Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Vietnam, o Novo Tigre Asiático

17 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , ,

Um dos países conhecidos pelos sul-americanos mais pelas guerras com os franceses e depois com a dramática expulsão dos norte-americanos é o Vietnam. Hoje é considerado um dos mais promissores Tigres Asiáticos pelos que o conhecem profundamente, como um especialista da ONU que lá trabalha e com quem trocamos algumas informações.

É um país de somente cerca de 330 quilômetros quadrados, mas que conta com uma brilhante história de lutas e afirmação, e uma população superior a 83 milhões de habitantes, que continua crescendo mais de 2% ao ano. Seu PIB chega a US$ 240 bilhões e cresce 6% ao ano, taxa superior ao atual do Brasil.

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Novo Uruguai

17 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , ,

Quando um amigo perguntou-me o que poderia ser feito no novo, mas pequeno Uruguai (só tem cerca de 19,8 quilômetros quadrados), lembrei-me de duas coisas que me ficaram na memória: um experiente banqueiro internacional informou-me que, aposentado, iria viver no Uruguai que tem um dos melhores sistemas tributários para pessoas como ele; o caso de um Estado-Cidade que é Cingapura, com seu sucesso reconhecido.

No Uruguai, a oposição ganhou as eleições e é constituída por muitos antigos “tupamaros”, que devem assumir o poder em março próximo. Só tem 3,3 milhões de habitantes e fica como um “sanduíche” entre a Argentina e o Brasil, pertencendo ao Mercosul, mas os uruguaios têm um nível de renda per capita superior ao dos brasileiros.

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Panorama da Arte Chinesa em Português

16 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Livros e Filmes | Tags: , , , , ,

Quem deseja ter um panorama geral da arte chinesa nos últimos cinco mil anos não deve perder os dois volumes, em português e inglês, de alto luxo, editados pela Brasil Connects Cultura e Ecologia, baseados no que foi exposto na brilhante mostra realizada em 2003 no Ibirapuera, São Paulo.

Organizado pelos governos Brasileiro e Chinês, o primeiro volume refere-se às Relíquias de Shaanxi e os Guerreiros de Xian. Contém um didático cronograma, semelhante aos usados nos museus franceses, fazendo uma comparação do que ocorreu na China, no Velho Mundo, no Novo Mundo e no Brasil, nos últimos oito mil anos. Fica claro aos leitores o quanto é antiga e rica a cultura chinesa, documentada pelas relíquias que foram expostas.

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Oswaldo Kawakami Pondera

16 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags:

Todos os sul-americanos que trabalham com a Ásia conhecem Oswaldo Kawakami. Para os que ainda não têm este privilégio, vou apresentar algumas de suas qualificações. Ele é, por muitos anos, o presidente da Câmara Brasileira de Comércio no Japão. É CEO e presidente da Nansin Sekiyu KK, a refinaria adquirida há alguns anos pela Petrobras no Japão, e gerente geral da Petrobras em Tóquio, que supervisiona todas as operações na Ásia. Precisa de mais alguma coisa?

Certamente está entre os empresários sul-americanos mais bem sucedidos na Ásia, conhecendo profundamente as diferenças culturais de cada uma das localidades em que acumulou uma notável experiência. Ele observa que muitos dos nossos empresários acham que os orientais são iguais. Ledo engano, as diferenças locais precisam ser respeitadas.

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Esforço Econômico Coreano com Preservação da Qualidade

16 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , , , | 2 Comentários »

Como qualifica o embaixador brasileiro na Coreia do Sul, Edmundo Fujita, este país está consciente que deve desenvolver uma cultura de sanduíche, por estar entre dois gigantes econômicos: o Japão e a China. Com grande pragmatismo, sabendo que conta com um mercado interno ainda limitado, desenvolve esforços para se manter competitivo no mercado internacional.

Os 30 maiores conglomerados coreanos indicam que, neste ano de 2010, seus investimentos devem crescer em cerca de 16,3%, ao mesmo tempo em que o emprego cresce 8,7%. E é preciso notar que este esforço se efetua paralelamente a um dos maiores empenhos em melhorar as condições do meio ambiente.

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O Dilema do Google na China

15 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , , , , | 1 Comentário »

A matéria de Jessica E. Vascellaro, do The Wall Street Journal, saiu no Valor Econômico de 15, 16 e 17 de Janeiro com o título de “Censura na China…”, quando meu texto sobre Empresas Estrangeiras na China envolvendo o Google foi elaborado no dia 14, em torno das 18h, como está registrado no meu computador. Não estou disputando a primazia, pois este assunto já estava no noticiário ha alguns dias, mas para evitar qualquer dúvida sobre plágio.

Só desejo opinar sobre o dilema que esta grande empresa, que está prestando um grande serviço no mundo, encontra-se colocada. Como expliquei, e a matéria do Valor Econômico confirma, muitas empresas estrangeiras, inclusive norte-americanas, não obtêm lucros na China, mas nas atividades que desenvolvem com produtos lá fabricados e comercializados no mundo todo.

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Empresas Estrangeiras na China

15 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , , , , , | 2 Comentários »

Um analista experimentado dizia que a China é um “negócio da China” para os chineses, e comentava que a maioria das empresas estrangeiras não obtinha lucros naquele país.  Agora, a Google ameaça deixar aquele país, o que está sendo interpretado pelas autoridades locais como uma reação devida a criação de uma entidade nacional para operar a comunicação utilizando os e-mails.

Meus amigos que vivem em países asiáticos informam que recebem dezenas de e-mails por dia da China, de muitas organizações ou dissidentes do governo.  Sem dúvida, a melhoria do padrão econômico resulta na natural aspiração por mais liberdade, enquanto o governo chinês tenta coibir este movimento, “espionando” alguns que os enviam, o que é condenável.

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Solidariedade Mundial

15 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , | 2 Comentários »

O terrível terremoto que ocorreu no Haiti está despertando uma solidariedade mundial, até nos países asiáticos.  A China está enviou uma equipe de especialistas em socorros desta natureza; a Coreia e o Japão colaboram com alguns recursos, apesar de disporem de “expertise” para estes desastres, ainda que numa escala menor.  No Japão, todos os habitantes passam por treinamentos promovidos pela defesa civil para os casos de terremoto.

O que está ocorrendo com este lamentável episódio que envolveu muitos brasileiros é  a demonstração de que tais casos devem se concentrar nas ajudas regionais.  O Brasil já contava com o comando de tropas da ONU para ajudar em alguns problemas do Haiti e agora está profundamente envolvido na assistência às vitimas, inclusive com recursos apreciáveis.

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Novas Culinárias Asiáticas

14 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Gastronomia | Tags: , , , ,

A América do Sul, dada a ampla diversidade de gostos dos seus consumidores, estimula um grande número de empresários a trabalharem com as culinárias asiáticas, que enriquecem as alternativas disponíveis.  Muitos que viajam pela Ásia tomam conhecimento das iguarias lá existentes, o que é ótimo, e procuram trazer para cá, fazendo adaptações livres.

No entanto, a adaptação para o paladar que se supõe seja o dos sul-americanos e as disponibilidades de matérias-primas locais exigem cuidados.  Todas as culinárias costumam ter uma base que nem sempre é absorvida pelos que as preparam, e a química que ocorre com as combinações das matérias-primas ou ingredientes podem acabar provocando desastres.

Um dos absurdos que tenho encontrado nos restaurantes é o uso do “shitake” local (um cogumelo que costuma ser utilizado seco por muitos asiáticos, semelhante ao “funghi secchi” italiano), como se fosse um substituto mais barato do importado, e ainda utilizado fresco.

Ora, o “funghi secchi” combina muito bem com o creme de leite, mas o “shitake” choca-se com derivados de leite.  O que se costuma é combinar o “shitake seco” com o “mirim” (uma espécie de “sakê” para a culinária), e se ajusta melhor com um vinho branco que se assemelha mais com aquela bebida oriental.

A disseminação não adequadamente assimilada do “sashimi” e do “sushi”, para mim, é uma calamidade.  Os brasileiros, por exemplo, são muito criativos e capazes.  Um verdadeiro “sushiman” japonês leva onze anos para ficar completo, pois também é um “chef” e vai aprendendo “filando” dos mais veteranos, começando por lavar pratos.  Aqui se prepara um profissional em menos de onze horas…

Num balcão de um restaurante de “sushi” respeitável no Japão, conversa-se sobre a procedência do pescado, a época mais adequada para cada variedade, e o “sushiman” sabe tudo, dá uma verdadeira aula.  Aqui, mal se consegue informar que foi adquirido no Mercado Municipal, quando não foi entregue pelo peixeiro.  Mal sabem servir produtos que neutralizam a boca, para apreciar diferentes frutos do mar, cujos sabores são evidentemente diferentes.  Ainda que no Brasil se disponha de camarões de diversas variedades, mal conhecem os que procedem de Santa Catarina.  Nem os “sushimen” nikkeis sabem que existe, no Maranhão, uma variedade que se aproxima do “ama ebi” (camarão doce) que é apanhado na praia, quando as águas refluem depois das ondas.

É ótimo que sejam criativos, mas depois de aprenderem o básico, por favor.


Sinais do Tempo

14 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , , , , ,

Em que pese o fracasso da reunião de Copenhague ao tentar um compromisso global, com metas definidas para evitar o aquecimento que está ocorrendo no mundo, constata-se evidentes sinais que esforços estão sendo feitos em todos os países relevantes na matéria. Tanto na China e Estados Unidos, mundo desenvolvido, quanto nos emergentes. A consciência global está constatando que algo precisa ser feito de concreto para evitar um desastre total, no que está sendo ajudada pela mídia, e muitos entendem que as atuais irregularidades climáticas podem estar vinculadas com este aquecimento.
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