Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Mudanças Cautelosas na Política Econômica Chinesa

19 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

Examinando as notícias provenientes da imprensa internacional, mas principalmente do principal jornal chinês, China Daily, pode-se constatar que as autoridades daquele país promovem cautelosas mudanças na sua política econômica, que devem proporcionar resultados a médio e longo prazo nas demais economias relevantes no mundo. A China é hoje o principal investidor em títulos do Tesouro Norte-Americano e vagarosamente promove a sua redução, quer aplicando em títulos de outros países, quer aumentado seu investimento em ativos que possam transferir tecnologias para o seu país ou ampliar os seus acessos nos mercados externos.

Por outro lado, admitindo que as economias de seus parceiros comerciais não apresentam a vitalidade desejada, estimulam o desenvolvimento do seu mercado interno. Para tanto, estão promovendo as importações, tentando reduzir o seu superávit comercial, ainda que cautelosamente, anunciando que esta política deve ser mantida no mínimo até o final do ano.

Trabalhadores de uma fábrica de vestuários em Huaibei

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Diferenças nas Gastronomias de Alguns Países

17 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Gastronomia | Tags: , ,

O jornal O Globo traz uma matéria da jornalista Carla Lencastre, de Nova Iorque, informando que dois famosos chefs da melhor culinária francesa, mas que recebem influências da fusion que ocorre em todo o mundo, estão ampliando suas atividades. São eles o Daniel Boulud e Jean-George Vongeritchen (ele costuma usar somente Vong), e concentram suas atividades em Manhattan, mas são reconhecidos em todo o mundo.

Além dos restaurantes que já possuem tradicionalmente, eles estão com instalações novas que diferem um pouco das características, procurando atender uma gama mais ampla de clientes de alto nível. Como no Upper East Side, onde se concentram as residências mais nobres de Nova Iorque, ou nas áreas mais frequentadas pelos mais jovens e boêmios, como na Bowery e proximidades da Soho, mais próximos do chamado downtown.

Prato de Daniel Boulud Daniel Boulud Restaurante de Jean-George Vongeritchen

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Como os Japoneses Encaram a Atual Crise

17 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

Observando o noticiário dos jornais japoneses, pode se notar as diferenças de comportamento dos consumidores de diferentes níveis de renda. Enquanto a média da população empenha-se na redução dos seus consumos, numa atitude cautelosa, os que se encontram em melhores situações econômicas efetuam dispêndios surpreendentes, ou inversões acima do padrão normal, depois de um longo período em que se mantiveram conservadores.

Assim, informa-se que estão sendo vendidos apartamentos que superam o valor de US$ um milhão nos melhores lançamentos imobiliários de Tóquio, chegando a se constituírem alternativas para aqueles que possuem confortáveis residências em regiões um pouco mais afastadas do centro. Neste mês de agosto, aproveitando alguns feriados e o verão, as viagens para o exterior dos japoneses crescem com relação ao mesmo período do ano passado, segundo o jornal Nikkei. As empresas japonesas aumentam seus investimentos no exterior, aproveitando o yen fortalecido, procurando localidades onde o custo da mão-de-obra não é tão elevado, ainda que isto sacrifique o emprego no próprio Japão.

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Conjunto de Notícias que Exigem Atenção

17 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , ,

Um conjunto de informações vindas das mais variadas fontes acaba formando um cenário que exige atenções dos analistas. A China deixou de ser produtora de quinquilharias baratas que invadem todos os países, como ainda pensam muitos. Os chineses estão adquirindo empresas em economias desenvolvidas, como as japonesas e norte-americanas, para conseguirem adicionalmente tecnologias e terem novos mecanismos de acesso a mercados no exterior, inclusive em setores de tecnologias de ponta. Os pesados investimentos que vieram fazendo por anos acabaram criando equipes competentes de engenharia e alta tecnologia, nossos concorrentes e impressionando o mundo.

O balanço comercial brasileiro continua superavitário graças às exportações brasileiras de baixo valor agregado, como matérias-primas e produtos agropecuários, cujos preços ainda se mantêm em patamares elevados, proporcionando receitas razoáveis. Mas nos produtos manufaturados já ocorrem crescentes déficits em decorrência do câmbio, entre outros fatores, inclusive com a importação de equipamentos chineses.

Industriais brasileiros que são exportadores competitivos de produtos manufaturados começam a sentir o aumento das importações de produtos que concorrem com os nacionais, muitos provenientes da China, cuja expansão interna sofre uma pequena desaceleração. Chegam a pedir medidas restritivas para usar o mercado interno brasileiro como alavanca para o seu aperfeiçoamento tecnológico, para se manterem competitivos.

Os chineses diversificam suas reservas externas que estavam concentradas nos títulos públicos norte-americanos, mas os influxos destes recursos em algumas economias, inclusive a brasileira, acabam provocando a valorização do câmbio nestes países, reduzindo a sua competitividade internacional.

São situações que vão se agravando ao longo do tempo, exigindo um conjunto de medidas que pode se chamar de política industrial, que proporciona resultados a médio e longo prazo, se uma economia desejar consolidar o seu processo de desenvolvimento.

As autoridades presentes, como as potencialmente futuras, necessitam tomar posições claras sobre este conjunto de situações que é fundamental para uma economia, notadamente as emergentes, como a brasileira. Ainda que estas situações não sejam percebidas pela opinião pública, ignorar este quadro é um grave crime de lesa Pátria, pois vai acabar afetando o futuro de segmentos importantes da população.

Estas situações não permitem gabar-se do passado recente, nem dos acervos dos recursos naturais. Exigem mobilizações de todos os recursos disponíveis, naturais ou humanos, para que sejam estabelecidos os objetivos e as estratégias pelas quais serão alcançadas, se possível com os estabelecimentos das metas com os seus prazos.


O Setor de Calçados no Brasil e no Mundo

16 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , ,

Se existe um setor industrial no Brasil que já passou por altos e baixos é o de calçados, que se prepara agora para competir com as mais conhecidas em todo o mundo, como a Nike e a Adidas, além da pirataria que existe por todas as partes. Apesar de dispor de matérias-primas como o couro, o Brasil ainda não dispunha de design e tecnologia para competir no mercado internacional há algumas décadas. Mas seus empresários foram suficientemente competentes para se tornarem players importantes no mundo.

Quem não conhece as histórias de sucesso como da Azaléia e da Alpargatas que, de matérias-primas plásticas, conseguiram com o seu design criativo conquistar uma parcela importante no mercado internacional, onde a concorrência é das mais acirradas. Nos calçados esportivos, como o tênis, grandes marcas mundiais efetuam as mais caras campanhas de publicidade, mas seus empresários entram no jogo, investindo fortemente na tecnologia.

Pedro Bartelle, diretor de marketing da Vulcabras, em foto de Neco Varella, da Agência Estado

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Sentimentos Recíprocos entre Japoneses e Chineses

16 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Integração | Tags: , ,

Como efeitos das guerras passadas, na Ásia ainda restam resquícios de restrições, como entre chineses e japoneses, que vão se reduzindo muito lentamente em função da maior integração econômica que ocorre na região. Uma pesquisa recente efetuada pelo jornal China Daily, junto com a ONG japonesa Genron, fornece informações importantes que mostram que os chineses estão melhorando o sentimento com relação aos japoneses, quando comparado a recíproca.

Mas todos consideram que o intercâmbio com os Estados Unidos continua mais importante que entre a China e o Japão.

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Compras dos Turistas Chineses em Odaiba

16 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

Os turistas chineses continuam surpreendendo no Japão. O bairro de Odaiba, uma nova atração criada sobre uma ilha artificial na baía de Tóquio, é adequado para o turismo das marinas, ao mesmo tempo em que facilidades para suas compras estão aumentando. A empresa japonesa Laox, que já era conhecida no famoso bairro de Akihabara pelas lojas de materiais eletrônicos, passou a contar com a participação da empresa chinesa Suning Applience. Montaram um esquema para atender os turistas chineses que são consumidores de produtos de qualidade, ainda que de elevado custo. Todas as facilidades são oferecidas, como vendedores falando fluentemente em chinês, cartões de crédito chineses, além de um serviço de “duty free”.

Uma pesquisa efetuada entre estes turistas mostra jovens entre 26 e 30 anos de idade, com 36% ganhando cerca de US$ 10.000 mensais, 51% graduados em universidades, exercendo atividades em nível gerencial, 53% residentes em Beijing e 25% em Xanghai. Antes eram empresários, que ficaram reduzidos a 6%.

Laox faz esforços para atrair turistas chineses

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Indústria Naval Brasileira

16 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , ,

O jornal Valor Econômico acaba de divulgar o seu Valor Setorial cobrindo o panorama atual da Indústria Naval no Brasil, que passa por um momento de grandes investimentos. Ainda que este estudo seja tardio, ele é útil, mas poderia cobrir em sua análise um período mais longo, pois se trata de um setor onde os investimentos são de longa maturação. A evolução dos últimos 10 anos mostra a expansão do número de empregados, mas se for tomado um período mais longo, pode-se lamentar que este nível já tinha sido atingido há décadas, e se trata somente de uma tardia recuperação.

O Brasil já contou com a maior indústria de construção naval do mundo, no início da década dos anos 80 do século passado, lançando mais navios que o Japão e a Coreia, cerca de um milhão de DWT anuais, tendo uma capacidade nominal para o seu dobro. Estamos hoje defasados tecnologicamente e para a exploração do pré-sal necessitamos aumentar o percentual de importação, pois esta atual indústria naval não tem condições ainda de sequer montar as nossas necessidades atuais, importando tudo que é relevante nestas embarcações. Um pouco mais de espírito crítico ajudaria a proporcionar um quadro mais realístico da nossa situação.

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Consumo dos Idosos no Japão

15 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

São frequentes as informações de que a idade média dos japoneses continua se elevando, tendência que deverá ser seguida, com defasagens variadas, pelos demais países. O que lá acontece poderá se observar em outras economias, com pequenas variações, pois as tendências demográficas apresentam uma razoável estabilidade.

O jornal econômico japonês Nikkei informa que o grupo dos consumidores de mais de 60 anos constitui-se hoje no mais importante que ajuda a sustentar a economia. Eles procuram novas atividades e manter a sua qualidade de vida. Muitos produtores estão desenvolvendo modelos específicos para atender a suas necessidades. A Fujitsu, por exemplo, desenvolveu um telefone celular com teclados maiores e outras especificações voltadas para este segmento dos consumidores, vendendo de 2 a 2,5 milhões destes modelos anualmente.

idosos

Consumidora da terceira idade experimenta o celular da Fujitsu em uma loja do Japão

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Aquisições Chinesas de Empresas Japonesas

15 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags: ,

Um fenômeno que surpreende muitos observadores está ocorrendo na Ásia. Empresas japonesas que entraram em dificuldades, com a queda da demanda na recente crise econômica que afetou muitos mercados, estão passando a contar com participações ou aquisições efetuadas por grupos chineses. O objetivo destas aquisições e participações é obter tecnologias, bem como aproveitar as marcas que os japoneses conseguiram no mercado.

As empresas que entraram em processo de concordata são os alvos principais, que podem ser feitos pelos fundos que os chineses dispõem, como a da conhecida Citic, que já possuem empresas de “merger and acquisition”, ou fusões e incorporações no Japão, com funcionários japoneses.

empresas

Qiu Yafu, da Shandong Ruyi, e Minoru Kitabake, da Renown

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