Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Renault Alerta os Promotores Japoneses Sobre Carlos Ghosn

7 de fevereiro de 2019
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia e Política, Editoriais e Notícias | Tags: , , , , | 47 Comentários »

Mais problemas para Carlos Ghosn fazem parte do alerta da Renault para os investigadores japoneses que, mediante investigações dentro da empresa, localizaram indícios de irregularidades, possivelmente cometidos por ele. Para obter o uso do Palácio de Versalhes para o seu casamento, Carlos Ghosn teria feito pagamentos para um ministro francês de forma, no mínimo, duvidosa. Teriam também indícios que recursos que estão na Holanda em seu nome, num paraíso fiscal, estariam planejados para ser transferidos para a Suíça. O assunto consta tanto do artigo no Nihon Keizai Shimbun como do jornal francês Le Figaro.

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Foto do casamento de Carlos Ghosn no Palácio Versalhes

Infelizmente, quando a Renault também levanta suspeita de irregularidades cometidas por Carlos Ghosn, sua situação acaba ficando mais complicada. Tudo indica que ele se empolgou com o prestígio internacional que obteve e os ganhos elevados das três empresas das quais obtinha recursos apreciáveis, acabando por se convencer de que poderia fazer o que bem desejasse.

Muitos levantavam hipóteses que os japoneses estavam sendo exageradamente rigorosos, evidenciando que haveria necessidade de aperfeiçoamentos da legislação japonesa para se aproximar das que são adotadas por diversos países ocidentais. Certamente, devem ocorrer estes avanços como nas regras de governanças das grandes empresas japonesas para que as decisões importantes tenham ampla participação dos seus dirigentes não ficando restrita a uns poucos.

Lamentavelmente, aumentam os seus riscos de punições pesadas, podendo ficar preso por anos, se assim for condenado pelos juízes japoneses que costumam acatar as recomendações dos promotores. Tudo isto deverá consumir ainda muitos meses e os dirigentes das empresas envolvidas procuram manter as condições para a continuidade da aliança que interessa a todos. Mas deve-se admitir que o clima criado por estes problemas e as diferenças culturais não são obstáculos que podem ser superados com facilidade, mas exigindo um longo prazo.

Também no Ocidente deve ficar claro que as empresas de grande porte, principalmente de atuação internacional, não devem conceder demasiado poder para um executivo, ainda que ele seja de grande competência. As regras de governança das mesmas devem cuidar do assunto, pois boas atuações dependem de uma grande equipe de auxiliares, nos mais variados setores, sendo um trabalho coletivo.

Mesmo que haja hoje uma exagerada valorização da economia liberal, tudo indica que uma melhor distribuição de renda seja conveniente até para a ampliação do mercado, não sendo adequado um agravamento da distribuição de renda, mesmo que os bons executivos devam ser estimulados.


47 Comentários para “Renault Alerta os Promotores Japoneses Sobre Carlos Ghosn”

  1. Caio Santos
    1  escreveu às 18:27 em 7 de fevereiro de 2019:

    Yokota,

    Pois é… Até na Renault o Carlos Ghosn andou “aprontando”. Considerava muito estranho identificarem desvios de conduta apenas na Nissan.

    Cada vez que surgem mais “malfeitos” do Ghosn, acho que a tese de golpe dos executivos japoneses contrários a fusão da Nissan e da Renault acaba enfraquecendo. De clareza solar, que o ex-executivo sofre as consequências da sua ganância.
    É mister ressaltar que o Carlos Ghosn foi colocado na Nissan pela Renault e não pelos nipônicos. Se o brasileiro provocou prejuízos à montadora de Yokohama e, por conseguinte, aos seus acionistas minoritários, a empresa francesa e o Ghosn devem indenizar a Nissan Motor.

    Torna-se patente a necessidade de discutir, racionalmente, a questão das participações acionárias cruzadas, a fim de promover um equilíbrio maior entre as três principais montadoras da parceria franco-japonesa, ou seja, Renault, Nissan e Mitsubishi.
    Se alcançado o objetivo, com certeza, todas ganharão.

  2. Paulo Yokota
    2  escreveu às 11:13 em 10 de fevereiro de 2019:

    Caro Caio Santos,

    Lamentavelmente existem problemas complexos. Os japoneses, muito diferentes dos norte-americanos não costumam recorrer ao Judiciário por prejuízos ocorridos nas Bolsas de Valores, pois os investidores deveriam também tomar os seus devidos cuidados. São operações de alto risco, para especialistas, principalmente quando se envolvem empresas de diferentes países.

    Paulo Yokota

  3. Tadeu G. Silva
    3  escreveu às 18:34 em 7 de fevereiro de 2019:

    Já li sobre a biografia do Carlos Ghosn, sendo que ele veio de família humilde. É triste ler notícias vinculando o nome do titã da indústria automobilística a atos de corrupção, seja na Renault, seja na Nissan.
    Pelo status que alcançou, presumo que o brasileiro teve a sensação de que tudo pode. Ganhou condecoração do imperador Akihito e em outros países, bem como foi eleito um dos homens mais poderosos do mundo pela Revista Forbes etc mexeram muito com a sua vaidade.
    Foi muito poder nas mãos de uma única pessoa por longo período de tempo.

  4. Paulo Yokota
    4  escreveu às 11:08 em 10 de fevereiro de 2019:

    Caro Tadeu G.Silva,

    É preciso tomar muito cuidado com estas ascensões, que podem mudar até a cabeça de pessoas bem preparadas.

    Paulo Yokota

  5. Sandro Gomes
    5  escreveu às 19:15 em 7 de fevereiro de 2019:

    Imagine o que se passa na cabeça do funcionário da Nissan que foi demitido quando o Carlos Ghosn foi o “chefão” da fabricante japonesa? Ele tinha a fama de “cortador de custos”, a fim de manter sempre certo percentual de lucro da empresa…
    Como é cediço, a Nissan Motor bancava todo o estilo de vida luxuoso do ex-executivo. Jato de 250 milhões de reais, mansão no Líbano de R$ 60 milhões etc.
    Quem errou, deve pagar!

  6. Paulo Yokota
    6  escreveu às 11:06 em 10 de fevereiro de 2019:

    Caro Sandro Gomes,

    Isto já acontecia na Renault, que reduziu muitos empregos e os demitidos ficaram contrariados como Carlos Ghosn.

    Paulo Yokota

  7. Nayara Furtado
    7  escreveu às 23:00 em 7 de fevereiro de 2019:

    Que assustador! Um homem poderoso como o brasileiríssimo Carlos Ghosn abusando dos ativos da Nissan e da Mitsubishi para fins pessoais. Ele era um orgulho para o nosso amado Brasil.

  8. Paulo Yokota
    8  escreveu às 11:04 em 10 de fevereiro de 2019:

    Cara Nayara Furtado,

    Isto acontece com frequência, recomendando que o poder sempre seja temporário.

    Paulo Yokota

  9. Ruy Aguiar
    9  escreveu às 06:38 em 8 de fevereiro de 2019:

    Amigo:

    Literalmente, o sucesso subiu a cabeça do nosso conterrâneo Sr. Carlos Ghosn. Parece que ele se achava um DEUS! Meu Deus!

    O Dr. Ghosn extrapolou demais! A releitura da Aliança Renault-Nissan deve ser realiza sem tardança.

  10. Paulo Yokota
    10  escreveu às 11:03 em 10 de fevereiro de 2019:

    Ruy Aguiar,

    Isto acontece com certa frequência, e costumamos dizer que foi mordida pela “mosca azul”. Precisamos tomar cuidado com sucessos súbitos.

    Paulo Yokota

  11. Ana Maria Mota
    11  escreveu às 07:10 em 8 de fevereiro de 2019:

    Provavelmente, a FUSÃO da Renault e da Nissan não ocorrerá, pois o Ghosn precisará, primeiramente, resolver a CONFUSÃO em que se meteu.

  12. Paulo Yokota
    12  escreveu às 11:01 em 10 de fevereiro de 2019:

    Cara Ana Maria Mota,

    Tanto os franceses como os japoneses desejam manter a Aliança, mas existes sequelas que precisam ser superadas e elas são gigantescas.

    Paulo Yokota

  13. Henrique Lopes
    13  escreveu às 12:13 em 8 de fevereiro de 2019:

    Queria dar uma de malandro na “Terra do Sol Nascente”? Na penitenciária, o Carlos Ghosn deveria ler livros sobre o Bushido.

  14. Paulo Yokota
    14  escreveu às 10:59 em 10 de fevereiro de 2019:

    Caro Henrique Lopes,

    É sempre difícil lidar com culturas diferentes, mas mesmo os que acham que possuem o seu domínio, ela pode ser parcial.

    Paulo Yokota

  15. Helena Rossi
    15  escreveu às 20:29 em 8 de fevereiro de 2019:

    Sou a favor da Aliança Renault-Nissan, mas ela precisa de uma revisão para torná-la mais equilibrada.

  16. Paulo Yokota
    16  escreveu às 10:57 em 10 de fevereiro de 2019:

    Cara Helena Rossi,

    Os franceses já revelaram que aceitam ajustes neste acordo, mas as sequelas deixadas são respeitáveis.

    Paulo Yokota

  17. João Azevedo
    17  escreveu às 08:21 em 9 de fevereiro de 2019:

    Ótima cobertura da decadência da carreira do ex-executivo brasileiro Carlos Ghosn.

  18. Paulo Yokota
    18  escreveu às 10:53 em 10 de fevereiro de 2019:

    Caro João Azevedo,

    Obrigado pelo comentário.

    Paulo Yokota

  19. Paulo Yokota
    19  escreveu às 10:56 em 10 de fevereiro de 2019:

    Caro João Azevedo,

    Muito obrigado pelo seu comentário.

    Paulo Yokota

  20. Marcelo B. T.
    20  escreveu às 20:50 em 9 de fevereiro de 2019:

    Yokota:

    Fiquei bem atualizado com os seus artigos. Obrigado.

  21. Paulo Yokota
    21  escreveu às 10:52 em 10 de fevereiro de 2019:

    Caro Marcelo B.T.,

    Obrigado pelo comentário.

    Paulo Yokota

  22. Jucimar
    22  escreveu às 08:48 em 10 de fevereiro de 2019:

    Paulo:

    Se houve “golpe” de executivos da Nissan, como é sustentado pelo Ghosn, eu não sei. Mas entendo que quem cometeu crimes fiscais e desviou patrimônio da montadora japonesa para fins pessoais deve pagar.

  23. Paulo Yokota
    23  escreveu às 10:51 em 10 de fevereiro de 2019:

    Cara Jucimar,

    Obrigado pelo comentário.

    PAULO YOKOTA

  24. Milena Gomes
    24  escreveu às 18:59 em 10 de fevereiro de 2019:

    Querido Yokota:

    Busquei me informar, cuidadosamente, sobre o tema, a fim de emitir uma opinião segura. Infelizmente, a minha conclusão é a de que Carlos Ghosn é um homem excessivamente ganancioso e sem escrúpulos.

    Fez o bem no passado e, com o seu talento, ajudou a recuperar a Nissan e a criar a exitosa parceria franco-japonesa envolvendo a Renault e a Nissan Motor. Mas, lamentavelmente, a partir de certo momento, passou a ter conduta ética questionável.

    Não me cabe fazer uma análise técnico-jurídica sobre os supostos delitos imputados ao Ghosn, pois não sou bacharela em Direito do Japão. Destarte, causa-me espécie observar jornalistas norte-americanos e europeus desenvolvendo teses para inocentar o ex-executivo brasileiro.

    Parece que os maiores juristas do Japão não estão na Terra dos Samurais, mas, sim, nos EUA e na Europa. Simplesmente, hilário.

    Na França, o Ghosn também é investigado pelo “dieselgate” da Renault. Ou seja, não é perseguição nipônica.

    Resta saber como tudo isso acabará. Presumo que Ghosn será condenado, mas a injusta participação societária cruzada entre a Renault e a Nissan será revista? É mister uma releitura, uma atualização da aliança tornando-a mais equilibrada para o lado japonês.

    Mas, decerto, o Estado francês defenderá os seus interesses com unhas e dentes. A Nissan, ao longo de anos pagou dividendos bilionários para a sua parceira francesa e, assim, creio que a Renault relutará em vender ações da empresa japonesa. A França, como é cediço, quer a liderança da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.

    Numa atitude de humildade, creio que Ghosn deveria vir a público e se curvar pedindo desculpas, como é o costume japonês. Mas a arrogância e a vaidade dele…

    Outra coisa: a família Ghosn e uma parte da imprensa estrangeira adotam uma estratégia sórdida de tentar desmoralizar e pressionar a Justiça Criminal japonesa. Não vem funcionando, pois Ghosn continua preso, sem qualquer perspectiva de ser solto. Considero um perigo conceder fiança a ele, pois há o risco de destruir provas, influenciar testemunhas e fugir.

    O Japão, a meu sentir, dá um exemplo ao mundo, pois é deveras importante combater os criminosos do colarinho branco. É preciso pulso firme e punir de maneira vigorosa.

    A Renault e o Ghosn necessitam indenizar todos os prejuízos causados à Nissan e aos seus acionistas minoritários. É medida de Justiça!

  25. Paulo Yokota
    25  escreveu às 16:48 em 11 de fevereiro de 2019:

    Cara Milena Gomes,

    Obrigado pelo seu cuidadoso comentário Tudo indica que tanto os franceses como os japoneses pretendem corrigir as distorções das participações acionárias cruzadas, para proporções mais razoáveis. Além da troca de tecnologia para o futuro, de carros elétricos e movidos sem motorista. No entanto, as sequelas que ficaram deste caso parecem difíceis de serem superados, mesmo com bastante tempo. Também a dimensão para competir com a Toyota e a Volkswagen são atrativas. Culturas muito diferentes precisam de uma disposição reciproca muito elevada. Se conseguirem estabelecer as condições indispensáveis, pode ser que, no longo prazo haja uma pequena possibilidade.

    Paulo Yokota

  26. Fernando Cruz
    26  escreveu às 19:22 em 10 de fevereiro de 2019:

    Parece-me que o senhor já disse no blog Ásia Comentada que conheceu, pessoalmente, o Carlos Ghosn. Pode confirmar isso? Em caso afirmativo, o economista da USP esperava que o brasileiro tivesse um fim de carreira tão trágico?

  27. Paulo Yokota
    27  escreveu às 16:40 em 11 de fevereiro de 2019:

    Caro Fernando Cruz,

    Não conheço pessoalmente o Carlos Ghosn. Ele já foi rigoroso na Renault na França, quando ficou famosos pelo corte drástico das despesas, pois as estatais francesas também têm os mesmos defeitos das de outros países. Lamentável que o rigor era com os outros, pois depois parece que ele foi mordido pela famosa “mosca azul”, cometendo muitos desvios dos quais precisa ser responsabilizado.
    Paulo Yokota

  28. Isabele Costa
    28  escreveu às 06:51 em 11 de fevereiro de 2019:

    O povo do Japão, felizmente, não tem que se preocupar com magistrados como os nossos ministros do STF (Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello etc.). O Carlos Ghosn, certamente, ficará preso até o julgamento.

  29. Paulo Yokota
    29  escreveu às 16:30 em 11 de fevereiro de 2019:

    Cara Isabele Costa,

    Obrigado pelo comentário O que é lamentável e que temos muitos jovens brasileiros presos no Japão, sendo submetidos a um rigoroso sistema de recuperação.
    Seus programas diários começam às 5 horas da manhã, estudam e trabalham, e só saem das prisões depois de aprender uma profissão. Uma amiga minha, madre brasileira frequentava sempre essas prisões, e me contava sobre o sistema extremamente rigoroso da Justiça japonesa, até exagerada para os nossos padrões,

    Paulo Yokota

  30. Paulo Yokota
    30  escreveu às 16:35 em 11 de fevereiro de 2019:

    Cara Isabele Costa,

    Obrigado pelo comentário. Mas, parece que existem alguns aspectos que na legislação japonesa merecem ser revistos, como os interrogatórios dos suspeitos sem a assistência de um advogado. Também as prisões preventivas são muito longas, chegando a alguns casos a mais de um ano. Mas, precisamos compreender que cada país tem a sua legislação, não podendo ser pressionado do exterior.

    Paulo Yokota

  31. Gustavo Farias
    31  escreveu às 07:43 em 12 de fevereiro de 2019:

    O japoneses mostram como se deve combater os criminosos do colarinho branco. Necessitamos copiá-los. Ghosn merece punição severa.

  32. Paulo Yokota
    32  escreveu às 10:06 em 12 de fevereiro de 2019:

    Caro Gustavo Farias,

    Obrigado pelo seu comentário, com o qual nem todos concordam.

    Paulo Yokota

  33. Leonardo Ribeiro
    33  escreveu às 18:42 em 12 de fevereiro de 2019:

    Paulo:

    A Renault é que deveria ser subsidiária da Nissan e não o inverso. Agora, se praticou crimes, o Ghosn deve pagar por eles. O resto é conversa fiada (golpe, conspiração, traição etc.)

  34. Paulo Yokota
    34  escreveu às 03:10 em 13 de fevereiro de 2019:

    Caro Leonardo Ribeiro,

    Obrigado pela opinião. Os franceses parecem ter comunicado aos japoneses que aceitam mudar a atual situação acionária para uma mais equilibrada.

    Paulo Yokota

  35. Olavo Alves
    35  escreveu às 21:06 em 12 de fevereiro de 2019:

    Doutor Paulo,

    Por favor, leia este excelente artigo:

    Nissan Needs More Power To Continue With Renault Alliance

    https://www.forbes.com/sites/neilwinton/2018/11/26/nissan-needs-more-power-to-continue-with-renault-alliance/#378cc0ca449c

  36. Paulo Yokota
    36  escreveu às 03:06 em 13 de fevereiro de 2019:

    Caro Olavo Alves,

    Obrigado pela informação. Tudo indica que os franceses já comunicaram aos japoneses que aceitam mudar a atual situação acionária.

    Paulo Yokota

  37. Bruno P. Oliveira
    37  escreveu às 07:11 em 13 de fevereiro de 2019:

    Observo muitas pessoas manifestando-se nas rede sociais para dizer que foi golpe da Nissan que deseja ser, mais uma vez, independente. Mas e os delitos supostamente praticados pelo brasileiro Carlos Ghosn? E se ele for, realmente, condenado?

    É o rouba, mas faz, muito comum por aqui entre os políticos (Lula etc.)? Se os japoneses estão utilizando as “condutas indevidas” do Ghosn é culpa totalmente do ex-executivo.

    Quer dizer que é “normal” sonegar impostos? Quer dizer que “não há nada de mais” desviar patrimônio da Nissan para enriquecer parente para não fazer nada e comprar imóveis de luxo a custo zero?

    Faça-me o favor!!!

  38. Paulo Yokota
    38  escreveu às 17:09 em 13 de fevereiro de 2019:

    Caro Bruno P. Oliveira,

    Estes processos que envolvem mais que um país são de grande complexidade, devendo se esperar muito até o julgamento final. Devemos evitar tomar partido antecipadamente, mesmo com tudo que vem sendo divulgado. Mas, os indícios contra Carlos Ghosn parecem ser consistentes.

    Paulo Yokota

  39. Mizael Santos da Silva
    39  escreveu às 12:59 em 13 de fevereiro de 2019:

    Economista:

    O Carlos Ghosn trocou de advogados. Será desespero para livrar-se solto? O Motonari Otsuru não conseguiu habeas corpus para o ex-executivo brasileiro…

  40. Paulo Yokota
    40  escreveu às 17:03 em 13 de fevereiro de 2019:

    Caro Mizael Santos da Silva,

    É do seu direito escolher o advogado com o qual se sente melhor defendido. Ainda que o novo tenha conseguido resultados expressivos, tudo indica que a situação de Carlos Ghosn é muito difícil, dentro da legislação japonesa.

    Paulo Yokota

  41. José Aguiar
    41  escreveu às 17:04 em 13 de fevereiro de 2019:

    Paulo:

    Deveríamos, urgentemente, enviar os nossos juristas, a fim de estudar o Direito do Japão. Quem sabe, aprenderíamos como combater a impunidade no Brasil.

    Exemplar o caso envolvendo o Carlos Ghosn, sendo que é patente o fato dos japoneses não tolerarem os crimes do colarinho branco.

  42. Mariana Castro
    42  escreveu às 22:58 em 13 de fevereiro de 2019:

    Caso a japonesa Nissan aumente a sua participação na Renault para 25% ou mais, então, os direitos de voto sobre as participações da Renault na Nissan seriam anulados sob as disposições da Lei de Empresas do Japão.

    Torço pela Nissan Motor!!!

  43. Monique G. T.
    43  escreveu às 23:35 em 14 de fevereiro de 2019:

    Para mim, o Ghosn ficará alguns anos preso no Japão. Mas o que ocorrerá com a parceria Renault-Nissan? O amigo acha que acabará? Beijinhos!!!!

  44. Leila Gonçalves
    44  escreveu às 06:44 em 15 de fevereiro de 2019:

    Parece-me que o senhor não acompanha a imprensa estrangeira, pois o mundo considera Carlos Ghosn INOCENTE!

  45. Rafael Bordeaux
    45  escreveu às 13:11 em 15 de fevereiro de 2019:

    A ganância do Carlos Ghosn lembra muito a do ex-governador do RJ Sérgio Cabral Filho que está preso por corrupção.

  46. Patrícia Fonseca Neves
    46  escreveu às 13:51 em 15 de fevereiro de 2019:

    Recomendo que o senhor leia com muita atenção o artigo “Nissan Enlisted Japanese Government to Fend Off Renault Merger” que foi publicado no “The Wall Street Journal”.

    Posteriormente, por gentileza, mantenha os seus leitores informados.

    Obrigada!

  47. Gilberto Pinto de Almeida
    47  escreveu às 17:56 em 15 de fevereiro de 2019:

    Prof. Dr. Paulo Yokota:

    Francamente, acho que o governo japonês deveria parar de agir apenas nos bastidores e tomar uma atitude nesse imbróglio entre a Renault e o Estado Francês de um lado e a Nissan e a Mitsubishi do outro.

    Entendo que o Estado nipônico poderia comprar uma parte das ações que a montadora francesa tem na Nissan Motor. A Renault teria, no máximo, 24,99% das ações ordinárias da empresa japonesa e vice-versa.

    Pela Lei Societária do Japão, se a Nissan adquirir 25% ou mais do capital social da Renault, os direitos de votos desta última são cancelados.

    Assim, a Nissan, outrossim, compraria, no máximo 24,99 das ações ordinárias da Renault.

    Ficaria algo mais equilibrado.


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