30 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: casos japoneses e coreanos, simplificações dos ideogramas chineses, usos de tecnologias
Sempre que novas tecnologias são introduzidas no mercado para o amplo uso por um grande número de seres humanos, levanta-se a questão se elas estão sendo benéficas ou causando problemas. Todos sabem que os humanos utilizam somente um pequeno percentual dos seus neurônios, e que desafios costumam provocar a utilização de partes que continuam desativadas.
Quando no idioma chinês os intelectuais necessitam conhecer cerca de 40.000 ideogramas e os japoneses cerca de 10.000, muitos encaram estas dificuldades como negativas. E acabam provocando simplificações como ocorreu com as grafias silabáticas no idioma japonês ou coreano, similares aos existentes no ocidente. Recentemente, os chineses simplificaram muitos dos seus ideogramas, com a alegação que isto facilitaria a popularização de sua cultura.
Alguns se opõem a estas inovações por entenderem que os chineses, ao serem obrigados a utilizar mais os neurônios quando estão sendo alfabetizados quando jovens, acabam ficando com o seu aparato cerebral mais desenvolvido que os demais povos, sendo capazes de reconhecer maior variedade de sons e imagens, entre outras habilidades.
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29 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: diversidades asiáticas, geradora da dinâmica mundial, problemas existentes
O mundo volta suas atenções para a Ásia, que recentemente vem desempenhando o papel de pólo dinâmico da economia mundial, principalmente com o elevado crescimento chinês, que passa a utilizar também o seu mercado interno para superar as limitações do mundo desenvolvido. Os Estados Unidos ainda não conseguem superar seus problemas, a Europa se recupera lentamente, com alguns países apresentando dificuldades, e o Japão continua enfrentando problemas. As esperanças mundiais acabam recaindo sobretudo na China, parte na Índia e na periferia constituída pelo sudeste asiático.
Como representam, no conjunto, mais da metade da população mundial, onde o nível de renda per capita ainda é baixo, há uma disposição de utilizar bem os recursos disponíveis, sua mão-de-obra relativamente barata, inclusive a melhoria do seu mercado interno. Mesmo a melhoria deste consumo chinês não parece suficiente para compensar a letargia do resto do mundo. E sempre existem dificuldades neste continente que não é uniforme, contando com uma grande diversidade étnica, religiosa, política, com importantes disputas de fronteiras.
A Índia, por exemplo, entende que sofre retaliações na Expo Internacional de Xangai por ter distribuído um material onde seu mapa ocuparia parte de áreas pretendidas pela China. São constantes os conflitos religiosos e étnicos entre vizinhos, alguns deles portadores de armamentos atômicos. Ainda que o intercâmbio continental venha se elevando substancialmente, com esforços para o estabelecimento de zonas de livre comércio, sempre existem problemas relacionados com as restrições de exportações ou importações.
Registra-se melhorias nos fluxos financeiros e de serviços entre muitos países asiáticos, como ocorre no resto do mundo. Mas ainda restam problemas complexos, como entre as duas Coreias, além de atritos que remontam passados mais remotos.
Mesmo com as esperanças que os diversos países sejam capazes de conviver harmonicamente, admitindo as diferenças existentes, sempre acabam ocorrendo incidentes agudos, principalmente com os muitos radicais que estão naquela região. As interferências externas, como no Afeganistão, não são capazes de resolver as difíceis questões que mesmo os asiáticos não conseguem equacionar, principalmente quando incluem controles sobre recursos minerais estratégicos.
No fundo, tratam-se de povos com longas tradições, adaptados a ambientes hostis, constituídos por seres humanos com todas as suas complexidades. O máximo que se pode esperar é que os interesses comerciais permitam convivências razoáveis, mesmo com as diferenças existentes, como vem ocorrendo.
A evolução continuará a ocorrer, mas como se trata de assuntos econômicos, sempre haverá grandes flutuações inevitáveis. Esperar muito mais que isto parece um idealismo superior ao que se pode esperar da espécie humana.
25 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: futuro da economia chinesa, o uso do mercado interno, recursos para o desenvolvimento, suas exportações
São frequentes as dúvidas dos analistas de todo o mundo sobre a capacidade chinesa de se manter num elevado ritmo de desenvolvimento, como o dos últimos anos com um pouco de acomodação, quando as principais economias desenvolvidas hoje enfrentam dificuldades para voltar a crescer. Acusam os chineses de manterem o seu câmbio extremamente desvalorizado, causando um desequilíbrio mundial. Mas não se ignora que as autoridades da China procuram estimular o seu mercado interno para sustentar o seu processo de crescimento, e a remuneração dos seus trabalhadores está crescendo, ainda que a desigualdade interna seja marcante. Estes analistas sabem que o fator relevante é o custo da mão-de-obra, que está se elevando naquela economia.
O volume e o ritmo de investimentos chineses em construção de habitações, edifícios e infraestrutura vêm impressionando o mundo. Reclama-se que se promove agora a interiorização forçada do seu desenvolvimento industrial, para reduzir a desigualdade com relação ao litoral, onde se instalaram os investimentos dos grupos estrangeiros, procurando aproveitar o baixo custo da mão-de-obra chinesa para promover a exportação de bens lá fabricados. As autoridades chinesas procuram agora reduzir a necessidade das migrações internas. Seu setor rural vem aumentando a produtividade, tanto para abastecer o seu gigantesco mercado interno como atender as necessidades dos seus vizinhos como as Coreias e o Japão.
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25 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: câmbio valorizado, crescimento das exportações, editoriais do Nikkei, redução das importações
Os dados contraditórios japoneses mostram, em que pesem as dificuldades, que esforços estão sendo efetuados pelas empresas para compensar a extrema valorização do yen. As exportações de julho cresceram 23,5% com relação ao mesmo mês do ano anterior, quando em junho tinha crescido 27,7%. As estimativas para este ano são de crescimento de 22,9%, que não pode ser considerado um resultado ruim. As importações cresceram somente 15,7%, dobrando o superávit comercial. As exportações estão sendo beneficiadas pelo elevado crescimento da China e da Ásia como um todo.
Mas o Japão sofre um problema de deflação, ou seja, os preços estão caindo por falta de uma demanda interna. Com isto o índice Nikkei, o principal da Bolsa de Tóquio, está abaixo de 9.000 pontos, provocando constantes editoriais irados do principal jornal econômico japonês, que tem o mesmo nome do índice. O diário reclama da inércia governamental, que provoca uma extrema valorização do câmbio, quando comparado com o dólar e o euro, a mais alta nos últimos 15 anos.
O editorial lista uma série de medidas que podem ser tomadas, como a maior flexibilização do crédito pelo Bank of Japan, o Banco Central japonês, um dispêndio maior do Tesouro, em que pese o elevado endividamento público japonês. Uma desregulamentação maior da economia é proposta. Até uma redução tributária é cogitada, alegando que as autoridades ficam sem ação diante das desvalorizações do dólar e do euro.
Haverá uma eleição da presidência do partido no governo, o DPJ – Partido Democrático do Japão, no próximo dia 14 de setembro, e não se sabe se o premiê continuará o mesmo, pois está com um prestígio baixo. Não aparece nenhuma figura capaz de liderar a sociedade japonesa.
Na realidade, a média da população japonesa é extremamente conservadora e seus dispêndios em crises como a atual mantêm-se modestos, mesmo com os apelos das autoridades para maiores consumos, como o que foi conseguido por Lula da Silva no Brasil.
O Japão deixou de ser a segunda economia do mundo, perdendo recentemente a posição para a China. Apesar do elevado nível educacional de sua população, continua trabalhando coletivamente, sem nenhum destaque individual, quer empresarial como político. Já se encontra estagnada há mais de duas décadas, em que pesem as medidas de estímulo para aumento dos dispêndios em construção civil como ações de preservação do meio ambiente.
Esboçam-se esforços isolados, mas mostra-se incapaz de retomar o desenvolvimento como o que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, período que ficou conhecido como “milagre japonês” que serviu para estimular os demais “tigres asiáticos”.
Tudo isto parece demonstrar que o processo de desenvolvimento depende de um complexo de fatores que provocam uma mobilização como a que se observa recentemente na Coreia e na China, seguida também por outras sociedades emergentes, que não dependem somente dos instrumentos de política econômica.
23 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: controvérsias, exposição no distrito 798 em Beijing, um começo
A Folha de S.Paulo, no seu suplemento Ilustríssima de domingo, dia 22 de agosto, publicou um interessante artigo de Fabiano Maisonnave com o título “Uma nova China? Arte, liberdade e censura”. Em se tratando de arte, sempre haverá controvérsias, como muito bem colocado no artigo, com algumas manifestações de satisfação pelo início da abertura das autoridades chinesas, como das críticas por que ela não é completa, sendo somente um acontecimento limitado.
Na realidade, no chamado distrito 798 de Beijing, alguns artistas que se manifestam rebeldes com os pontos de vista oficiais obtiveram um pequeno espaço onde podem apresentar seus trabalhos. Obras que seriam chocantes para o grande público chinês, que ainda conta com muitos admiradores das orientações impostas na era Mao, e poucos na Revolução Cultural, são expostas sem oposição aberta das autoridades. Pela descrição do artigo, até obras que ridicularizam Mao são apresentadas, o que em qualquer hipótese significa uma abertura.
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17 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: aquisições de empresas no exterior pelos chineses, diversificação das reservas externas chinesas, importação de matérias-primas e exportação de manufaturados
Um conjunto de informações vindas das mais variadas fontes acaba formando um cenário que exige atenções dos analistas. A China deixou de ser produtora de quinquilharias baratas que invadem todos os países, como ainda pensam muitos. Os chineses estão adquirindo empresas em economias desenvolvidas, como as japonesas e norte-americanas, para conseguirem adicionalmente tecnologias e terem novos mecanismos de acesso a mercados no exterior, inclusive em setores de tecnologias de ponta. Os pesados investimentos que vieram fazendo por anos acabaram criando equipes competentes de engenharia e alta tecnologia, nossos concorrentes e impressionando o mundo.
O balanço comercial brasileiro continua superavitário graças às exportações brasileiras de baixo valor agregado, como matérias-primas e produtos agropecuários, cujos preços ainda se mantêm em patamares elevados, proporcionando receitas razoáveis. Mas nos produtos manufaturados já ocorrem crescentes déficits em decorrência do câmbio, entre outros fatores, inclusive com a importação de equipamentos chineses.
Industriais brasileiros que são exportadores competitivos de produtos manufaturados começam a sentir o aumento das importações de produtos que concorrem com os nacionais, muitos provenientes da China, cuja expansão interna sofre uma pequena desaceleração. Chegam a pedir medidas restritivas para usar o mercado interno brasileiro como alavanca para o seu aperfeiçoamento tecnológico, para se manterem competitivos.
Os chineses diversificam suas reservas externas que estavam concentradas nos títulos públicos norte-americanos, mas os influxos destes recursos em algumas economias, inclusive a brasileira, acabam provocando a valorização do câmbio nestes países, reduzindo a sua competitividade internacional.
São situações que vão se agravando ao longo do tempo, exigindo um conjunto de medidas que pode se chamar de política industrial, que proporciona resultados a médio e longo prazo, se uma economia desejar consolidar o seu processo de desenvolvimento.
As autoridades presentes, como as potencialmente futuras, necessitam tomar posições claras sobre este conjunto de situações que é fundamental para uma economia, notadamente as emergentes, como a brasileira. Ainda que estas situações não sejam percebidas pela opinião pública, ignorar este quadro é um grave crime de lesa Pátria, pois vai acabar afetando o futuro de segmentos importantes da população.
Estas situações não permitem gabar-se do passado recente, nem dos acervos dos recursos naturais. Exigem mobilizações de todos os recursos disponíveis, naturais ou humanos, para que sejam estabelecidos os objetivos e as estratégias pelas quais serão alcançadas, se possível com os estabelecimentos das metas com os seus prazos.
11 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: concorrência internacional, novas tecnologias, pensando um pouco no futuro, setores competitivos
No atual mundo globalizado, não parece conveniente ficar somente nos comentários sobre alguns assuntos específicos, mas considerar o conjunto das informações que chegam a todos os analistas. Noticia-se que o intercâmbio bilateral do Brasil com a China cresceu e que já estamos entre os dez primeiros parceiros comerciais, com o aumento brasileiro do fornecimento de petróleo e minérios. Certamente, a Petrobrás e a Vale têm um papel importante nesta performance. Isto é encarado por muitos como se fosse uma notícia alvissareira, quando na realidade somos concorrentes em uma série de produtos que utilizam estas matérias-primas nas fases seguintes.
Ao lado desta, veicula-se outra notícia extremamente positiva, pois uma empresa brasileira, a Braskem, do grupo Odebrecht, consolida-se como a líder mundial no fornecimento de plásticos biodegradáveis, assunto sobre a qual trocamos ideias com seus dirigentes há algumas décadas. Utiliza o etanol como matéria-prima básica, mas já se cogita de outras fontes sustentáveis, com produções em outras partes do mundo. O lixo é um grave problema mundial.
Ora, todos sentem as dificuldades por que passa a economia mundial, com os países desenvolvidos enfrentando problemas, e os emergentes tendo que desacelerar um pouco o seu crescimento. Uma nova crise indesejável ameaça o sistema financeiro de todo o mundo, com nova disseminação das incertezas e a redução da confiança, que inibe qualquer investidor. Ao lado da resistência das instituições financeiras por uma regulamentação razoável para minimizar os riscos.
Algumas matérias-primas, inclusive agropecuárias que são importantes para o Brasil, já acusam os primeiros sinais de reversão das tendências de alta dos preços. Mas os que pensam em tecnologia precisam ter seus horizontes de prazo mais longo, como também em todos os setores básicos da economia.
É claro que as economias emergentes continuarão a crescer, mesmo com as atenções aos problemas do meio ambiente, bem como melhoria do nível de bem-estar dos assalariados. Mas não se pode esperar um crescimento contínuo, a elevadas taxas, e sim algumas flutuações naturais nos fenômenos econômicos.
Torna-se mais relevante a escolha de alguns setores onde os investimentos devem ser concentrados, por apresentarem melhores condições de concorrência internacional. É evidente que aos preços atuais, novas fontes de matérias-primas e energias serão estimuladas, aumentando a competição onde o Brasil já dispõe de tecnologia, mas que deverá continuar a evoluir.
Agregar valor ao que exportamos é um imperativo, e nem sempre o mercado é eficiente nas alocações de recursos em setores de longa maturação. Há que se contar com um mínimo de planejamento, com o Estado indutor desempenhando um papel estratégico, principalmente na geração de tecnologia de ponta.
O Brasil já comprovou que tem competência para tanto, mas é preciso que haja uma diretriz clara de política industrial para as pesquisas, formação de recursos humanos estratégicos, tributações e financiamentos adequados. Como de infraestrutura indispensável para viabilizar a competitividade internacional, fugindo da mera concepção financeira de resultados mais imediatos.
Se nós pretendemos consolidar o Brasil como uma economia desenvolvida digna deste nome, precisamos que as diretrizes para tanto fiquem claras, inclusive para provocar a galvanização de toda a sociedade num projeto razoavelmente consensual. Parece insuficiente que fiquemos nos gabando que dispomos de recursos naturais, e precisamos nos acostumar a pensar nas dimensões deste país, pois o que estamos fazendo parece que vai nos deixar distantes dos asiáticos, que estão pensando grande e a prazo mais longo.
9 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: desconfortos para os candidatos, discussões necessárias, questões cruciais e incômodas
Como é compreensível, nas campanhas eleitorais as questões incômodas de um país e para os candidatos ao seu comando nem sempre são colocadas em pauta, pois eles temem perder eleitores na medida em que são obrigados a se definir sobre itens desconfortáveis. É comum que os candidatos em qualquer país coloquem somente posições genéricas que pouco informam sobre as políticas que serão adotadas. Assim, analistas e especialistas vão colocando, aos poucos, alguns destes assuntos para conhecimento de um público mais preocupado com aspectos fundamentais para a evolução futura do de uma economia.
Entre estas questões, figura a crucial questão dos elevados déficits em contas correntes, que na história brasileira tem sido o ponto de estrangulamento dos diversos períodos desenvolvimento. Ainda que as exportações venham evoluindo de forma razoável, o atual nível cambial vem provocando uma elevada expansão das importações e outros gastos no exterior, exigindo um influxo elevado de recursos externos. E as dificuldades internacionais que ressurgem podem estancar, novamente, este fluxo colocando economias emergentes numa situação difícil, exatamente no momento em que estão engajados num agressivo programa de implantação da infraestrutura e ampliação do mercado interno.
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9 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: importância da Copa do Mundo, preparativos, qualidade do futebol brasileiro
Não é preciso ser um especialista, basta ligar a televisão no Brasil ou em outros países do mundo para se notar que atual qualidade do futebol brasileiro é preocupante, quando comparada com a praticada em muitos lugares ou no passado. É preciso ter a plena consciência que o Brasil é conhecido no resto do mundo pelo seu futebol, que já teve fases brilhantes e conta com muitos jogadores e outros profissionais espalhados por países até difíceis de serem imaginados. São embaixadores do Brasil em todo o mundo. É uma marca pela qual somos reconhecidos, para o bem como para o mal.
E a Copa do Mundo na África provou que ela é um evento mundial que dá ampla visibilidade ao país que a sedia, multiplicada pela atual capacidade da comunicação universal. Os chineses a consideram equivalente às Olimpíadas, e já preparam a equipe nacional para disputá-la no Brasil.
Mesmo não desejando se aborrecer, basta abrir os jornais, revistas e outros meios de comunicação social para verificar que os preparativos da infraestrutura estão aquém do desejado. Parece que o assunto não está sendo levado a sério, como se o improviso e a urgência fossem acabar dando um jeito em tudo. Todos sabem que o que está em jogo não é somente o futebol, mas a capacidade brasileira de engenharia, de mobilização de recursos, de planejamento, de antecipação dos obstáculos. O que está em jogo é o Brasil.
Novo projeto para o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Licitação contestada e programa de reforma se arrasta
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25 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: foguetes japoneses, o problema das Coreias, sequestro de uma japonesa
Sempre é difícil compreender as tensões vividas pelas populações que vivem fora do teatro em que estão ocorrendo fatos que nos afetam a todos, nesta aldeia global em que convivemos. As negociações entre a Coreia do Norte e do Sul devem ocorrer nos próximos dias na Zona Desmitalizada que separa os dois países que continuam em guerra. Os exercícios militares da Coreia do Sul com os Estados Unidos provocam ameaças de fortes retaliações, inclusive atômicas, da parte do Norte.
Os noticiários japoneses, notadamente na televisão, consumiram espaços enormes relatando o que um espião do norte arrependido transmitiu sobre uma jovem de nome Yokota (não tem nenhum parentesco comigo), que foi sequestrada há décadas no Japão, e levada para o norte, para ensinar japonês aos espiões coreanos. Não é cinema nem romance, é a triste realidade.
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