Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

A China e o Resto do Mundo

20 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , , | 2 Comentários »

Na análise sempre perspicaz do professor Antonio Delfim Netto, publicado hoje na sua coluna semanal na Folha de S.Paulo, sob o título “Até quando?”, ele relata o encontro do Obama com Hu Jintao, constatando que a China fingiu não ter ouvido a súplica para que deixasse flutuar o yuan livremente. Quem tem a assinatura da Folha pode acessar diretamente o site daquele jornal para obter a integra do artigo, e os que não o têm podem nos solicitar pelo email.

Todos sabem que o yuan extremamente desvalorizado provoca um desequilíbrio no comércio internacional mundial, gerando grandes superávits chineses com o resto do mundo, enquanto muitos países enfrentam substanciais déficits.

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Importância do Tráfego Naval no Comércio

20 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , | 2 Comentários »

Ainda os dados definitivos não foram publicados, e precisam ser examinados com cuidado, mas a ilustração que acompanha o artigo de Rafael Garcia, na Folha de S.Paulo de hoje, ainda que elaborado para aspectos ecológicos, é muito promissora para os que cuidam de intercâmbios.

Todos que atuam no comércio internacional sabem que as “praças” que indicam a frequência dos navios em determinados portos são cruciais para estas atividades. Os tráfegos de navios, principalmente os que transportam “contêiners” entre a Europa e os Estados Unidos, ou da Ásia para os Estados Unidos, e vice-versa, são intensos, enquanto a América do Sul fica um pouco fora das rotas internacionais, nos prejudicando.

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Problema do Lixo na Ásia

18 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , , , | 2 Comentários »

O problema do lixo é um que afeta os países emergentes, mas afigura-se mais grave nas regiões desenvolvidas, onde o custo de sua eliminação é mais alto. Mas existem soluções que estão sendo adotadas em muitas localidades, com as quais precisamos nos espelhar. É evidente que existem encargos, mas as soluções técnicas já estão disponíveis, exigindo definições políticas.

Em Tóquio, desde os anos sessenta do século passado, a coleta dos lixos é seletiva, e toda a população separa, em suas residências, os diversos tipos recicláveis dos orgânicos. Fui ver uma usina de lixo num dos bairros da cidade e era mais limpa que muitos dos melhores hospitais de São Paulo.

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Problemas de Poluição na Ásia

18 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , , , ,

O professor Delfim Netto, nas suas aulas de Desenvolvimento Econômico na USP, ensinava que este processo era uma sucessão de superação de obstáculos, e para cada um que era superado apresentavam-se outros três, novos desafios. Lembro-me de uma das primeiras vezes que cheguei em Tóquio, ainda quando o seu principal aeroporto internacional era Haneda e tinha que se passar por Kawasaki, um município industrial para chegar ao centro.

A poluição era tamanha que os olhos ardiam e não se enxergava mais longe porque havia uma nuvem de poluentes. Algo semelhante a Beijing antes da Olimpíada. Hoje, o céu em Kawasaki está límpido, o rio com seu nome, que era pior que o atual Tietê, está cheio de peixes.

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Engenharia Para o Trem Rápido

18 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , , ,

O Brasil comprovou que é fazendo que se aprende a projetar com maior eficiência. Quando os chineses se propõem a executar em poucos anos 16.000 quilômetros de trem rápido, há que se respeitar a sua capacidade de projetar túneis, viadutos e outras obras de arte.

Quando o Brasil projetou e construiu Itaipu, tinha acumulado a melhor engenharia na construção de grandes barragens e hidroelétricas, pois vinha construindo um grande número de usinas à montante, que teve um coroamento com o complexo de Urubupungá, com Ilha Solteira e Jupiá.

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Vietnam, o Novo Tigre Asiático

17 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , ,

Um dos países conhecidos pelos sul-americanos mais pelas guerras com os franceses e depois com a dramática expulsão dos norte-americanos é o Vietnam. Hoje é considerado um dos mais promissores Tigres Asiáticos pelos que o conhecem profundamente, como um especialista da ONU que lá trabalha e com quem trocamos algumas informações.

É um país de somente cerca de 330 quilômetros quadrados, mas que conta com uma brilhante história de lutas e afirmação, e uma população superior a 83 milhões de habitantes, que continua crescendo mais de 2% ao ano. Seu PIB chega a US$ 240 bilhões e cresce 6% ao ano, taxa superior ao atual do Brasil.

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Novo Uruguai

17 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , ,

Quando um amigo perguntou-me o que poderia ser feito no novo, mas pequeno Uruguai (só tem cerca de 19,8 quilômetros quadrados), lembrei-me de duas coisas que me ficaram na memória: um experiente banqueiro internacional informou-me que, aposentado, iria viver no Uruguai que tem um dos melhores sistemas tributários para pessoas como ele; o caso de um Estado-Cidade que é Cingapura, com seu sucesso reconhecido.

No Uruguai, a oposição ganhou as eleições e é constituída por muitos antigos “tupamaros”, que devem assumir o poder em março próximo. Só tem 3,3 milhões de habitantes e fica como um “sanduíche” entre a Argentina e o Brasil, pertencendo ao Mercosul, mas os uruguaios têm um nível de renda per capita superior ao dos brasileiros.

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Oswaldo Kawakami Pondera

16 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags:

Todos os sul-americanos que trabalham com a Ásia conhecem Oswaldo Kawakami. Para os que ainda não têm este privilégio, vou apresentar algumas de suas qualificações. Ele é, por muitos anos, o presidente da Câmara Brasileira de Comércio no Japão. É CEO e presidente da Nansin Sekiyu KK, a refinaria adquirida há alguns anos pela Petrobras no Japão, e gerente geral da Petrobras em Tóquio, que supervisiona todas as operações na Ásia. Precisa de mais alguma coisa?

Certamente está entre os empresários sul-americanos mais bem sucedidos na Ásia, conhecendo profundamente as diferenças culturais de cada uma das localidades em que acumulou uma notável experiência. Ele observa que muitos dos nossos empresários acham que os orientais são iguais. Ledo engano, as diferenças locais precisam ser respeitadas.

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Eixo Tecnológico-Empresarial Coreano

13 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , , , ,

O primeiro-ministro coreano está submetendo ao Parlamento daquele país a criação de um complexo eixo de pesquisas e desenvolvimento, envolvendo o setor privado, na região de Seijang-Daeduk-Osong-Ochang. Parece que absorvem as experiências norte-americanas em torno de Stanford, dos japoneses com Tsukuba e o que se efetua em Cingapura.

É evidente que procuram aproveitar as vantagens da aglomeração, com os olhos voltados para o desenvolvimento tecnológico, mas estão envolvendo empresas de variados ramos de atividade, desde eletrônicos, como a Samsung, até de alimentos, como a Lotte. Ainda que estes grupos estejam envolvidos em muitas atividades. Por ser um país de dimensão relativamente pequena, volta-se mais ao que se efetua na minúscula Cingapura.

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Competição de gigantes asiáticos

13 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , , , , , ,

Noticia-se que com a fusão das japonesas Panasonic e a Sanyo planeja-se, para os próximos anos, uma forte competição com a Samsung coreana. O presidente da Panasonic, que esteve visitando o Brasil, não se conforma com o fato dos coreanos estarem sendo mais eficientes no marketing na América do Sul.

Há planos para a ampliação da produção de células solares. Sendo o novo grupo o maior fornecedor mundial de baterias de litium e de TV 3-D, ele está planejando instalar uma nova unidade na Índia para contar com custos mais baixos.

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