Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Mostra de Gravuras no Solo Sagrado

31 de agosto de 2010
Por: Kazuhiro Kurita | Seção: Notícias | Tags:

A gravadora Marly Calilo apresenta as séries “Cotidiano” e “Bicicletas” no Centro Cultural do Solo Sagrado de Guarapiranga da Fundação Mokiti Okada (FMO). A mostra reunirá 12 obras da artista, que recorreu às memórias de quando residiu na Itália por dois anos e às sensações presentes no seu dia-a-dia.

Esta exposição inaugura uma nova fase da gravadora, depois de um longo período de reclusão. O crítico de arte, escritor e curador Carlos Von Schmidt, falecido em fevereiro deste ano, teve contato com os trabalhos de Calilo há 10 anos. “É uma das melhores gravadoras do País”, declarou ele, que foi curador 15ª Bienal de São Paulo em 1979 e curador internacional da 20ª edição do evento em 1989.

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Mercado de Autos Pequenos na Índia

31 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags: , , ,

Um interessante artigo publicado no jornal Nikkei, de autoria do jornalista Toru Sugawara, informa sobre a disputa que está ocorrendo entre a Suzuki japonesa com a Tata indiana, principalmente no segmento dos autos de pequeno porte, de custo modesto. Até o momento, a japonesa tem uma produção três vezes maior, mas a indiana está produzindo um pequeno carro que está sendo vendido, no varejo, por US$ 2.135,00, chamado Nano, que é considerado bom, principalmente para mercados emergentes, mas já apresentou problemas de qualidade. Custa cerca de metade do que custa uma motocicleta naquele país.

A Tata começou a sua produção de automóveis em 1954, estabelecendo um relacionamento com a Mercedes Benz, e possui 60% do mercado indiano de ônibus e caminhões. No que se refere aos carros de passageiros na Índia, entre abril e junho deste ano, a Suzuki contou com 43,8% do mercado.

Nano, da Tata Motors Modelo A-Star, da Suzuki Mercado de carros na Índia

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Grandes Conglomerados Coreanos e a Concorrência

31 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags: , , | 2 Comentários »

A grande maioria dos economistas admite que a concorrência seja um importante mecanismo para promover o desenvolvimento de qualquer economia. No caso da Coreia do Sul, adaptando um modelo que foi aplicado no Japão no final do século XIX e começo do século seguinte, estimulou-se a formação de grandes conglomerados, de base familiar, que procuravam aproveitar as economias de escala. O jornal coreano JoongAng Daily, num artigo escrito pelo jornalista Lee Eun-joo com o título “Tycoons may be invited to meeting”, informa que está se fazendo um esforço recente para um equilíbrio maior com as pequenas e médias empresas.

Todos sabem que na Coreia, grupos como a Samsung, LG e Hyundai e outras poucas são extremamente importantes, atuando junto com as autoridades para se manterem competitivas no mercado internacional. São adaptações das japonesas, como a Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo e outras que desempenharam um papel importante na recuperação da economia japonesa no pós-Segunda Guerra Mundial.

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Produtos de Saúde Japoneses no Mercado Mundial

31 de agosto de 2010
Por: Kazuhiro Kurita | Seção: Saúde | Tags: , ,

Os produtos japoneses voltados à saúde estão pouco presente no mercado internacional, ainda que alguns sejam reconhecidos pelas suas qualidades. O jornal econômico Nikkei, num artigo do jornalista Seiji Munakata, publicado hoje com o título “Medical Device Aim at Giants”, informa que algumas empresas nipônicas mais conhecidas se preparam para exportar seus produtos, numa escala mais expressiva.

Depois de mencionar as cifras astronômicas de vendas de algumas empresas norte-americanas do setor, contrastando com as modestas dos japoneses, o artigo informa que empresas como a Terumo pretendem abastecer o mundo com um tipo especial de agulha, já utilizado entre os diabéticos, que não provocam dores e apresentam boas possibilidades de lucro.

Agulha indolor 

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Fujifilm Ampliando Suas Atividades na Medicina

30 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Saúde | Tags: , ,

Existe um mito na imprensa afirmando que, quando faltam notícias mais relevantes, devem-se publicar informações sobre a saúde que sempre interessam a uma parte dos leitores. Não sei se é o caso do Japão, mas muitas notícias sobre inovações na área da saúde continuam sendo publicadas por jornais importantes como o Nikkei. Deve-se constatar que assuntos econômicos de grande impacto, ou novidades políticas relevantes, continuam escassos naquele país asiático, que passa por um período difícil.

O que muitos não sabem é que a Fujifilm, mais conhecida no setor fotográfico que passa por radicais transformações, sempre foi importante também no setor de saúde. Muitos dos seus filmes são utilizados no setor de imagens, a partir do já antigo raio-x, passando por todos aqueles que necessitam de imagens digitais transformadas em chapas examináveis pelos profissionais de medicina. E ela possui uma patente muito utilizada, onde é monopolista, como na transformação de imagens de raio-x em informações digitais transmissíveis por computadores utilizando a internet.

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Imprensa Brasileira Falando Sobre Investimentos Chineses

30 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

O suplemento Economia & Negócios – Especial China do jornal O Estado de S.Paulo de hoje é uma demonstração de que os investimentos chineses no Brasil merecem atenção especial. Há uma consciência de que a China adotou uma política de diversificar as reservas chinesas que estavam concentradas nos títulos públicos norte-americanos. A desvalorização do dólar norte-americano e das moedas que estão vinculadas a ele está recomendando aplicações em euro e em yen, o que já vem sendo feito, mas os chineses também procuram assegurar o seu abastecimento de matérias-primas das quais necessitam, e procuram ter acesso a tecnologias como canais de colocação de seus produtos no exterior.

Há alguma certa admissão que o yuan acabará sendo flexibilizado, ainda de forma modesta, e os custos da mão-de-obra na China provocarão mudanças na localização das atividades industriais mundo afora, principalmente para o sudeste asiático e nas regiões que apresentam elevados contingentes populacionais.

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Avanços ou Retrocessos Provocados Pelas Novas Tecnologias

30 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , ,

Sempre que novas tecnologias são introduzidas no mercado para o amplo uso por um grande número de seres humanos, levanta-se a questão se elas estão sendo benéficas ou causando problemas. Todos sabem que os humanos utilizam somente um pequeno percentual dos seus neurônios, e que desafios costumam provocar a utilização de partes que continuam desativadas.

Quando no idioma chinês os intelectuais necessitam conhecer cerca de 40.000 ideogramas e os japoneses cerca de 10.000, muitos encaram estas dificuldades como negativas. E acabam provocando simplificações como ocorreu com as grafias silabáticas no idioma japonês ou coreano, similares aos existentes no ocidente. Recentemente, os chineses simplificaram muitos dos seus ideogramas, com a alegação que isto facilitaria a popularização de sua cultura.

Alguns se opõem a estas inovações por entenderem que os chineses, ao serem obrigados a utilizar mais os neurônios quando estão sendo alfabetizados quando jovens, acabam ficando com o seu aparato cerebral mais desenvolvido que os demais povos, sendo capazes de reconhecer maior variedade de sons e imagens, entre outras habilidades.

celulares

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Turismo de Luxo na China

29 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , | 2 Comentários »

Evidentemente, para todos que têm oportunidade de visita a China, conhecer a Grande Muralha é quase obrigatório. É considerada a única obra humana facilmente visível dos satélites que hoje circulam em redor do nosso globo. Mas, apesar de ser uma das maravilhas da humanidade, é preciso admitir que percorrer mesmo uma pequena parte desta construção é cansativa.

Agora o jornal China Daily, num excepcional artigo escrito por Xu Fan, dá uma informação preciosa para os turistas de luxo que procuram visitá-la, oferecendo uma rara oportunidade para conciliar com momentos de repouso, apreciando esta maravilha. A organização internacional muito conhecida, a Kempinski, gerencia uma Comune by the Great Wall, um hotel de cinco estrelas, que se integra ao conjunto da Grande Muralha, com construções projetadas por 12 arquitetos asiáticos. Os turistas podem tomar suas refeições em instalações de grande luxo, apreciando a Muralha e o conjunto, que também tem uma grande parede de bambu.

Muralha da China. Fotos de China Daily

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Intercâmbio Bilateral Japão – China

29 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , | 1 Comentário »

Como é natural entre duas grandes economias asiáticas, houve uma reunião com francas trocas de opiniões entre as delegações do Japão e da China, que culminou com a entrevista do premiê chinês Wen Jinbao com o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês Katsuya Okada. Apesar de constatarem que intercâmbio bilateral voltou a se recuperar, superando as cifras anteriores da recente crise mundial, alguns aspectos cruciais acabaram sendo tratados.

O premiê chinês expressou que os problemas das greves dos trabalhadores japoneses nas empresas japonesas devem ser resolvidos com as elevações dos salários que estavam congelados há cerca de dois anos. Algumas empresas japonesas já estão cogitando do aumento de suas unidades produtivas em outros países asiáticos, pois os salários chineses estão subindo naturalmente com o seu ritmo do desenvolvimento.

Katsuya Okada e um dirigente chinês

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Complexidades Asiáticas

29 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , ,

O mundo volta suas atenções para a Ásia, que recentemente vem desempenhando o papel de pólo dinâmico da economia mundial, principalmente com o elevado crescimento chinês, que passa a utilizar também o seu mercado interno para superar as limitações do mundo desenvolvido. Os Estados Unidos ainda não conseguem superar seus problemas, a Europa se recupera lentamente, com alguns países apresentando dificuldades, e o Japão continua enfrentando problemas. As esperanças mundiais acabam recaindo sobretudo na China, parte na Índia e na periferia constituída pelo sudeste asiático.

Como representam, no conjunto, mais da metade da população mundial, onde o nível de renda per capita ainda é baixo, há uma disposição de utilizar bem os recursos disponíveis, sua mão-de-obra relativamente barata, inclusive a melhoria do seu mercado interno. Mesmo a melhoria deste consumo chinês não parece suficiente para compensar a letargia do resto do mundo. E sempre existem dificuldades neste continente que não é uniforme, contando com uma grande diversidade étnica, religiosa, política, com importantes disputas de fronteiras.

Pavilhão da Índia na Expo Xangai 2010

A Índia, por exemplo, entende que sofre retaliações na Expo Internacional de Xangai por ter distribuído um material onde seu mapa ocuparia parte de áreas pretendidas pela China. São constantes os conflitos religiosos e étnicos entre vizinhos, alguns deles portadores de armamentos atômicos. Ainda que o intercâmbio continental venha se elevando substancialmente, com esforços para o estabelecimento de zonas de livre comércio, sempre existem problemas relacionados com as restrições de exportações ou importações.

Registra-se melhorias nos fluxos financeiros e de serviços entre muitos países asiáticos, como ocorre no resto do mundo. Mas ainda restam problemas complexos, como entre as duas Coreias, além de atritos que remontam passados mais remotos.

Mesmo com as esperanças que os diversos países sejam capazes de conviver harmonicamente, admitindo as diferenças existentes, sempre acabam ocorrendo incidentes agudos, principalmente com os muitos radicais que estão naquela região. As interferências externas, como no Afeganistão, não são capazes de resolver as difíceis questões que mesmo os asiáticos não conseguem equacionar, principalmente quando incluem controles sobre recursos minerais estratégicos.

No fundo, tratam-se de povos com longas tradições, adaptados a ambientes hostis, constituídos por seres humanos com todas as suas complexidades. O máximo que se pode esperar é que os interesses comerciais permitam convivências razoáveis, mesmo com as diferenças existentes, como vem ocorrendo.

A evolução continuará a ocorrer, mas como se trata de assuntos econômicos, sempre haverá grandes flutuações inevitáveis. Esperar muito mais que isto parece um idealismo superior ao que se pode esperar da espécie humana.