização. Carlos Ghosn é no momento o sinônimo de Davos.


6 Comentários para “Quatorze Páginas Sobre Carlos Ghosn na Bloomberg”

  1. Adolfo Santos da Silva
    1  escreveu às 18:56 em 20 de julho de 2017:

    Respeitosamente, o que o senhor não é capaz de perceber é o grupo Renault-Nissan-Mitsubishi está patrocinando diversas reportagens. Vender carros gera bilhões de faturamento e a concorrência é grande (VW, Toyota, Fiat, Ford, Kia, Tata etc.). Aliás, como o senhor mantém este blog? O senhor cita muito a Renault, a Nissan, a Honda, a Toshiba, a Nintendo, a Komatsu etc. Espero que não se ofenda, mas vivemos num mundo capitalista.

  2. Paulo Yokota
    2  escreveu às 08:27 em 21 de julho de 2017:

    Caro Adolfo Santos da Silva,

    Obrigado por me “ensinar” que vivemos num mundo predominantemente capitalista. Mas, sempre existem os idealistas que imaginam que ganhar dinheiro não é tudo na vida. Meu herói desde a minha infância é o Dr. Albert Schweitzer, que consagrado na Alemanha foi trabalhar voluntariamente na África para atender as crianças necessitadas. Na medida da minha modesta possibilidade, desde estudante, comecei a ajudar no movimento de desfavelamento em São Paulo, indo ao Nordeste para ver as palafita, na Amazônia para conhecer os que viviam precariamente nas beiras dos rios. Acabei ajudando o chamado Advisory Committee on Technical Service ajudando projetos sociais no Brasil e no mundo, com recursos advindos dos impostos religiosos que existem na Alemanha. Se mantenho as minhas custas pessoais este site Asiacomentada é porque constatei que os ocidentais pouco conhecem do Oriente, e vice-versa. Já recebi ofertas para patrocínios mas não os aceitei.
    Imagino que conheço a Ásia um pouco mais que a média dos brasileiros, como o Ocidente um pouco mais do que a média dos orientais. Imagino que o incremento das nossas relações ajudariam a melhorar as condições de todos, reciprocamente. Pode estar certo que conheço outras indústrias automobilísticas pessoalmente, visitando suas fábricas como trocando ideias com muitos dos seus dirigentes máximos, bem como em outros setores industriais. Não sou a favor da desvalorização de alguns poucos brasileiros que se destacam no mundo. Tive a oportunidade de trabalhar em diversos países da Ásia, inclusive Japão, China, Coreia do Sul, Malásia, Cingapura, Tailândia entre outros. Procuro partilhar um pouco do que conheci pessoalmente, como nos livros como o de Joseph Needham de Cambridge, um dos que formaram a maior biblioteca no mundo sobre a China. Conheci empresários brasileiros que se destacaram no mundo, e aceito também opiniões diferentes que possam ressaltar outras lideranças importantes. Acho que conheço o Brasil, desde as fronteiras internacionais do Rio Grande do Sul até o Amapá, e percorri muito da Amazônia como o Nordeste, Centro Oeste do Brasil etc. Não somente os dirigentes políticos, mas os pobres lavradores. Não me envergonho do que conheço, inclusive de nossas muitas dificuldades. Por ter trabalhado nos Estados Unidos como na Europa penso conhecer pessoalmente muitos dos lugares que visitei, na maioria a trabalho. Existem muitos voluntários que fazem trabalhos excepcionais pelos menos favorecidos do mundo, como grandes empresários que dão importantes contribuições. Se puder dar-lhe algum conselho (sendo gratuito, não vale nada), por favor, viagem e estude muito em todo mundo. Pode estar certo que todos temos ainda que aprender muito.

    Paulo Yokota

  3. Simone Aparecida
    3  escreveu às 14:35 em 21 de julho de 2017:

    Doutor Yokota:

    O jogador de futebol Neymar, em seus blog e site, ao menos, coloca os arquivos JPEG e GIF com as marcas dos patrocinadores bem expostas, sem pudor. Quem conhece o seu blog, sabe que o senhor insere as marcas no próprio texto. Para comprovar a minha afirmação, basta abrir o seguinte link:

    Obs..: as marcas Nissan, Toyota e Honda são exibidas de maneira ostensiva, como num outdoor ou numa revista de carros.

    Indústria Automobilística Japonesa em Recuperação?
    http://www.asiacomentada.com.br/2013/01/indstria-automobilstica-japonesa-em-recuperao/

  4. Paulo Yokota
    4  escreveu às 10:54 em 22 de julho de 2017:

    Cara Simone Aparecida,

    Obrigado pela observação. Gostaria que V. considerasse que estes e outros assuntos se baseiam no que consta da imprensa internacional, que pode ter os seus interesses comerciais e procuro ser o mais isento possível, sabendo que existem meus artigos que ressaltam as contribuições alemãs, principalmente na mistura do etanol com a gasolina. Critico também muitos dos erros japoneses, mas ficar entendendo que Carlos Ghosn não é brasileiro parece uma desvalorização desnecessária dos nascidos no Brasil. Além disso sua família continuou morando no Brasil onde ele passa todos as passagens do ano. Trabalhou no Brasil comandando aqui uma indústria de pneus. Que ele é uma personalidade reconhecida no mundo, parece incontestável, tanto que é o segundo nome que aparece em Davos, depois somente do seu fundados. São poucos os brasileiros que se destacaram no cenário internacional.

    Paulo Yokota

    Paulo Yokota

  5. Henrique de Toledo Dias
    5  escreveu às 19:07 em 21 de julho de 2017:

    A obsessão do economista Paulo Yokota por Carlos Ghosn é patente. Basta digitar o nome do francês naturalizado (“brasileiro” para boa parte da imprensa do Brasil) no sistema de busca do Ásia Comentada.

  6. Paulo Yokota
    6  escreveu às 11:00 em 22 de julho de 2017:

    Carotr Henrique de Toledo Dias,

    Se existe alguma obsessão parece que é da parte da imprensa internacional como o Nikkei Asian Review ou da Bloomberg, que são os ganchos que utilizo. Já postei numa resposta que ele nasceu em Rondônia (será que V. esteve lá?), está no Brasil todas as passagens de ano com sua família, comandou a Michelin no Brasil e tem uma atuação internacional reconhecida. Poucos brasileiros são tão reconhecidos, e todos que se tornaram globalizados tiveram formações complementares também em países estrangeiros. Não reconhecer estes brasileiros parece ser uma obsessão negativa, ainda que respeite todas as opiniões.

    Paulo Yokota


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