Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Ainda as Tensões Militares no Extremo Oriente

19 de dezembro de 2013
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política | Tags: , ,

Todas as tensões militares em qualquer região do mundo são difíceis de serem avaliadas com isenção, pois é natural que os analistas tenham uma tendência a ser simpáticos a algumas das partes envolvidas. Ian Buruna é um conhecido analista que tem diversos livros publicados sobre variados assuntos, e escreve para entidades de prestígio como o Project Syndicate colocando os pontos de observação na questão que vem merecendo as atenções de muitos no mundo. Ele coloca que a China vem elevando o seu poder político na região, o Japão luta para superar sua dificuldade econômica fortalecendo sua aliança militar com os Estados Unidos e a Coreia do Sul está espremida neste meio, como sempre esteve.

Segundo a sua visão, os japoneses que perderam catastroficamente a Segunda Guerra Mundial ficando subservente ao poder dos Estados Unidos, e sua maioria pode viver com esta situação, mas se submeter à China seria intolerável. Ele faz um apanhado histórico, informando que o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe é neto do primeiro-ministro Nobusuke Kishi, que era um burocrata de elite da indústria do tempo da guerra, foi preso como criminoso de guerra em 1945, mas foi liberado sem julgamento durante o início da Guerra Fria, sendo eleito primeiro-ministro conservador em 1957. Kishi teria sido um nacionalista com tendência fascista durante a década de 1930 a 1940 com profunda aversão ao comunismo.

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Ian Buruna

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Saída Para a Crise Mundial

27 de junho de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , ,

Os presidentes dos principais organismos financeiros internacionais, como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, Banco Asiático de Desenvolvimento, Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco Islâmico de Desenvolvimento, publicaram em conjunto um artigo que pretende ser de peso por intermédio do Project Syndicate, procurando ajudar a Organização Mundial de Comércio a facilitar o comércio internacional. Eles afirmam que o mundo está no quarto ano de uma grande recessão, havendo sinais crescentes de protecionismo com os políticos tendendo a atitudes nacionalistas.

Robert B. Zoellick, Ahmad M. Al-Madani, Donald Kaberuka, Haruhiko Kuroda, Thomas Mirox e Luis A. Moreno são os autores deste artigo que tem o título “Como tornar o comércio mais fácil”. Eles entendem que um novo acordo da OMC – Organização Mundial de Comércio beneficiaria a todos, fortalecendo esta entidade e impulsionando o crescimento econômico mundial. Depois de uma década da Rodada Doha, que o Brasil vem defendendo sem sucesso, eles volta a retomar este caminho, sem apontar o porquê das dificuldades para tanto.

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Robert B. Zoellick, Ahmad M. Al-Madani, Donald Kaberuka, Haruhiko Kuroda e Luis A. Moreno

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Considerações Desapaixonadas Sobre a China

15 de Fevereiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: , , ,

pei_color_largeNa profusão atual de artigos escritos sobre a China, os divulgados pelo Project Syndicate costumam ser considerados os mais confiáveis e ponderados, mesmo que seja impossível que os autores tenham total imparcialidade. Minxin Pei é professor da Claremont McKenna College e escreveu “Nixon Then, China Now”, divulgado pelo Project Syndicate, procurando resumir o que aconteceu naquele país até hoje desde a visita de Richard Nixon em 1972, assessorado por Henry Kissinger, resumindo os problemas ainda existentes na China, apesar do seu impressionante desenvolvimento nas últimas décadas.

Minxin Pei é um considerado acadêmico respeitável na área da política comparada, formado na Shanghai International Studies University, com mestrado e doutorado na Harvard University, especialista nas relações sino-americanas e nos assuntos asiáticos, além da bacia do Pacífico. O seu curriculum e os livros que escreveu o credenciam e seus artigos são considerados respeitáveis como profundos.

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Redução do Crescimento da China e Outros Emergentes

2 de outubro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , ,

A maioria dos analistas admite que no atual mundo globalizado que passa por uma crise, e a economia como a chinesa passou a ocupar uma posição de destaque, mais que a norte-americana ou a europeia que continuam patinando. O que acontece na China acaba afetando a todos os países. Num artigo divulgado pelo Project Syndicate, Stephen S. Roach, professor da Universidade de Yale, presidente não executivo da Morgan Stanley na Ásia e especialista na China, explica por que acredita que aquela economia terá uma redução de crescimento de forma gradual e não rápida.

Todos desejam que a China cresça mais devagar, pois estava substituindo rapidamente as produções e empregos de outros países, mas todos temem uma redução muito drástica, pois também são seus fornecedores. Já há sinais evidentes da redução do seu ritmo de crescimento, mas o que acontece hoje é diferente, segundo o autor, do que ocorreu em 2008 com a paralisação quase instantânea do sistema financeiro internacional. Para sair da crise, a China investiu maciçamente utilizando seus bancos, bem como fazendo investimentos imobiliários.

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Problemas Mundiais de Grandes Dimensões e Complexidade

19 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias | Tags: , , ,

Os problemas que estão sendo enfrentados pelo mundo são de grandes dimensões, complexidade ímpar, e não apresentam perspectivas de fáceis soluções ainda que haja disposições das autoridades de todo o mundo. Os Estados Unidos conseguiram o aumento do teto do endividamento e a Comunidade Europeia está dando assistências aos países membros mais endividados, mas suas dificuldades se propagaram por todo o universo, afetando tanto os gigantes asiáticos, como a China, a Índia e o Japão, quanto países emergentes como o Brasil.

Os grandes credores dos Estados Unidos, como a China, possuem ativos de mais de US$ 3,2 trilhões em dólares norte-americanos, sendo mais de US$ 1,1 trilhão em bônus do Tesouro dos 200917155610925Estados Unidos. O Brasil também está com o grosso de suas reservas internacionais em dólares e títulos do governo americano. A política norte-americana de aumentar a oferta de dólares em todo o mundo elevou o fluxo financeiro internacional, provocando a exagerada valorização de muitas moedas, inclusive o real. Estes complexos assuntos estão sendo abordados no artigo de Yao Yang, que é diretor do Centro para a Reforma Econômica da China da Universidade de Pequim, publicado pelo Project Syndicate e reproduzido pelo Valor Econômico de hoje.

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A Indústria é Fundamental Para Empregos de Qualidade

10 de agosto de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: , , ,

A organização Project Syndicate divulga o artigo do professor Dani Rodrik de Economia Política Internacional da Universidade de Harvard. Ele reafirma que a indústria é fundamental para proporcionar empregos de qualidade em qualquer economia. O professor Delfim Netto vem defendendo esta tese no caso da economia brasileira, que passa por um período de contrição de suas atividades manufatureiras que já tinham conquistado uma complexidade razoável diante do nível de renda do país, sofrendo agora com os elevados juros e câmbio valorizado mantidos por uma política econômica com problemas há alguns anos.

O professor Rodrik alerta que alguns países correm risco na saúde de suas atividades industriais pensando que devemos viver numa era pós-industrial com tecnologias da informação, biotecnologia e serviços de alto valor que direcionam a economia. Estes exigem mão-de-obra qualificada e criam poucos empregos. A indústria, ao contrário, cria muitos empregos estáveis exigindo habilidades moderadas, proporcionando salários e benefícios expressivos. É nela que a classe média mundial cresce e ganha forma, e sem ela a sociedade tende a se dividir entre ricos e pobres. A indústria é fundamental para manter a democracia, segundo o professor Rodrik.

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Professor Dani Rodrik em foto do New York Times

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