Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Distorções nas Análises Econômicas

11 de abril de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais | Tags: , , ,

Temos insistindo, como economista, que muitos colegas apresentam análises que refletem mais os seus interesses, muitos ligados ao sistema financeiro do que aos da sociedade. Surge agora uma onda entre os mais credenciados acadêmicos mundiais mostrando que muitos dos supostos conhecimentos de macroeconomia e instrumentos estatísticos possuem limitações que não são devidamente alertados para os jornalistas e seus leitores leigos. Um crítico que vem insistindo nesta linha é o prêmio Nobel Joseph Stiglitz, que pelo site de uma organização chamada Project Syndicate publica um importante artigo reproduzido no O Estado de S.Paulo de hoje.

JOSEPH STIGLITZ

Joseph Stiglitz em foto de Antonio Milena/Agência Estado

Utilizando o lamentável exemplo de Fukushima, Joseph Stiglitz informa que os cientistas divulgaram que os riscos de derretimento nuclear, provocando catástrofes na usinas, haviam sido praticamente eliminados. De forma similar, que na crise financeira internacional de 2008, com inovações dos instrumentos estatísticos e financeiros, os riscos poderiam ser reduzidos ao mínimo.

Tecnicamente, os cientistas e os financistas subestimaram e iludiram não só a sociedade como a eles próprios, sem compreender a complexidade dos riscos. Em termos estatísticos, os eventos raros (chamados de black swan ou cisnes negros) têm uma distribuição estatística que originam de causas grossas (fat-tail) diferindo das chamadas normais, ou seja, podem ocorrer mais nos extremos da distribuição. Numa explicação mais clara para os leigos, são eventos que se imaginavam poder ocorrer a cada 100 anos, e que estão ocorrendo a cada 10 anos.

Lamentavelmente, isto elevou os lucros dos bancos e das empresas de energia elétrica, com consequências catastróficas. Os alemães suspenderam o funcionamento das usinas similares, o que não vem ocorrendo nos Estados Unidos, como informa Joseph Stiglitz.

No caso do sistema bancário, inventaram que alguns bancos eram tão grandes que não poderiam quebrar, pois as autoridades monetárias seriam obrigadas a intervirem, ajudando-os. Os lucros foram privados, enriquecendo-os, mas os prejuízos foram socializados, sendo pago por todos. E continua havendo uma resistência política para o controle dos fluxos financeiros internacionais, que podem complicar inclusive a situação brasileira, cujas autoridades estão atentas, contrariando os interesses das instituições financeiras, seus economistas e jornalistas lobistas.

Haveria outros cisnes negros à espreita? Stiglitz informa que sim, o aquecimento global e as mudanças climáticas.


O Copo Está Meio Cheio

5 de abril de 2011
Por: Samuel Kinoshita | Seção: Depoimentos | Tags: , , | 2 Comentários »

Reveladas suas primeiras decisões, o que devemos esperar da administração Dilma Rousseff? Acredito que as indicações são positivas e que existem motivos para otimismo. Argumentarei que alguns dos problemas que enfrentamos são desafiadores, mas que o cômputo geral é superior ao que vem sendo retratado pelos analistas.

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Conhecendo Um Pouco do Brasil – Maranhão (7)

10 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , , , ,

O Estado do Maranhão, com seus 331 mil quilômetros quadrados, é um dos mais privilegiados pela natureza, fazendo com que a população local não tenha que se empenhar pela sua sobrevivência. É a transição da Amazônia com o Nordeste, contando com a Baixada Maranhense, rica em lagos que proporcionam o indispensável para a alimentação de sua população, com aves que migram do Hemisfério Norte no inverno, como do Canadá, com babaçus abundantes, peixes variados.

É um Estado privilegiado por uma infraestrutura como a ferrovia que vai de Carajás para o porto de Itaquí, uma das melhores do mundo, com excelente porto de maior profundidade natural, cortado pela Belém-Brasília, terras e topografia adequada para explorações agrícolas empresariais.

mapa maranhao

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Novas Técnicas de Cirurgia Cardíaca Com Robô

18 de junho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Saúde | Tags: , , | 2 Comentários »

O jornal Nikkei anunciou hoje que a empresa japonesa de equipamentos médicos Olympus, numa cooperação com a Universidade de Tóquio, conseguiu o protótipo das instalações necessárias para efetuar cirurgias cardíacas decorrentes de anginas e infartos. É efetuado com o uso de robô e uma plataforma de controle, sem a necessidade de abertura ampla do peito e com o coração em movimento. Pode ser feito a uma distância apreciável dos cirurgiões com os pacientes.

A equipe comandada pelo Dr. Ichiro Sakuma desenvolveu o novo procedimento usando técnicas de endoscopia, fórceps, instrumentos de cirurgia eletrônica e pode ser efetuado com uma perfuração mínima no peito, informa o jornal.

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