Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Nos Países Desenvolvidos os Idosos Continuam Cautelosos

16 de Maio de 2017
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , , ,

Ben Stevermen publicou um artigo no site da Bloomberg informando que os idosos norte-americanos procuram poupar acima do indispensável enquanto os jovens não o fazem como suas gerações passadas.

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Tabela publicada no artigo do site da Bloomberg, cujo artigo vale a pena ser lido na sua íntegra

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O Trabalho no Japão Principalmente Feminino

29 de julho de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Economia, Editoriais | Tags: , ,

Um artigo publicado por Chris Cooper e Yuki Hagiwara no site da Bloomberg informa sobre as dificuldades das mulheres no Japão aumentarem a sua contribuição nos trabalhos formais de período integral, como ocorre em outros países da OCED – que reúne os desenvolvidos. Objetivo que está sendo almejado pelo governo, diante da redução de sua população na faixa do período ativo, com o aumento dos idosos e redução das crianças. Como continua vigorando naquele país a cultura dos assalariados da maioria das empresas que atingiram o nível de gerência, homens como mulheres, executarem o chamado “horas extras” que costumam ir até altas horas da noite, muitas mulheres que possuem família recusam estas promoções. Desejam contar com o período regular de trabalho nos escritórios, para jantarem em casa com seus filhos como o esposo, além de atenderem outros afazeres domésticos, como complementar a educação dos seus filhos, onde os homens continuam com poucos encargos.

De acordo com um relatório do governo japonês naquele país, somente 11,2% das mulheres ocupam cargos de gestão, enquanto no Reino Unido é de 34,2% e nos Estados Unidos chegam a 43,7%. Tendem a frustrar a intenção governamental de aumentar a sua participação, ainda que algumas facilidades estejam sendo oferecidas para elas. Na realidade, as chamadas “horas extras” não são exatamente executadas nos escritórios, mas muitas vezes em jantares com seus colegas como os clientes, que podem ser estender até os bares para bate-papos informais, onde informações vitais são intercambiadas, tentando formar os consensos sem os quais os japoneses têm dificuldades para decidirem. Muitas mulheres japonesas também se dispõem a trabalharem em casa utilizando a internet, mas as empresas japonesas ainda que utilizem muitos destes meios eletrônicos, ainda prezam as trocas de ideias em reuniões de grupos.

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Mulheres japonesas, mesmo capacitadas, preferem funções subalternas, para poderem exercer também funções domésticas.

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O Custo do Tratamento de Câncer

30 de Maio de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Saúde | Tags: , , ,

Um excelente artigo publicado por Robert Langreth no site da Bloomberg, aproveitando o congresso em Chicago da American Society of Clinical Oncology, informa sobre os custos do tratamento do câncer que estão se elevando com os novos medicamentos desenvolvidos que já estão no mercado. O que o Dr. Yousuf Zafar do Duke Cancer Institute descobriu com seus clientes é que muitos estão falindo diante dos preços pagos, principalmente pelos medicamentos, pois as seguradoras estão exigindo que parte destes custos seja arcada pelos pacientes. Ele constatou que existem medicamentos alternativos que são fornecidos por entidades governamentais, tendo mudado a prescrição.

Os detalhes sobre estes medicamentos podem ser fornecidos pelos médicos especialistas em câncer, pois muitos dependem dos diversos tipos destas moléstias. O que parece possível de ser discutido do ponto de vista econômico e prático é que parte das pesquisas destes novos medicamentos deveria contar com o suporte dos governos, e não serem patentes de laboratórios privados que visam somente seus lucros. No Brasil, também já existem medicamentos que são fornecidos para alguns pacientes, mas os orçamentos acabam sendo sempre limitados. Mas as autoridades podem saber quais são mais acessíveis com preços convenientes, quando feitos em grandes volumes. Outra linha óbvia seriam as recomendações de medidas preventivas que nem sempre merecem as atenções das autoridades para serem divulgadas junto à população.

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Dr. Yousef Zafar

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A Poluição em Londres Pior que em Pequim

28 de Maio de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias | Tags: , , , , , | 2 Comentários »

Um artigo publicado por Alex Morales no site da Bloomberg informa que foram observados em Londres os mais elevados níveis de dióxido de azoto, os mais altos da Europa, pior que o de Pequim. Ele decorre do aumento do uso do diesel. A União Europeia, para combater a mudança climática, favoreceu o uso do diesel e para entrar em Londres os motoristas pagam menos quando usam este combustível que também está disseminado nos transportes coletivos. Segundo declarações de Simon Birkett, fundador da Clean Air, um grupo sem finalidade lucrativa, as autoridades sabiam que o diesel estava produzindo estes poluentes nocivos há mais de 10 anos.

As minúsculas partículas chamadas PM2.5S mataram 3.389 pessoas em Londres em 2010, segundo uma agência governamental de saúde pública da Inglaterra, numa declaração feita em abril. Como o dióxido de azoto, ou NC2, ele vem da combustão do diesel. Como os poluentes são encontrados juntos, é difícil identificar mortes atribuíveis apenas a NO2, segundo Jeremy Langrish, professor clínico em cardiologia da Universidade de Edimburgo. Muitas mortes por doenças cardiovasculares, como cardíacos ou derrames, estão associadas a problemas respiratórios como a asma.

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Friends at the top of Primrose Hill in London on April 3, 2014. A combination of local emissions, light winds and pollution from continental Europe, compounded with dust blown from the Sahara, has prompted health warnings about poor air quality across southern and central England. Photographer: Adrian Dennis/AFP via Getty Images

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Problema da Poluição na China e os Problemas Étnicos

8 de Março de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política | Tags: , ,

Alguns problemas que vêm ocorrendo na China são noticiados em separado, quando os mesmos estão relacionados. Com os esforços de continuidade do seu crescimento, continuam sendo utilizadas fontes de energia extremamente poluentes naquele país que estão sendo transferidas para as regiões mais distantes do oeste chinês. Segundo artigo publicado no Bloomberg, as áreas mais prejudicadas são de predominância de populações da etnia uigur, onde predominam muçulmanos, e muitos estão sendo prejudicados por problemas de saúde, diante do elevado nível de poluição das usinas que produzem energia elétrica a partir do carvão mineral, principalmente as crianças. Estes problemas acabaram provocando movimentos desesperados, considerados separatistas e terroristas pelo presidente Xi Jinping que resultaram em 29 mortos e centenas de feridos. Os projetos de ampliação destas usinas poluentes continuam em ampliação, apesar destes elevados custos colaterais, ainda que estudados por qualificados professores como da Universidade de Tsinghua.

As energias geradas nestas remotas regiões do oeste chinês acabam sendo transferidas com o uso de redes de transmissões de ultra-alta tensão mais longas do mundo para as regiões costeiras e a leste, mais industrializadas e desenvolvidas. Eles trazem benefícios de curto prazo, mas geram problemas ecológicos de longo prazo que estão estudados por professores da Universidade de Duke, da Carolina do Norte, expressando críticas à atual política energética da China. Em algumas fábricas de produtos químicos do oeste, os operários chegam a ser de 90% de uigures e cazaques, diferentes do leste onde os chineses han contam com predominância. Os chineses alegam que os problemas de aquecimento global são de responsabilidade dos norte-americanos e europeus, seus principais provocadores, mas a China já figura como a segunda mais responsável pelos lançamentos de poluentes.

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Além dos problemas industriais, observam-se também dificuldades nas produções agrícolas do oeste chinês. Os melões Hami produzidos na região eram considerados os mais doces da China e hoje não contam praticamente com sabor. Também se registra o desaparecimento dos coelhos que eram abundantes na região.

As tensões étnicas estão se elevando, o que ainda contido pela força policial. Mas se repetem incidentes graves com os uigures, bem como cazaques, lembrando que o Cazaquistão faz fronteira com a China nesta parte central da Ásia. Muitos casos individuais estão citados no artigo.

O problema se agrava, pois os melhores empregos são concedidos para os que migram do leste, sendo que para os locais são só oferecidos os de menor qualificação. Na realidade, um conjunto de fatores contribui para o aumento das tensões nestas regiões oeste longínquas da China.


Regulamentação na Exploração do Xisto

24 de Fevereiro de 2014
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: , ,

Tradicionalmente, nos Estados Unidos, começa a ocupação como do Far West para depois chegar o xerife. No site da Bloomberg, Jennifer Oldham publica um artigo informando de um entendimento pioneiro no Estado do Colorado para uma coalizão das empresas de exploração do petróleo e gás do xisto, mediante o emprego da tecnologia do chamado fracking, com ambientalistas para estabelecer uma regulamentação visando combater o agravamento da poluição. Os maiores produtores do Estado, como a Anadarko Petroleum, Noble Energy e Encana trabalharam com o Fundo de Defesa Ambiental para obter a regulamentação da Comissão de Controle de Qualidade do Ar do Colorado, que corrigiria os vazamentos persistentes de tanques e tubulações nestas explorações.

As emissões provenientes da exploração contribuem para a poluição atmosférica excedendo as diretrizes federais para o lançamento de ozônio prejudicando as Montanhas Rochosas. Inclui o metano que causa o efeito estufa, provocando a mudança do clima. A neblina criada levou o governador John Hickenlooper a pedir para as empresas e ambientalistas elaborarem as regras para o seu disciplinamento. Alguns entendem que isto servirá de modelo para o país, mas outros atribuem intenções eleitorais. As perfurações dos Estados de Colorado, Dakota do Norte, Montana, Pensilvânia e Ohio estão se aproximando mais das comunidades, forçando regulamentações para atender as queixas crescentes de ruídos, tráfegos e riscos das contaminações do ar e da água, havendo onde se estabeleceram restrições às técnicas de perfuração horizontais conhecidas como fracking.

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