31 de agosto de 2010
Por: pauloyokota@gmail.com | Seção: Integração | Tags: Crescimento chinês, o problema com o Brasil, relacionamento com o resto do mundo, seu sistema político
Ainda que eu seja suspeito para avaliar os artigos do professor Delfim Netto, pelo longo período em que trabalhamos juntos, na sua coluna de hoje no Valor Econômico ele, como sempre o faz, com uma visão ampla e histórica, analisa o que poderia acontecer com a China e o Mundo nas próximas décadas. O atual desenvolvimento chinês, que impressiona a todos, e o do restante do mundo, levam a alguns problemas complexos de compatibilização.
A China continua comandada por uma eficiente estrutura criada pelo seu Partido Comunista, que seleciona uma elite de dirigentes, como vem ocorrendo ao longo de sua longa história. E pretende continuar crescendo aceleradamente, com uma visão política clara, nem sempre respeitando os valores que hoje predominam na maior parte do mundo. Com isto, tem uma fome de recursos naturais, além de absorver espaços hoje ocupados por outros países.
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16 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: chineses mais abertos, japoneses mais conservadores, pesquisa sobre sentimentos recíprocos
Como efeitos das guerras passadas, na Ásia ainda restam resquícios de restrições, como entre chineses e japoneses, que vão se reduzindo muito lentamente em função da maior integração econômica que ocorre na região. Uma pesquisa recente efetuada pelo jornal China Daily, junto com a ONG japonesa Genron, fornece informações importantes que mostram que os chineses estão melhorando o sentimento com relação aos japoneses, quando comparado a recíproca.
Mas todos consideram que o intercâmbio com os Estados Unidos continua mais importante que entre a China e o Japão.
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10 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: comportamento recente na América Latina, investimentos chineses e japoneses
O jornal Valor Econômico de hoje publica um artigo do professor Javier Santiso, da prestigiosa Esade Business School, com este título, fazendo um apanhado geral do crescimento recente dos investimentos chineses na América Latina, ultrapassando os japoneses que ainda estão mais diversificados. É verdade que os investimentos chineses estão ocorrendo em todo o mundo, destacando-se na África, onde procuram assegurar o abastecimento de matérias-primas que necessitam para dar continuidade ao seu processo de desenvolvimento.
Nas últimas décadas, os japoneses estão pouco ativos nesta região, concentrando os seus investimentos nos países asiáticos, inclusive na China, para atenderem as demandas de produtos semielaborados e finais, tanto para atender o mercado local como os destinados a atender suas necessidades.
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8 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: acadêmicos brasileiros no exterior, literatura como forma de compreender o Brasil, novas colocações
Este site tem insistido no enfoque do conhecimento recíproco da Ásia e da América do Sul sob uma perspectiva ampla, onde a literatura e o cinema também têm um papel relevante. O artigo do último suplemento do Valor Econômico, Eu & Fim de Semana, escrito pela Rachel Bertol, sobre os “Brasilianistas brasileiros”, que está centrado na literatura, é de grande importância para esclarecer este enfoque.
Os antigos brazilianists estrangeiros, em algumas grandes universidades norte-americanas e europeias, estão sendo parcialmente substituídos por acadêmicos brasileiros, principalmente no campo da literatura. Eles ajudam a entender o Brasil, que hoje desperta maior interesse no exterior, tanto do ponto de vista econômico quanto político. Como ajudam a fazer uma análise do país sobre uma perspectiva do exterior, com um enfoque mais abrangente, do ponto de vista sócio-cultural.
Ainda é um processo que mal começou, pois o Brasil não tem uma tradição cultural muito rica nem longa. No caso dos Estados Unidos, segundo o artigo, parece que somos ofuscados, ainda, pela influência mais acentuada dos hispano-americanos. E na Europa, pelos luso-africanos. No entanto, com um enfoque mais abrangente da tradição francesa, foge-se da exagerada departamentalização do conhecimento como dos norte-americanos.
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6 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: crescimento acelerado no Sudeste Asiático, outro pólo além da China e Índia
Os dados estatísticos disponíveis vêm demonstrando que o bloco dos países do Sudeste Asiático, conhecido como ASEAN, constituem um pólo dinâmico como a China e a Índia. Além de serem agressivos no mercado internacional, contam com um mercado interno em expansão, merecendo a atenção da mídia internacional. O Banco de Desenvolvimento da Ásia estima, num relatório deste mês de julho, que em 2010 este bloco deve crescer 7,9%, mais que anteriormente previsto, tendência que é compartilhada pelo FMI. As estimativas para a China e Índia indicam ligeira desaceleração.
Tendo como pólo financeiro Cingapura, o ASEAN conta hoje com a participação da Tailândia, Filipinas, Malásia, Indonésia, Brunei, Vietnã, Mianmar, Laos e Camboja como membros efetivos, e como observadores Papua-Nova Guiné e Timor Leste. Alguns países são populosos como a Indonésia e outros pequenos, mas ricos como o Brunei. O bloco vem estabelecendo importantes acordos de livre comércio com outras potências asiáticas.
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24 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: avanços substancias, países do sudeste asiático, para enfrentarem os gigantes asiáticos
A necessidade acaba sendo a mãe de muitos entendimentos, e os pequenos países do sudeste asiático, para fazerem frente aos desafios de gigantes como a China, a Índia e o Japão, juntam os seus esforços de cooperação recíproca que extravasa a área comercial e econômica. Os acordos assinados em nível ministerial na reunião realizada no Vietnã, depois de cinco dias de intenso debate, na cidade de Ha Noi, surpreendem como noticiou o jornal Viet Nam News, apoiado por declarações da Secretaria de Estado norte-americana, Hillary Clinton.
Muitos acordos foram firmados envolvendo áreas como a cooperação cultural, conectividade entre os países, direitos humanos. Perseguem a paz, estabilidade e a cooperação, sendo que muitos acordos foram efetuados com países foram deste bloco.
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9 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: crescente integração, problemas cambiais, transparência, uso do mercado financeiro chinês
Em que pesem as posição de muitos operadores mundiais com a falta de transparência em vários aspectos vitais para as atividades empresariais, deve-se constatar que o pragmatismo dos empresários acabam cedendo às seduções chinesas. Agora noticiam-se que algumas empresas internacionais cogitam utilizar as bolsas chinesas para parte de suas operações.
Todos procuravam tirar partido do baixo custo da mão de obra da China, que paulatinamente começa a subir. Outros procuravam vender para os crescentes consumidores chineses, até de produtos de alto luxo. Mas agora muitos admitem, ainda que haja falta de transparência e estabilidade das complexas regulamentações, as vantagens que podem ser obtidas na China compensam eventuais riscos.
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6 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: interesses holandeses, mercado asiático em expansão, novas zonas produtoras
Esta notícia publicada no jornal econômico japonês Nikkei mostra como o desenvolvimento é um processo global, envolvendo os mais variados setores e despertando interesses internacionais. Escrita pela jornalista Azusa Sugihara, informa-se que empresas que pertenciam a Kirin (grupo Mitsubishi) do ramo de produção de flores e sementes passaram para o controle de um fundo holandês, que está visando à expansão do mercado asiático, principalmente chinês.
Todos sabem que os holandeses são importantes produtores de flores e sementes no mercado internacional, inclusive no Brasil, onde a Holambra tem uma importância apreciável, superando a comercialização dos japoneses e seus descendentes.
Centro de desenvolvimento de flores da Agribio em Hamamatsu, Shizuoka
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29 de junho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: benefícios aos trabalhadores brasileiros no Japão, longa discussão
Os jornais brasileiros anunciaram o acordo entre o Brasil e o Japão para considerarem reciprocamente os tempos de contribuição para a Previdência Social com bastante destaque. Não há dúvidas que se trata de um avanço, mas é preciso que se considerem os custos e os benefícios mínimos que podem ser obtidos, dependendo das diversas alternativas existentes.
Preliminarmente, é preciso considerar o recolhimento efetivo das contribuições para a Previdência, pois muitos brasileiros trabalhavam para empresas terceirizadas, que nem sempre recolhiam estes valores, havendo muitos assalariados que preferiam não ter estes descontos dos seus salários. Como todos os trabalhos terceirizados, e no caso japonês podia haver mais intermediários, havia remunerações das empresas intermediárias, uma espécie de empreiteiras de recursos humanos. Quanto aos japoneses que recolheram a Previdência no Brasil, muitos eram empregadores e não empregados.
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30 de maio de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: assuntos econômicos, cúpula dos três governos, primeiro dia, reunião em Jeju
Quem duvida que avance o processo de integração do Extremo Oriente precisa estar atento a esta reunião de cúpula onde participam o presidente sul coreano, Lee Myung-bak, e os premiês Wen Jiabao, da China, e Yukio Hatoyama, do Japão, ainda que este último esteja enfraquecido politicamente. Eles representam as três economias mais importantes da região, que independem de quem está no poder no momento.
A reunião está sendo realizada em Jeju, na Coreia do Sul, e no primeiro dia cuidou dos assuntos econômicos. Eles elaboram em conjunto uma “Visão para 2020”, que dá ênfase aos problemas de investimentos de meio ambiente, tratando de criar um padrão de qualidade para os produtos industriais. Comprometem-se a fazer pesquisas científicas conjuntas para melhoria da qualidade de vida. Como divergem sobre aspectos de comércio, entendem que precisam aprofundar questões relacionadas, inclusive emprego e trabalho.
Yukio Hatoyama, Lee Myung-bak e Wen Jiabao
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