Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Elevado Crescimento da Complexa Índia

29 de Janeiro de 2018
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia e Política, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

clip_image002Um artigo de Kiran Sharme foi publicado no site do Nikkei Asian Review informando que o governo indiano, comandado por Narendra Modi, depois de um crescimento anual estimado de 6,75% no ano fiscal atual que termina em março, espera conseguir 7 a 7,5% em 2018/2019, superando novamente a China, como vem acontecendo nos últimos três anos, quando conseguiu uma média de 7,3%.

Primeiro-ministro Narendra Modi, da Índia democrática. Foto publicada no artigo no Nikkei Asian Review

Muitos imaginam como um gigantesco país complexo como a Índia pode conciliar o elevado crescimento econômico com o regime democrático, usando o sistema de mercado. No entanto, apesar da imensidão dos seus problemas, o governo de Narendra Modi vem alcançando um crescimento superior ao da China, deixando os brasileiros espantados com o que se pode obter com muito trabalho, um planejamento econômico inteligente, usando muitos dos seus recursos humanos treinados no exterior. Lá não se procura conseguir o apoio do Legislativo e do Judiciário concedendo privilégios que se tornaram rotina no Brasil, que inviabilizam um razoável equilíbrio fiscal e uma inflação moderada, com ampla abertura para o exterior.

Isso, uma população em torno de 1,3 bilhão, ocupando um território que se aproxima do um terço do brasileiro, com uma ampla variedade de etnias e religiões ainda que um país emergente com baixa renda per capita, insuficiência de infraestrutura que necessita importar 80% do petróleo para atender a sua demanda de energia. As possibilidades de sua agricultura não são amplas, mas sua indústria e serviços conseguem suprir as suas necessidades de divisas, contando com uma elite de recursos humanos até preparados no exterior, principalmente do Reino Unido, do qual foi colônia.

Não é por acaso que na última reunião em Davos havia filas de interessados em ouvir a exposição de Narendra Modi que se contrapunha ao protecionismo que vinha sendo apresentado por Donald Trump. Michel Temer não foi páreo para ele, ficando com muitas vagas na plateia. As reformas da Índia são expressivas, pois as notas de alto valor foram eliminadas para dificultar a corrupção ao mesmo tempo em que investimentos estrangeiros estão complementando os recursos internos indispensáveis. O imenso mercado interno atrai empresas que procuram utilizar seus recursos humanos ainda baratos.

A Índia introduziu um GST – Good & Service Tax, um imposto sobre as vendas de bens e serviços considerando que como o Brasil trata-se de uma Federação, onde os impostos sobre valor adicionado não funcionam adequadamente. As autoridades locais admitem que ainda se disponha de capacidade ociosa para ampliar a sua produção, no que a melhoria da economia mundial deve ajudar.

Eles destacam a prioridade na criação de empregos locais, educação e agricultura em médio prazo, devendo acelerar a privatização das companhias aéreas e das aduanas, que possam ameaçar a economia macroeconômica e sua estabilidade. Parece que os brasileiros deveriam considerar algumas coisas que se efetua na Índia para o uso no seu desenvolvimento.



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