Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Desenvolvimento Tecnológico

2 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags: , , , , , , , , | 3 Comentários »

Para que ocorram intercâmbios eficientes entre empresas sul-americanas e asiáticas é preciso compreender como as tecnologias se desenvolvem em ambas as regiões. Elas costumam ocorrer de formas diferentes, e podem explicar parte dos comportamentos dos empresários de cada lado.

Vamos aproveitar o exemplo de numa visita de empresários do setor têxtil brasileiro a uma unidade fabril considerada a mais avançada do Japão, já há algum tempo. Como na maioria das empresas japonesas, o seu desenvolvimento tecnológico veio ocorrendo pelo acúmulo de muitas contribuições de todos os seus funcionários. Foi um trabalho coletivo interno, sem nenhum destaque individual. Pouca contribuição veio de fora, de indústrias similares de outros países, que os funcionários japoneses pouco conheciam.

Esta indústria conseguia um produto da mais alta qualidade, apesar de usar matérias-primas que os brasileiros não consideravam as melhores. Os visitantes verificaram que muitos equipamentos utilizados pelos japoneses tinham similares mais avançados na Suíça ou na Alemanha. O segredo dos nipônicos estava na manutenção do conjunto da planta industrial e no ponto de ajustamento dos equipamentos, conhecimentos acumulados por muitas equipes internas desta empresa ao longo do tempo, e transmitidas oralmente através de gerações entre seus funcionários.

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América do Sul

2 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: ,

A América do Sul é de grande complexidade para a nossa própria compreensão, e objeto de grande interesse para os asiáticos. A sua diversidade étnica é grande e a informação formal precária, com algumas incorreções. Visto da Ásia a América do Sul é considerada pela sua população mais descontraída e alegre. E a origem genética dos indígenas é certamente asiática, pois eles nascem com as mesmas manchas roxas na nádega, que desaparecem em alguns meses.

Dividimos este vasto continente pela sua influência espanhola e portuguesa. A parte espanhola foi fragmentada politicamente, constituída de países de grande dimensão como a Argentina e outros menores como o Equador, os três antigos territórios Guianos (Francês – ainda não emancipado, o ex-Inglês e o Suriname, antes Holandês). Ou mesmo o Uruguai e Paraguai, com dimensões geográficas limitadas, e nível de desenvolvimento econômico diferenciado, com o Chile. Na medida em que aprofundamos o seu conhecimento, vemos que as diferenças são acentuadas dentro do mesmo país, como no Brasil, inclusive de ponto de vista étnico. Nestes cenários aparecem figuras exóticas como Chaves, com sonhos de uma reunificação bolivariana, inspirado exatamente em quem ajudou a dividir tudo.

 

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