Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Brasil Pensando Grande Com Realismo

17 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: ,

Acompanhando as lamentáveis atuais discussões eleitorais, fica-se com a impressão que os que pretendem serem nossos líderes ainda não adquiriram a consciência que o Brasil tem todas as condições para ser uma potência mundial. Todos admiram o desenvolvimento recente da China, da Índia, de toda a Ásia que há algumas décadas eram tidas como países e regiões problemáticos, cheios de limitações que não tínhamos no Brasil. Continuamos agimos como complexados, incapazes de superar as naturais dificuldades que temos.

Contamos com uma população altamente miscigenada, de muitas etnias e culturas, trabalhadora, com uma dimensão apreciável. Temos os recursos naturais invejáveis, impar no mundo. Somos pacíficos, não temos conflitos internos ou externos, religiosos ou de qualquer outra natureza. Já mostramos que podemos crescer mais de dez por cento ao ano economicamente, por longos períodos. Mantemos um intercâmbio com todos os países do mundo, de forma equilibrada. Melhoramos a nossa distribuição de renda, regional e entre pessoas. Temos poupanças e financiamentos externos.

mapa_brasil Bandeira do Brasil

Importamos e geramos tecnologias, como no setor agroindustrial e alguns setores de ponta. Temos um sistema financeiro sem problemas. Somos capazes de preservar o meio ambiente que temos, contribuindo mundialmente para evitar o aquecimento global. Temos um complexo industrial com participação equilibrada de capitais e tecnologias estrangeiras de variadas origens, com potenciais para um desenvolvimento mais acelerado. Temos uma infraestrutura que pode ser melhorada sem maiores problemas. Temos um sistema de pesquisas avançadas que podem ser melhoradas.

Conquistamos um sistema democrático, com os defeitos que existem em qualquer sociedade humana. Temos um sistema judiciário razoável, que sempre poderia ser melhor. Como todos os demais serviços que prestamos aos brasileiros e estrangeiros que aqui vivem. Seria muito monótono viver num país sem problemas, pois muitos se suicidariam de tédio.

O que nos falta no momento? Um pouco de ambição, um sonho que podemos ser melhores. Que podemos resolver os problemas que todas as sociedades emergentes possuem. De compreender que desenvolver é gerar problemas a serem resolvidos e superados continuamente. Que é um processo de constantes conquistas, que nada existe de insuperável. Formas pelas quais vamos conquistá-los podem existir muitas, e é sobre elas que temos que discutir. Qual o caminho que preferimos?

Somos um povo admirado porque temos capacidade de trabalho e ao mesmo tempo viver com alegria. Vamos transformar o que temos em bens que vão proporcionar melhores condições de vida para todos, não só brasileiros como para a humanidade.

Utopia? Quem não tem sonhos, objetivos elevados, nada vai conquistar. Se nos compararmos com os asiáticos, com os europeus, com os norte-americanos, com os vizinhos sul-americanos ou os africanos, mesmo sem nenhum ufanismo podemos facilmente constatar que temos todas as condições necessárias para alcançar um futuro melhor.

Quem conheceu parte deste mundo e observou as dificuldades que existem em qualquer país constata facilmente que as nossas são superáveis, com um mínimo de diretrizes que sejam traçados. E estejam certos que vão galvanizar as forças desta nação que estão preparadas para travar as batalhas necessárias para conquistar melhores condições, superando eventuais limitações.

Que as lideranças tenham a coragem de empunhar as bandeiras para o desenvolvimento econômico, político, social e cultural. Ou serão atropeladas pelas hordas ansiosas que estão preparadas para estas conquistas.


Aprendendo Com as Multinacionais Experientes

17 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags: , ,

É sempre interessante acompanhar os movimentos de experientes multinacionais como a Louis Dreyfus que opera com muitas commodities agropecuárias. Agora, além de ampliar suas operações com sucos de laranja do Brasil, ingressa também nos sucos de limão, além de associar-se com os chineses nas transações com suco de maçã, pouco demandado no mercado brasileiro, mas importante no resto do mundo. Como consta de um artigo sobre o assunto publicado pelo Valor Econômico em matéria do jornalista Fernando Lopes.

Com tradição de alguns séculos, estão dotados de experiências e tecnologias para grandes volumes nos mais variados mercados, com perspectivas de longo prazo, e elevada capacidade financeira. Se produzem e exportam sucos de laranja e limão do Brasil, certamente pensaram em utilizar a sua capacidade logística para a importação, de forma a tirar o máximo proveito de todo o sistema, o que deve ser imitado por outros grupos.

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Elogios no Exterior Que Podem Complicar

17 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , ,

O Brasil tem sido objeto de suplementos e edições especiais, como o que acaba de ser publicado pelo Le Monde francês. E artigos do The Economist inglês, importantes veículos de influência internacional que constatam a atual boa situação do país, com algumas ressalvas. Tudo isto pode massagear o ego dos brasileiros, mas também ajuda a provocar um perigoso “boom” de ingressos de recursos de moedas estrangeiras, de curto prazo e voláteis, que acabam valorizando exageradamente o real, entre outros inconvenientes.

As economias emergentes como a China e a Índia estão em moda, e a do Brasil é entendida como o que pode, nas próximas décadas, apresentar crescimentos que foram modestos até o momento, mas já atinge a mais de 7% neste ano. Com a estabilidade política, abundância de recursos naturais, mesmo com seus muitos problemas, apresenta uma perspectiva brilhante para o futuro.

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Ilustração do especial do jornal Le Monde, sobre o Brasil. Foto: RFI

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Desconhecimentos Recíprocos Entre Brasileiros e Chineses

17 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

Este site vem procurando colaborar no sentido que sul-americanos e asiáticos aumentem seus conhecimentos recíprocos. Mesmo os japoneses que já possuem longas experiências na América do Sul e os chineses que estão intensificando o intercâmbio comercial ainda contam com dificuldades para compreenderem o que se faz por aqui. E os sul-americanos ainda possuem um conhecimento estereotipado da Ásia, que passa por um desenvolvimento surpreendente nas últimas décadas, principalmente na China.

Qualquer reunião entre representantes destes dois continentes é sempre importante, ainda para esclarecer as dificuldades recíprocas, principalmente quando efetuada por empresários privados e estatais, que serão os responsáveis por projetos em ambas as regiões. Os jornais O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo, pelos seus correspondentes na China, Cláudia Trevisan e Fabio Maisonnave, reportam alguns aspectos destas reuniões realizadas em Pequim.

Persio Arida

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Pedinte Asiático Morando Num Hotel de Luxo em Dubai

17 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

Lamentavelmente existem malandros em qualquer região do mundo, aproveitando a caridade alheia. Um asiático que já tinha sido expulso de Dubai voltou a ser identificado por atuar como mendigo durante o Ramadan no Golfo Pérsico. Ele ocupava um hotel de cinco estrelas, mostrando que a atividade lhe proporcionava ganhos significativos.

A notícia saiu no Khaleej Times, informando que 360 pessoas foram expulsas de Dubai, sendo a maioria de asiáticos seguidos por árabes.

Existe entre os budistas um hábito de pedido de esmola de caráter religioso, como treinamento de humildade, mas não é o caso.

Dubai


Crescente Integração Asiática

17 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: , ,

Todos reconhecem que o desenvolvimento chinês na última década, e nos últimos anos depois da crise que afetou todo o mundo, tem sido importante para o universo globalizado. Nos países que são seus vizinhos, como a Coreia e o Japão, ele é mais marcante, mas também no Sudeste Asiático, é muito importante.

Hong Kong acabou sendo integrado à China, preservando um “status” especial, o que deve acontecer no futuro com Taiwan, de forma semelhante. Mas também Cingapura, a Tailândia, a Indonésia e outros países do Sudeste Asiático contam com fortes presenças de chineses e seus descendentes que chegam a ser de um terço da população local, ao lado dos indianos. E Cingapura, um país-cidade, tornou-se um forte centro financeiro e de serviços que exerce uma liderança regional.

George Yeo

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O Sabor do “Wagashi” na Cultura Nipo-Brasileira

15 de setembro de 2010
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos | Tags: , , , , , , , | 1 Comentário »

O Projeto Saberes dos Sabores, da Fundação Japão-SP, nos trouxe recentemente a chef pâtissier Cristina Makibuchi falando sobre wagashi – confeitaria japonesa, na qual se aperfeiçoou em Fukui, Japão – e sobre yôgashi – confeitaria ocidental, cuja técnica aprimorou nas escolas Lenôtre e Le Cordon Bleu, em Paris. E Paulo Yokota tece também saborosos comentários sobre doces japoneses, aqui no site (02/09/2010). Como poderia a nossa memória olfato-palatal-visual não despertar em busca do doce sabor nunca perdido da nossa infância?

A particularidade do doce japonês é a sua doçura suave, que não agride o paladar nem os dentes. Cristina Makibuchi teve que reeducar seu paladar para o sabor doce, quando voltou do Japão, e começou a confeccionar doces e bolos ocidentais em São Paulo. Clientes reclamavam por seus doces não serem suficientemente doces. Ela redirecionou a “doçura”, mas seus produtos continuam bastante “sugar luz”.

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Japão Interfere no Seu Câmbio

15 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

Dada a extrema valorização do yen japonês que está afetando as exportações japonesas, ao mesmo tempo em que aumenta as suas importações, depois de muito tempo, forçou as autoridades do Japão a entrarem no mercado. Isto ocorre para tentar compensar a extrema desvalorização do yuan chinês como do dólar norte-americano. Informam que foram adquiridos, somente num dia, mais de US$ 13 bilhões, e ainda assim a cotação que estava em torno de 82 yens passou para 85 por dólar, diante da expectativa que tal política tenha continuidade.

A pergunta que se faz é se as autoridades brasileiras não poderiam fazer algo semelhante. Muitos aguardavam que o real brasileiro terminaria o ano em torno de 1,80 e 1,90, mas está em torno de 1,70 podendo chegar a 1,60 por dólar norte-americano. As autoridades brasileiras vêm adquirindo dívidas estrangeiras num volume incapaz de alterar as tendências atuais do câmbio, apesar de estarem preocupadas com a competitividade internacional das empresas brasileiras.

dinheiro

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Sankai Juku do Balé Butô Apresenta Tobari

15 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , , ,

O butô se tornou conhecido no mundo pelo trabalho de Tatsumi Hijikata e Kazuo Ohno, o último falecido recentemente. É considerado um balé de acentuada expressão corporal pós-Hiroshima. Ushio Amagatsu faz parte da segunda geração do butô, criador do grupo Sankai Juku, de criação japonesa que o levou para Paris para universalizá-lo. O grupo tem feito apresentações por todo o mundo, com uma frequência incrível, sendo a terceira vez que se apresenta no Brasil, sempre com grande sucesso.

Neste Tobari – Como um Fluxo Inesgotável faz uma apresentação como de costume com movimentos corporais minimalistas, dentro de um cenário quase zen, ótima iluminação e um fundo musical caracteristicamente oriental, que induz a uma meditação, ao mesmo tempo em que os gestos são extremamente valorizados.

Snakai_01 Sankai

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Davos de Verão na China

15 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: , , ,

Evidentemente, mesmo a China não é totalmente avessa às críticas que as empresas multinacionais fazem às suas regras econômicas, ainda que todos estejam ansiosos por se beneficiarem do elevado ritmo do desenvolvimento daquela economia. O premiê Wen Jiabao assegurou que as empresas estrangeiras atuantes naquele país contarão com igualdade de condições com as locais, respondendo a algumas críticas efetuadas por elas, que temem um confronto mais explícito.

Todos sabem que as empresas estrangeiras efetuaram investimentos na China para aproveitar a sua mão de obra barata, e algumas começam a visar o mercado interno que inicia sua expansão. Poucas são as empresas que conseguem lucros naquele país, mas os resultados são obtidos no exterior, quando comercializam os produtos lá fabricados, quer sejam roupas, eletrônicos em seus países de origem ou no mercado internacional.

Wen Jiabao e Klaus Schwab em foto de Yang Shizhong do China Daily

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