Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Automações e Robóticas

3 de Março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Gastronomia | Tags:

O respeitável jornal econômico japonês Nikkei noticia que a empresa Suzumo Machinery , pioneira nas máquinas de produção mecânica de shushis desde 1981, centrou-se obstinadamente no desenvolvimento tecnológico das mesmas.

O seu mais recente robô, de apenar 60 centímetros de altura, é capaz de produzir 3.600 unidades de sushis em apenas uma hora.  E a sua qualidade chega aos feitos pelos profissionais, tanto na forma como na maciez.

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Economistas e Suas Visões

3 de Março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , ,

A consagrada economista Joan Robinson ensinava que havia estudado economia para não ser enganada pelos economistas.   Evidentemente, em todas as profissões existem os bons e os que podem ser considerados pouco eficientes. No entanto, temos sempre que admitir que as visões de um economista podem ser tendenciosas, correndo o risco de se fazer uma simplificação da complexa realidade.  Eu sou um economista.

Em todas as economias, mesmo as consideradas atualmente menos dinâmicas, existem segmentos que continuam lutando para adaptar-se a situação dominante, acabando por conquistar um espaço, mesmo na adversidade. Os macroeconomistas, com a sua pretensão de uma visão global, acabam perdendo a capacidade de notar as revoluções que podem estar ocorrendo, principalmente entre as pequenas e médias empresas, que acabarão crescendo.  Enquanto outras grandes, que chamam a atenção atualmente, tendem ao declínio, numa saudável mobilidade.

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Localização dos Mercados Financeiros Asiáticos

2 de Março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

Se existem atividades sensíveis a pequenas diferenças tributárias e entraves burocráticos, destacam-se as envolvidas com as financeiras.  O jornal Nikkei reporta as dificuldades que estão sendo enfrentadas por Tóquio, apesar dos esforços das autoridades.

Desde 1990, o Japão apresentou sua pretensão de se tornar o grande centro financeiro da Ásia e muitos executivos se instalaram no bairro de Moto Azabu, que hoje está parcialmente ocioso.

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Enxurrada de Inovações Tecnológicas na Ásia

2 de Março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , , | 2 Comentários »

Para quem abre os jornais eletrônicos asiáticos de vários países fica impressionado com a verdadeira enxurrada de inovações tecnológicas que são anunciadas, tanto pelas empresas como pelos centros de pesquisa.

Neste mundo globalizado e cada vez mais competitivo, para superar as dificuldades que são impostas pela crise que continua afetando o mundo, os empresários necessitam descobrir novos produtos, mais baratos e eficientes.  E estão empenhados nesta dura luta pela sobrevivência, introduzindo dezenas de inovações.

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Distribuição de Renda nos Países Emergentes

2 de Março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: ,

Um dos problemas mais complexos de política econômica na aceleração do desenvolvimento é a tendência para piora na distribuição da renda.  Isto vem ocorrendo na China, na Rússia e na Índia, sendo o Brasil uma das raras exceções, apesar de opiniões em contrário.

A maior escassez no desenvolvimento são empresários ágeis e recursos humanos de alta qualificação, e o preparo destes envolvem um processo demorado de educação e treinamento.  A escassez relativa acaba provocando uma rápida elevação do ganho de alguns segmentos, enquanto a massa de trabalhadores demora mais para incorporar melhorias de rendas reais.

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Suporte Oficial Japonês Para o Trem Rápido

1 de Março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Destaque, Trem Rápido | Tags: , , , , ,

Depois de perder uma grande concorrência de projetos de usinas nucleares nos Emirados Árabes Unidos, o governo japonês acordou para a atual realidade internacional.  Sem uma intensa coordenação das agências governamentais com o consórcio de empresas japonesas, não há como ter condições competitivas.

O respeitável jornal econômico japonês Nikkei noticia hoje que o governo japonês está ciente desta necessidade, tanto que o primeiro-ministro revelou a disposição de ajudar o setor privado japonês numa concorrência na Ásia.  O mesmo fará no Brasil.

Agora, este jornal noticia que, por intermédio do JBIC – Japan Bank for International Cooperation, haverá uma assistência oficial para o consórcio japonês participar da concorrência que será efetuada no Brasil, ligando Campinas a São Paulo, Guarulhos até chegar ao Rio de Janeiro.  Volta a atuar como o consagrado “Japan Inc.”

A concorrência será acirrada, pois franceses, alemães, chineses e coreanos estão dispostos a participar da concorrência brasileira, usando todos os instrumentos que dispõem.  Como o edital permite a exploração do complexo ligado ao trem rápido, por um longo prazo de 40 anos, o consórcio que deverá incluir uma empresa ferroviária japonesa ganha competitividade, com a experiência acumulada no Shinkansen.

O adequado aproveitamento dos imóveis próximos de onde se localizam as estações ferroviárias se torna estratégico para baixar os custos das tarifas, ponto importante no edital.

A tecnologia japonesa é considerada adequada para as características brasileiras, pois há um desnível de cerca de 700 metros entre São Paulo e Rio de Janeiro, e a nipônica, que apresenta tração em todos os vagões, ajusta-se aos trechos acidentados.

O ponto crucial torna-se, agora, os participantes brasileiros do consórcio japonês, por conhecerem as especificidades brasileiras, além de longa experiência em projetos de envergadura, inclusive de exploração de infraestrutura depois da privatização, envolvendo conhecimentos que vão além da engenharia.  Os problemas enfrentados pela Toyota mostram a importância do conhecimento local muito profundo.

Uma visita do mais alto escalão do governo japonês ao Brasil seria oportuna, pois outros países estão realizando a mesma.  Uma conversa direta com o governo brasileiro sempre resulta num posicionamento estratégico, como está se notando no caso dos aviões para a FAB.  Tudo exige o máximo cuidado.

O jogo está se tornando interessante, com grandes vantagens para o Brasil.


Alimentos com Menos Produtos Químicos

1 de Março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Tecnologia | Tags: , ,

Os japoneses são hoje os maiores consumidores de produtos agrícolas chineses.  Percorrendo os supermercados japoneses, nota-se a invasão de legumes e hortaliças chineses que estão sendo oferecidos, sendo que as produções locais se concentram nos produtos de elevado valor comercial.

Agora, as empresas japonesas ligadas a universidades como a de Tsukuba e de Ibaraki, como a Academia Active Organics LLP, está procurando capitalizar o interesse dos produtores chineses no uso de métodos que utilizam menos produtos químicos. A notícia está no Nikkei.

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Crescimento das Economias Asiáticas

1 de Março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: ,

As informações sobre a retomada do crescimento econômico nos países asiáticos, a partir do final do ano passado, continuam constantes na mídia mundial.  Além do que ocorre na China e na Índia, noticia-se agora no respeitável jornal Nikkey que a Tailândia, Malásia, Indonésia e Cingapura, cinco países do grupo ASEAN, apresentam uma média de crescimento anualizado no último trimestre de 2009 de 7,6%.

Isto faz com que este grupo de cinco países se torne um dos motores do crescimento asiático, depois da China que cresceu 8,7% no ano passado e da Índia, que no ano que termina em março, deve crescer 7,2%.

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José Mindlin

1 de Março de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , ,

Muito vai se falar sobre esta importante personalidade que nos deixou.  Suas múltiplas facetas, como intelectual, bibliófilo, apoiador da cultura, empresário inovador, político nos bastidores.  Eu, que tive o privilégio de conviver um pouco com ele, vou concentrar minha contribuição ao seu trabalho pelo intercâmbio com a Ásia, notadamente o Japão.

José Mindlin foi o incentivador e presidente brasileiro do Comitê Empresarial Brasil-Japão junto com a poderosa Keidanren – Federação das Organizações Econômicas do Japão por um longo tempo.  Fizemos muitas viagens para aquele país e participamos de muitas reuniões aqui no Brasil e no Japão, com os mais importantes empresários de ambos os países.

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Readaptação dos Filhos dos Brasileiros no Brasil

28 de Fevereiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , ,

Apesar da volta de trabalhadores brasileiros do exterior, em função da crise que assola todo o mundo, devemos entender este fenômeno como um desafio que afeta a todos que viveram em outros países, com culturas diferentes das nossas.  Precisamos transformar limão em limonada.

Os filhos dos nossos diplomatas, dos executivos expatriados para outros países, todos enfrentam estes desafios. E ainda que sejam dramáticos para os trabalhadores que ficaram conhecidos inadequadamente como “dekasseguis”, eles são comuns com os que estão retornando da Europa ou dos Estados Unidos.

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