Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Longa Metragem de Animação “Rio” É Sucesso Mundial

24 de abril de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , ,

Imperdível, agrada a todos, até aos adultos. A tecnologia digital de alta definição em 3D hoje disponível não permite fazer paralelos com o passado, mas ajuda a levantar o moral dos brasileiros. A animação “Rio”, do consagrado carioca Carlos Santana (2011), que tem como personagem principal Blu, uma arara azul brasileira, ave em extinção, está quebrando recordes de arrecadação no mundo. Uma produção milionária da 20th Century Fox realizada em Holywood deve proporcionar um retorno elevado, podendo chegar ao Oscar com um grande roteiro e uma mensagem ecológica, ao mesmo tempo em que promove o turismo, visando tanto a Copa do Mundo como as Olimpíadas.

Outro importante desenho animado do passado, “Alô Amigos”, tinha como personagem Zé Carioca, criado por Walt Disney (1942) utilizando um papagaio do Brasil, na época em que Carmem Miranda fazia sucesso na terra do Tio Sam. Os Estados Unidos estavam cortejando os brasileiros que decidiram participar das Forças Aliadas com a FEB na Segunda Guerra Mundial, facilitando a travessia das tropas pelo Atlântico em direção à Europa. Ambos os filmes têm como pano de fundo a Cidade Maravilhosa, retratando seus atrativos, incorporando um pouco da “malandragem” carioca no bom sentido, despertando o orgulho dos brasileiros.

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Conhecer o Japão Com Muitas Economias

23 de abril de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Turismo | Tags: , | 4 Comentários »

É natural que haja uma retração muito elevada de turistas estrangeiros nesta alta temporada japonesa, desde a primavera até o outono do Japão. Exatamente porque existem resistências psicológicas em decorrência das radiações que continuam ocorrendo em Fukushima Daiichi, que nunca foi a região-alvo dos turistas. Assim, surge a oportunidade de fazer uma visita mais em conta por outras regiões daquele país. Um programa da NHK, a televisão oficial japonesa, mostrou como um dirigente de uma agência de Hong Kong está aproveitando esta oportunidade, visitando pessoalmente Tóquio e outras regiões mais ao sul do Japão, para constatar como está a vida japonesa real, que já voltou ao normal.

Os voos estão mais fáceis de serem obtidos, os custos de muitas passagens estão mais baixos e novas empresas estão voando da América do Sul com serviços esmerados, com variadas escalas na Europa, Oriente Médio e em interessantes cidades asiáticas. Nada como o aumento da concorrência dos prestadores de serviços. Permitem que se conheçam também outros centros importantes do ponto de vista turístico, como Barcelona ou Cingapura.

Os hotéis em Tóquio chegam a apresentar pacotes que permitem cerca de 80% de redução sobre seus custos normais das diárias, segundo o jornal Nikkei.

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Empresário brasileiro comemora boas vendas na Páscoa

23 de abril de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: ,

Portal Web News
Reportagem: Eder Hashizume


Entre os ovos de Páscoa recheados, o empresário Lucas Miho, comemora o bom desempenho deste ano

Devido ao Grande Terremoto Tohoku Kanto, seguido do maremoto (tsunami, em japonês) e o perigo da radiação, que provocaram o retorno de milhares de brasileiros ao Brasil, muitas lojas brasileiras de produtos em Gunma não se preocuparam em se abastecer para a Páscoa deste ano, temendo um fraco movimento. Inclusive, em alguns estabelecimentos, os tradicionais ovos de chocolates nem foram expostos. Mas, muitos não deixaram de comemorar a tradicional data cristã, que relembra a ressurreição de Jesus Cristo, e tiveram a grata opção de encontrar um produto diferenciado: o ovo de chocolate recheado.

Encontrar Lucas Miho, de 40 anos, nessa época do ano na loja Amor em Cestas, é muito difícil. Vai chegando a Páscoa e ele geralmente pode ser encontrado ajudando seus funcionários em seu outro empreendimento, a fábrica Truffa & Cia, na produção de ovos recheados. Apesar do grande abalo ter provocado o retorno de milhares de brasileiros, o empresário comemorou o desempenho. “As vendas deste ano se estabilizaram e mantivemos os mesmos números dos quatro anos passados”, afirmou. Nessa época do ano são feitos cerca de dois mil ovos. Os pedidos surgem de todo o Japão, do norte ao sul, e algumas bastante distantes, como Hiroshima.

O produto é uma boa opção de presente para a data festiva cristã. O mais vendido é o Prestígio, recheado com coco. Cada casca de ovo de chocolate recebe uma generosa porção de um dos onze recheios. Não são totalmente maciços já que, por dentro, são colocadas balas de coco. “Já faz três anos que nossos clientes descobriram essa opção. E essa é a tendência do mercado, que é a de procurar ovos de chocolate diferenciados”, explicou Miho.

Foi no século XX, que ovos de Páscoa foram criados como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. A tradição do coelho da Páscoa surgiu no norte da Europa há mais de 350 anos. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa. Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida.

Páscoa, artes e prova

Alunos do Centro de Estudos Paralelo penduram ovos coloridos em galhos secos que representa Jesus Cristo: prova de artes e chocolate

Ainda, em Ota, os alunos do Centro de Estudos Paralelo comemoraram a Páscoa de uma maneira nada convencional: fazendo prova. Parece ruim? Até que não. É que as crianças tiveram que fazer pinturas com motivos sobre a Páscoa em cascas de ovos de galinha. O trabalho valia nota para o teste de educação artística. No final, eles penduraram os ovos coloridos em uma árvore seca, que representava Jesus Cristo crucificado. Os estudantes comemoraram as boas notas e ganharam ovos de chocolate da instituição de ensino reconhecida pelo governo japonês e brasileiro.


Ter uma “fazenda” no quintal de casa é possível

23 de abril de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , ,

Produzir o próprio alimento torna-se cada vez mais comum. Em meio ao caos da cidade grande, muitos encaram essa tarefa a sério

Verônica Mambrini, iG São Paulo

Há seis anos, o professor Luciano Legaspe não compra mais ovos ou leite. E zerou seu lixo orgânico. Nem sequer um talo de alface é recolhido pela coleta de lixo de Cotia, cidade onde mora, a 30 quilômetros de São Paulo. “Quando morávamos em apartamento, já separávamos a matéria orgânica para trazer para a chácara, nos fins de semana. Fui comprando os animais de pouquinho e a matéria orgânica era consumida por eles. O que eles não comiam virava adubo.” Vieram galinhas, coelhos, uma vaca, uma cabra, uma horta e o pomar. E o professor e sua família mudaram de vez para a chácara.

Como a criação cresceu muito, ele comprou um sítio, mas mantém uma pequena criação em casa. “A cabra e a vaca ficaram com a gente pelo menos uns cinco anos. Nunca tive problema com os vizinhos”, afirma. “Claro, a família precisa curtir; se sua esposa acha um absurdo, vira um problema.” O filho do casal, de sete anos, acompanha tudo e ajuda a cuidar da criação. A esposa de Luciano se encarrega de transformar o leite em diversos tipos de queijo, manteiga e chantilly. A vaca e a cabra rendem cerca de 15 litros de leite por dia, no pico da produtividade. “Muito mais do que a nossa necessidade”, afirma Luciano.

Para ter uma boa produção de ovos – que supra as necessidades de uma família de até quatro pessoas – ele afirma que bastam meia dúzia de galinhas e os restos orgânicos frescos da alimentação. “Com a sobra vegetal de uma família, você nunca terá que comprar ração. Dá para criar os animais tranquilamente. Uma galinha come no máximo 200 gramas por dia.”

De quebra, com a alimentação diversificada e o bicho criado ciscando, os ovos orgânicos tendem a ser de melhor qualidade do que os de granja, de acordo com o professor. “Galinha é onívora, e combate insetos. Quem mora em sítio gosta de galinha porque ela controla aranha e escorpião”, exemplifica. Luciano vê na sua criação mais do que autonomia: ele enxerga uma forma de vida diferente – mais equilibrada e possível. “Por que eu não posso ter um ganso em vez de um cachorro, para guardar minha casa?”

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Foto: Alexandre Carvalho/ Fotoarena

Galinhas, patos e gansos habitam a chácara


Mobilização Surpreendente de Voluntários

22 de abril de 2011
Por: Naomi Doy | Seção: Notícias | Tags: , , ,

O Centro de Ajuda Voluntária de Tóquio, em Shinjuku, visando gente que trabalha em seus afazeres normais, mas almeja poder fazer trabalhos voluntários, abriu inscrição para 200 pessoas interessadas em se engajar no feriado do Golden Week (que emenda alguns feriados japoneses). A tarefa principal é para ajudar na remoção de escombros e lama em cidades do litoral leste atingidas pelo tsunami. O anúncio, colocado na internet do dia 20 último, teve 600 inscrições nos primeiros 10 minutos, o que levou o Centro a interromper as inscrições para fazer uma primeira seleção. As condições básicas desejáveis são: ter tido experiência de ajuda voluntária em desastres naturais; ter carteira de motorista; ter condições de saúde para enfrentar jornada dura.

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Profundas Mudanças Mundiais Provocadas pelo Japão

22 de abril de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , ,

O jornal japonês Yomiuri, cuja tiragem normal supera a casa da dezena de milhões de exemplares diários, tem o site Daily Yomiuri Online, que postou um interessante artigo escrito por Yuji Yoshikata e Taro Nishijima, correspondentes nos Estados Unidos. O título “Quake seen as ‘teachible moment’ in US” (tradução livre, O tremor parece um ‘momento de ensino’ nos Estados Unidos) informa que os lamentáveis problemas enfrentados pelos japoneses estão provocando discussões nas salas de aulas dos cursos secundários até no bairro de Queens,em Nova Iorque.

Matérias jornalísticas publicadas no The Daily Yomiuri, NHK’s Web site e The New York Times estão sendo aproveitados pelos professores para discussões em classe. A editora do Times, Katherine Schulters, informa que os assuntos relacionados com o Japão estão entre os dois dos cinco mais populares materiais de ensino atualmente. Um modesto site como este Asiacomentada triplicou as visitas recebidas depois de 11 de março último.

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Crescimento das Economias Asiáticas Continua

22 de abril de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia e Política | Tags: , , | 2 Comentários »

Uma série de estudos efetuados mais profundamente mostra que a Ásia continuará crescendo, apesar dos recentes problemas japoneses, com transformações que já vinham ocorrendo na última década. Uma entrevista concedida pelo presidente do ADB – Asian Development Bank, Haruhiko Kuroda, ao jornal econômico japonês Nikkei foi publicado no dia 21 de abril do Japão. Também o Financial Times publicou no último dia 20 um interessante artigo da jornalista Valentina Romei mostrando que profundas transformações vêm ocorrendo na cadeia de suprimento asiático entre os anos 2000 e 2009, fazendo com que os emergentes asiáticos já venham substituindo os fornecimentos japonês de componentes industriais, que pode se acelerar agora.

O ADB estima que os países emergentes da Ásia devam crescer 7,8% neste ano, e 7,7% em 2012, que são números elevados, e até o Japão desenvolvido voltará a recuperar-se a partir de julho ou depois, certamente entre julho e setembro, devido a demanda decorrente da reconstrução, segundo Haruhiko Kuroda.

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Haruhiko Kuroda, presidente da ADB

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A Ásia e o Verdadeiro Sentido da Páscoa

20 de abril de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , , | 2 Comentários »

A Páscoa é comemorada no Ocidente com forte influência do cristianismo, como um marco do renascimento, com a ressurreição de Cristo. Mas também é comemorado de forma diversa pelos judeus, e sempre se trata de um momento de reflexão para as nossas vidas. Eles comemoram a saída do Egito em direção a Israel, a Terra Prometida. No caso da maioria dos países orientais, predominam outras religiões, mas outras datas acabam tendo sentidos semelhantes, como o reflorescer da vida com a primavera.

Para os sul-americanos que vivem, por exemplo, no Japão, sente-se uma carência da Páscoa como a falta de um Natal, que se tornou somente uma data para promoções comerciais. Os ovos que simbolizam este renascimento não são generalizados nas lojas, ficando restritas somente para aquelas voltadas às pequenas comunidades de estrangeiros ou cristãos, que são minorias.

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Profundas Revisões nas Políticas Econômicas

20 de abril de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: , ,

O jornal Valor Econômico de hoje inclui um importante suplemento chamado Eu & Fim de Semana, onde o jornalista Alex Ribeiro publica uma entrevista com Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI e considerado um dos pais da atual macroeconomia, e uma matéria sobre as reuniões que estão ocorrendo para uma profunda revisão dos conhecimentos teóricos em que se baseiam as atuais políticas econômicas, que entre outros reúnem prêmios Nobéis como Robert Solow, George Akerlof e Joseph Stigltz, como já noticiado neste site em 11 de abril último.

A importância destas revisões é que reconhecem que as atuais críticas que vem sendo formuladas pelos economistas ligados ao sistema financeiro ao atual governo brasileiro e ao Banco Central carecem de fundamentos. Não se pode utilizar somente a elevação de juros para manter a inflação sob controle, mas muitos objetivos são perseguidos simultaneamente, fazendo com que um conjunto de medidas deva ser utilizado, como já foi feito no passado. O mercado ajuda em muito, mas o governo precisa agir como na estabilidade cambial, evitando valorizações exageradas que acabam prejudicando as exportações, facilitando as importações e cortando empregos.

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Somente especialistas em economia podem avaliar profundamente as consequências destas revisões, mas quando o mundo está passando por turbulências econômicas, mesmo os leigos podem sentir que algo está errado. Os títulos públicos dos Estados Unidos estão sendo colocados em dúvidas, países europeus necessitam de assistência financeira internacional, o mundo sofre pressões inflacionárias, a reconstrução japonesa exige volumosos recursos, o mundo árabe enfrenta dificuldades. São as economias emergentes como a China, a Índia, o Brasil, a Rússia e até a África do Sul que ganham importância no cenário internacional, ainda que mal compreendidos pelos economistas que estão se defasando da realidade em defesa de um sistema financeiro que só visa o seu lucro, a custa dos problemas da população mundial.

Quem foge dos preceitos defeituosos pregados como religiões por estes economistas acabam sendo criticados. O Brasil vem sendo destacado por estes renomados economistas, pois está na vanguarda da renovação da política econômica, que incomoda os bancos, infelizmente. O poderoso lobby internacional montado pelo sistema financeiro envolvendo televisões, jornais, revistas e rádios só pregam a elevação dos juros, como um santo remédio, ainda que isto arrase as economias que tentam crescer, melhorando o padrão de bem-estar de suas populações, voltando à recessão que foi provocada por eles em 2008.

É importante que todos saibam que estes economistas vieram efetuando análises viesadas, e que no passado, quando não havia uma sofisticação tão grande no sistema financeiro, muitas das medidas hoje aceitas já eram aplicadas, e que a intervenção do governo justifica-se em muitos casos, para defesa da produção e do emprego. Os que vinham sendo atacados porque se posicionavam a favor do desenvolvimento, do aumento da oferta e melhoria da distribuição de renda sentem-se com a “alma lavada”, por este reconhecimento. O mercado pode ajudar, mas precisa ser controlado em seus excessos pelas autoridades ou regulações adequadas, que os bancos ainda não aceitam.

Só eles desejavam ficar com os lucros, mesmo nas recessões, e os prejuízos socializados pela população.


Faleceu o Doutor Teiichi Haga

19 de abril de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , , | 24 Comentários »

Aos 95 anos bem vividos, faleceu o doutor Teiichi Haga, formado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1940, deixando esposa, filhos e netos. Seus pais chegaram ao Brasil no Kasato Maru, o navio que trouxe a primeira leva de imigrantes japoneses. Ele nasceu e morou por muitos anos na rua Conde de Sarzedas, no bairro da Liberdade, o primeiro núcleo dos japoneses em São Paulo, tendo estudado na Escola Taisho (Escola Piratininga durante a guerra) na sua época pioneira, em torno de 1920, quando era a primeira escola primária da comunidade onde se lecionava japonês e português.

Ele era um arquivo ambulante da história da comunidade em São Paulo da época, com uma privilegiada memória preservada integralmente até a sua morte. Personalidade alegre e animada, gostava de cantar músicas em português como em línguas estrangeiras, como o italiano, francês e inglês.

Foi uma figura importante na fundação da Liga Estudantina Nipo-Brasileira ainda em 1934, que reunia a elite de estudantes nikkeis, publicando seus artigos na pioneira revista Gakusei e Transição, ainda antes da Segunda Guerra Mundial. Foi a fonte principal que me permitiu escrever o livro “O Olhar dos Nisseis Paulistanos”, no qual anexei uma entrevista com ele.

Teiichi Haga

Ele foi advogado da famosa colonizadora Bratac, que entre muitas organizações resultou no Banco América do Sul e cidades como Bastos e Assaí. Ajudou dona Margarida Watanabe a organizar a defesa dos japoneses presos durante a Guerra e assistir as suas famílias, e a elaborar os estatutos do Ikoi-no-Sono, Instituto Dom José Gaspar. Foi presidente do São Paulo Base-Ball Club.

Na Liga Estudantina, convivia com personalidades importantes da comunidade Nikkei, como os deputados federais Yukishigue Tamura, João Sussumu Hirata e Diogo Nomura, deputado estadual Ioshifumi Utiyama, o ministro Fábio Yasuda, o doutor Masaaki Udihara que foi o único nikkei oficial da FEB (cujo diário transformei no livro “Um médico brasileiro no front”) e jornalistas como Hideo Onaga e José Yamashiro.

Na Faculdade de Direito, foi colega do deputado federal Ulisses Guimarães. Para poder estudar, entregava os doces que eram preparados pelo seu pai para as famílias ricas de São Paulo que moravam nas avenidas Paulista e Angélica.

Ele era conhecedor profundo da vida dos japoneses em São Paulo durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar de tudo isto, nunca foi lembrado para ser condecorado pelas entidades nikkeis ou governo japonês.

Com seu falecimento, virou-se uma página importante da história da comunidade nikkei no Brasil, deixando muitas saudades.