Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Religiões na Ásia

22 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , , , , , | 57 Comentários »

Se existe uma região onde muitas religiões convivem simultaneamente é na Ásia. Apesar de haver uma noção de que o budismo predomina, pois é uma religião que convive com outras, como o xintoísmo, o taoísmo, o confucionismo, o cristianismo protestante ou católico, diversos ramos do hinduísmo, muçulmanos etc., é difícil afirmar qual é a predominante em cada localidade.

Isto acontece na China e no Japão. E na Coreia, apesar da influência de outras religiões, tudo indica que o cristianismo ganhou muitos adeptos.

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Confúcio Versus Avatar

21 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Livros e Filmes | Tags: , ,

Informa-se que as autoridades chinesas restringiram a exibição de Avatar no mesmo período em que o filme sobre a vida de Confúcio estiver em exibição. Na realidade, a ficção pode ser mais atrativa que o filme que relata esta figura que foi das mais influentes em toda a Ásia.

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Poupança na Ásia

19 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , , ,

Os economistas e outros estudiosos sabem que a taxa de poupança dos asiáticos, como regra geral, é mais elevada que a média em outras regiões. Algumas razões podem ser apontadas para este comportamento, que gera volumosos recursos que estão financiando o resto do mundo em muitas de suas necessidades.

Os chineses, e também, alguns povos do sudeste asiático, como os tailandeses, costumam deixar uma parte de suas poupanças em joias, de forma semelhante com alguns grupos de origem judaica. Isto decorre de uma longa história de perseguições de que foram alvos, determinando a sua preferência por bens que podem ser escondidos e transportados com facilidade.

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Cooperativismo Entre os Asiáticos

19 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , , , ,

O sociólogo Hiroshi Saito, no seu estudo sobre a formação das cooperativas, concluiu que existe uma profunda base cultural que recomenda a cooperação dentro de uma coletividade, base do cooperativismo. Quando os Estados ainda não estavam organizados, nas pequenas vilas, os que lá habitavam tinham que cooperar uns com os outros, para enfrentarem em conjunto as calamidades naturais, como as inundações ou terremotos, que não podiam ser resolvidos isoladamente.

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As Boas Mulheres da China

18 de janeiro de 2010
Por: Naomi Doy | Seção: Livros e Filmes | Tags: , , , | 2 Comentários »

A autora deste livro é Xinran, jornalista, professora na School of Oriental and African Studies, Universidade de Londres, e ex-apresentadora de programas de rádio em Nanquim. Foi editada pela Companhia das Letras, em 2003.

Sempre me intrigou a presença marcante das estudantes chineses nas universidades americanas de elite, notadamente Stanford ou Berkeley, na Califórnia e Colúmbia, em Nova Iorque. E no meio do jungle de cérebros e competições, as jovens chinesas sempre se sobressaíram, brilhantes e determinadas, famosas pelo apego aos livros, aos estudos e às pesquisas.

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Revendo o Clássico “Rashomon”

18 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Livros e Filmes | Tags: , , , , , | 6 Comentários »

Este clássico do diretor japonês Akira Kurosawa, revisto num vídeo, é trabalho universal como toda obra-prima, pois trata de forma surpreendente a análise da natureza humana. Foi o primeiro filme do pós-guerra que fez sucesso no Ocidente. Elaborado em 1960, ainda hoje é admirado por muitos, tendo um elenco de atores que trabalharam com Kurosawa por décadas. Com “Rashomon”. o mundo ficou sabendo que o Japão tinha outros cineastas que passaram a merecer atenção.

“Rashomon” é o nome do portal de um templo, que no filme é apresentado como uma ruína. Durante um temporal, há uma conversa entre um monge, um lenhador e um mendigo sobre um assassinato que teria ocorrido recentemente. Na realidade, Kurosawa, segundo o doutor Tadao Sonoda, médico estudioso de temas japoneses, baseou-se em dois contos, um deles chamado “No Bosque”.

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Panorama da Arte Chinesa em Português

16 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Livros e Filmes | Tags: , , , , ,

Quem deseja ter um panorama geral da arte chinesa nos últimos cinco mil anos não deve perder os dois volumes, em português e inglês, de alto luxo, editados pela Brasil Connects Cultura e Ecologia, baseados no que foi exposto na brilhante mostra realizada em 2003 no Ibirapuera, São Paulo.

Organizado pelos governos Brasileiro e Chinês, o primeiro volume refere-se às Relíquias de Shaanxi e os Guerreiros de Xian. Contém um didático cronograma, semelhante aos usados nos museus franceses, fazendo uma comparação do que ocorreu na China, no Velho Mundo, no Novo Mundo e no Brasil, nos últimos oito mil anos. Fica claro aos leitores o quanto é antiga e rica a cultura chinesa, documentada pelas relíquias que foram expostas.

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Hanami (Cerejeiras em Flôr) ou Butoh

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Livros e Filmes | Tags: , , , , , | 3 Comentários »

Um dos filmes mais impressionantes que vi recentemente, envolvendo a interpretação do espírito oriental pela perspectiva ocidental, foi esta magnífica obra da diretora alemã Doris Dörrie. Imperdível. Vendo as críticas favoráveis na imprensa, ainda acho que existem muito mais coisas que não chegaram a ser compreendidas pelos seus autores. Os seus três principais atores, Elmar Wepper, Hannelore Elsner e Aya Irizuki superam as mais altas expectativas e o roteiro surpreende a todos, mantendo a platéia presa nos dramas que se desenvolvem.

Entre os ocidentais, os que mais se aproximam dos orientais na forma de pensar, são os alemães. É por isso que o código civil japonês, que começou sob inspiração francesa, acabou sendo influenciado fortemente pelo alemão, assim como a medicina daquele país. Muitas coisas são universais, como a dificuldade de comunicação entre as pessoas.
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“O Homem que Amava a China”

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , , , , , , | 1 Comentário »

de Simon Winchester, São Paulo, Companhia das Letras, 2009.

A tradução de Donaldson M. Garschagen do livro “The man who loved China”, com o subtítulo “A fantástica história do excêntrico cientista que desvendou os mistérios do Império do Centro”, é uma biografia do bioquímico inglês Joseph Needham. Ele era da Cambridge University, conquistou prestígio acadêmico muito jovem, faleceu aos 94 anos, em 1995, e era considerado o maior conhecedor da China no Ocidente.

Needham era socialista, ativista, nudista, mulherengo, amante de locomotivas e carros esportivos, e dominava muitos idiomas. Na década de 30 do século passado, passou a interessar-se pela China, chegando a dominar o chinês, inclusive o arcaico. Simon Winchester, o autor do livro, é geólogo de formação e escreveu para consagradas publicações.

Este livro é das biografias mais fascinantes, envolvendo pesquisas profundas e enriquece o fenomenal trabalho de Needham, que organizou o monumental “Science and Civilisation in China”, em seis volumes, a mais completa enciclopédia sobre o assunto. Escreveu dezenas de outros livros e artigos sobre a China, a maioria publicada pela prestigiosa Cambridge University Press. Estava convencido de que o mundo necessitava conhecer mais a Ásia, principalmente a China.

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Festas de Fim e Começo de Ano

3 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , , , , ,

Algumas das coisas mais estranhas para os sul-americanos no Extremo Oriente são as festas de fim de ano. Na América do Sul, como na maioria dos países ocidentais, o Natal é uma das datas mais festivas, por influência do cristianismo, sendo um feriado, inclusive parte de sua véspera. É costume haver uma ceia na véspera, e um almoço no dia 25 de dezembro.

Evidentemente, no mundo não cristão, que compreende mais da metade do universo, a data não faz muito sentido, mas os interesses comerciais estão influenciando diversos países, criando um Natal para se presentear as pessoas a quem se quer agradecer.

No Japão, 25 de dezembro é um dia útil como qualquer outro, com jornada completa nos empregos, mas as lojas estimulam a venda de presentes. Os ocidentais que vivem por lá só comemoram o Natal à noite, com um jantar e troca de presentes, cultivando a chegada do Papai Noel ou do São Nicolau (Santa Claus, em inglês). Muitos esquecem que se trata de um feriado religioso, comemorando o nascimento de Jesus Cristo.
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