Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Mulheres na Ásia

8 de março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , , , | 2 Comentários »

Uma das maiores distorções que continuam a existir no Ocidente com relação à Ásia real está na compreensão do papel da mulher, assunto que abordamos hoje, dia em que se presta homenagem a elas universalmente.

Um artigo da jornalista Seth Mydans, do The New York Times, publicado no suplemento da Folha de S.Paulo de hoje, por exemplo, é extremamente injusto. Tem o título “Laço familiar conduz lideranças femininas na Ásia”. Ora, isto não acontece também com os homens que assumem a liderança política de um país?

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Lições Que Vêm da China

7 de março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , , ,

wen jiabao Importantes analistas chineses indicam que o país inicia uma nova fase política com o discurso muito aplaudido do premier Wen Jiabao no National People’s Congress, que continua sendo realizado em Beijing.

Ele sinalizou importantes mudanças que foram aplaudidas pelos cinco mil legisladores presentes, que devem servir de exemplo para outros países emergentes como o Brasil.

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Programa do Ex-Premier Junichiro Koizumi no Brasil

5 de março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , | 2 Comentários »

O ex-premier japonês Junichiro Koizumi encontrou-se ontem (04/03) com a comunidade nipo-brasileira na Sociedade Brasileira e Japonesa de Cultura Japonesa e Assistência Social.  Na última visita, quando ainda estava no comando do governo japonês, ele teve nesta mesma entidade uma reunião marcada pela forte emoção.

A reunião anterior seguiu-se a sua visita a Guatapará, um dos núcleos pioneiros da imigração japonesa no Brasil, quando Koizumi, contrariando os seus auxiliares que se preocupavam com a sua segurança, ordenou um pouso do helicóptero que utilizava.  Junto ao local onde uma multidão de imigrantes saudava a sua passagem.  Isto provocou um dos eventos mais emocionantes da história da imigração japonesa, que já comemorou o seu centenário.

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Japoneses Estão Acordando

4 de março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Destaque, Editoriais | Tags: , , ,

Um admirável editorial acaba de ser publicado hoje pelo respeitável jornal econômico japonês Nikkei. Reconhece que as empresas japonesas estão perdendo na velocidade de ajuste nesta pós-crise, enumerando as razões que percebem, e recomendando novas orientações.

Isto é muito importante porque a influência do Nikkei é imensurável nas classes políticas, empresariais e junto a autoridades japonesas.  É um reconhecimento explícito que do jeito que vai não dá mais, precisando mudar urgentemente, idéia que parece estar se generalizando.  E citam, abertamente, os nomes das empresas.

O editorial cita que os coreanos estão efetuando investimentos maciços, de forma muito agressiva, focando para os produtos de elevados valores agregados e que adotam medidas para baixar ao chão as atividades de marketing no exterior.

Citam o que está acontecendo com a Samsung, a LG e a Hyundai, comparando abertamente com empresas japonesas.  Constata-se que o Japão sentiu um forte baque com a perda da concorrência nos Emirados Árabes Unidos para os coreanos, e isto está servindo como uma pedra de toque para as mudanças.

Explicita que os japoneses precisam utilizar as gerências dos países onde fazem investimentos, e que precisam se associar com os coreanos, por exemplo.  Esta posição, vinda num editorial do Nikkei, expressa uma mudança radical de posição.

Deixando o orgulho japonês de lado, admite diretamente que estão perdendo a capacidade de concorrência, e que medidas radicais precisam ser tomadas pelas empresas japonesas para continuarem sobrevivendo.  Que estas advertências tenham efeito prático, inclusive no relacionamento com a América do Sul, onde realmente os japoneses estão perdendo espaços para os coreanos.


Economistas e Suas Visões

3 de março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

A consagrada economista Joan Robinson ensinava que havia estudado economia para não ser enganada pelos economistas.   Evidentemente, em todas as profissões existem os bons e os que podem ser considerados pouco eficientes. No entanto, temos sempre que admitir que as visões de um economista podem ser tendenciosas, correndo o risco de se fazer uma simplificação da complexa realidade.  Eu sou um economista.

Em todas as economias, mesmo as consideradas atualmente menos dinâmicas, existem segmentos que continuam lutando para adaptar-se a situação dominante, acabando por conquistar um espaço, mesmo na adversidade. Os macroeconomistas, com a sua pretensão de uma visão global, acabam perdendo a capacidade de notar as revoluções que podem estar ocorrendo, principalmente entre as pequenas e médias empresas, que acabarão crescendo.  Enquanto outras grandes, que chamam a atenção atualmente, tendem ao declínio, numa saudável mobilidade.

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Localização dos Mercados Financeiros Asiáticos

2 de março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

Se existem atividades sensíveis a pequenas diferenças tributárias e entraves burocráticos, destacam-se as envolvidas com as financeiras.  O jornal Nikkei reporta as dificuldades que estão sendo enfrentadas por Tóquio, apesar dos esforços das autoridades.

Desde 1990, o Japão apresentou sua pretensão de se tornar o grande centro financeiro da Ásia e muitos executivos se instalaram no bairro de Moto Azabu, que hoje está parcialmente ocioso.

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Distribuição de Renda nos Países Emergentes

2 de março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: ,

Um dos problemas mais complexos de política econômica na aceleração do desenvolvimento é a tendência para piora na distribuição da renda.  Isto vem ocorrendo na China, na Rússia e na Índia, sendo o Brasil uma das raras exceções, apesar de opiniões em contrário.

A maior escassez no desenvolvimento são empresários ágeis e recursos humanos de alta qualificação, e o preparo destes envolvem um processo demorado de educação e treinamento.  A escassez relativa acaba provocando uma rápida elevação do ganho de alguns segmentos, enquanto a massa de trabalhadores demora mais para incorporar melhorias de rendas reais.

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Suporte Oficial Japonês Para o Trem Rápido

1 de março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Destaque, Trem Rápido | Tags: , , , , ,

Depois de perder uma grande concorrência de projetos de usinas nucleares nos Emirados Árabes Unidos, o governo japonês acordou para a atual realidade internacional.  Sem uma intensa coordenação das agências governamentais com o consórcio de empresas japonesas, não há como ter condições competitivas.

O respeitável jornal econômico japonês Nikkei noticia hoje que o governo japonês está ciente desta necessidade, tanto que o primeiro-ministro revelou a disposição de ajudar o setor privado japonês numa concorrência na Ásia.  O mesmo fará no Brasil.

Agora, este jornal noticia que, por intermédio do JBIC – Japan Bank for International Cooperation, haverá uma assistência oficial para o consórcio japonês participar da concorrência que será efetuada no Brasil, ligando Campinas a São Paulo, Guarulhos até chegar ao Rio de Janeiro.  Volta a atuar como o consagrado “Japan Inc.”

A concorrência será acirrada, pois franceses, alemães, chineses e coreanos estão dispostos a participar da concorrência brasileira, usando todos os instrumentos que dispõem.  Como o edital permite a exploração do complexo ligado ao trem rápido, por um longo prazo de 40 anos, o consórcio que deverá incluir uma empresa ferroviária japonesa ganha competitividade, com a experiência acumulada no Shinkansen.

O adequado aproveitamento dos imóveis próximos de onde se localizam as estações ferroviárias se torna estratégico para baixar os custos das tarifas, ponto importante no edital.

A tecnologia japonesa é considerada adequada para as características brasileiras, pois há um desnível de cerca de 700 metros entre São Paulo e Rio de Janeiro, e a nipônica, que apresenta tração em todos os vagões, ajusta-se aos trechos acidentados.

O ponto crucial torna-se, agora, os participantes brasileiros do consórcio japonês, por conhecerem as especificidades brasileiras, além de longa experiência em projetos de envergadura, inclusive de exploração de infraestrutura depois da privatização, envolvendo conhecimentos que vão além da engenharia.  Os problemas enfrentados pela Toyota mostram a importância do conhecimento local muito profundo.

Uma visita do mais alto escalão do governo japonês ao Brasil seria oportuna, pois outros países estão realizando a mesma.  Uma conversa direta com o governo brasileiro sempre resulta num posicionamento estratégico, como está se notando no caso dos aviões para a FAB.  Tudo exige o máximo cuidado.

O jogo está se tornando interessante, com grandes vantagens para o Brasil.


Crescimento das Economias Asiáticas

1 de março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: ,

As informações sobre a retomada do crescimento econômico nos países asiáticos, a partir do final do ano passado, continuam constantes na mídia mundial.  Além do que ocorre na China e na Índia, noticia-se agora no respeitável jornal Nikkey que a Tailândia, Malásia, Indonésia e Cingapura, cinco países do grupo ASEAN, apresentam uma média de crescimento anualizado no último trimestre de 2009 de 7,6%.

Isto faz com que este grupo de cinco países se torne um dos motores do crescimento asiático, depois da China que cresceu 8,7% no ano passado e da Índia, que no ano que termina em março, deve crescer 7,2%.

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José Mindlin

1 de março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

Muito vai se falar sobre esta importante personalidade que nos deixou.  Suas múltiplas facetas, como intelectual, bibliófilo, apoiador da cultura, empresário inovador, político nos bastidores.  Eu, que tive o privilégio de conviver um pouco com ele, vou concentrar minha contribuição ao seu trabalho pelo intercâmbio com a Ásia, notadamente o Japão.

José Mindlin foi o incentivador e presidente brasileiro do Comitê Empresarial Brasil-Japão junto com a poderosa Keidanren – Federação das Organizações Econômicas do Japão por um longo tempo.  Fizemos muitas viagens para aquele país e participamos de muitas reuniões aqui no Brasil e no Japão, com os mais importantes empresários de ambos os países.

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