10 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: a procura das diversificações de atividades ilícitas, como “bicheiros” estão no noticiário internacional, paralelos no exterior
Lamentavelmente, as atividades ilícitas não são um privilégio brasileiro estando presente nas maiorias das sociedades humanas, em maior ou menor grau. Como o popular jogo do bicho acabou ficando restrito no Brasil depois da popularização de muitas apostas legais como a loteria esportiva, a mega sena e outras que estão controladas pela Caixa Econômica Federal, com parte substancial dos seus resultados voltados para atividades sociais, os seus banqueiros chamados “bicheiros” acabaram migrando para outras atividades ilícitas, como a exploração de máquinas caça níqueis, cassinos clandestinos e envolvendo-se em atividades carnavalescas e nas de obras públicas, que dependem de políticos eleitos.
A matéria do The Economist faz um histórico do seu aparecimento com a instalação de um zoológico no Rio de Janeiro em fins do século XIX e o sorteio para atrair frequentadores. A atração acabou se desvirtuando passando a guardar somente o seu nome relacionado aos animais. Algo similar também aconteceu em Nova Iorque, ambos sobrevivendo com a corrupção de policiais que deveriam coibir estas atividades. No Brasil, mesmo com o governo federal transferindo tipos de apostas para o seu âmbito, controlando seus ganhos, algumas autoridades estaduais acabaram tolerando a atividade de alguns “bicheiros”. Segundo o artigo, para realizarem algo como relações públicas acabaram se imiscuindo com o Carnaval. Atuando numa zona cinzenta, entraram na política, que em qualquer país necessita de muitos recursos, multiplicando os problemas e a sua amplitude, de forma lamentável.



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9 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: ampliação dos investimentos, aumento do uso do gás na China, mudança da matriz energética | 2 Comentários »
Um interessante artigo elaborado por Charlie Zhu, de Hong Kong, está sendo distribuído pela Reuters. Ele trata sobre as mudanças que estão sendo observadas na China com relação à utilização do gás. Todos sabem que o uso deste combustível limpo está aumentando no mundo, a ponto desta década estar sendo denominada como deste combustível, mudando a matriz energética. Também é conhecido que a China figura como a principal poluidora no mundo pelo uso do carvão mineral que atender 70% das suas necessidades de energia. A notícia que este quadro tende a se alterar é alvissareira e está promovendo vastos investimentos no setor, inclusive com recursos provenientes do exterior.
O artigo informa que os preços estão se elevando com os fornecimentos provenientes do exterior, na forma de gás liquefeito como de gasodutos dos países vizinhos que estão sendo ampliados. Isto estimula a produção local das reservas já localizadas, como pela utilização do xisto abundante na China. As mudanças estão se processando em muitas frentes, com mais cidades chinesas contando com o fornecimento deste combustível, ao mesmo tempo em que grandes estatais nacionais ampliam seus negócios no setor, como a Sinopec e a PetroChina.


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8 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: artigo do Valor Econômico, direto sobre parte da dívida pública, efeitos da redução da Selic
Ainda que sejam evidentes os méritos da redução dos juros, muitos analistas que são críticos às atuais autoridades monetárias tendem a minimizar os seus impactos. Um artigo publicado no Valor Econômico pelos jornalistas Chico Santos, Edna Simão e Ribamar Oliveira informa que o gasto com juros pode cair para 4,6% do PIB, bem abaixo do que veio se registrando nos últimos anos. Todos sabem que cerca de um terço da dívida pública brasileira está com os seus juros estabelecidos pela Selic, que está sendo estimada pelo mercado para chegar a 8,5%, no relatório conhecido como Focus.
Estima-se que, neste ano de 2012, o pagamento de juros deve representar 4,6% do PIB, quando no ano passado estava em 5,7%. Em valores correntes, isto significaria uma redução de cerca de R$ 43 bilhões diretamente, mas deve-se reconhecer que a Selic é uma taxa básica estabelecida pelo Copom do Banco Central do Brasil, influenciando outras taxas de juros. O governo Dilma Rousseff vem se empenhando na redução do spread bancário, ou seja, a diferença entre o custo de captação e aplicação dos recursos, o que deve beneficiar as empresas e os consumidores.

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8 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: ajudou uma idosa que estava sendo assaltada, artigo sobre ele em diversos jornais, um brasileiro reconhecido na China
É sempre um motivo de orgulho para os brasileiros notar que um patrício, mesmo lá na China, procura ajudar uma idosa chinesa que estava sendo assaltada por alguns jovens. A notícia está sendo divulgada por diversos jornais, como num artigo publicado pela correspondente brasileira em Pequim, Claudia Trevisan, no O Estado de S.Paulo, e numa entrevista concedida por ele e publicado no Zero Hora, de Porto Alegre.
Como é conhecido de muitos, brasileiros do setor de calçados estão trabalhando na China ensinando operários chineses a produzirem bons calçados que são destinados até para a exportação. Um deles, Mozer Rhian Oliveira, de 27 anos, impediu que uma chinesa fosse assaltada por um grupo de jovens, e mesmo com cerca de 50 pessoas assistindo à cena, ninguém se dispôs a ajudar quando o brasileiro foi agredido e ferido na cabeça, necessitando ser socorrido num hospital, recebendo muitos pontos no ferimento.

Mozer Rhian Oliveira com buquê de flores e placa que ganhou do governo chinês
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8 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, Política, webtown | Tags: dificuldades e pragmatismo, período de mudanças econômicas e políticas, Rio + 20 em junho
Basta abrir qualquer jornal para ser confrontado com dificuldades econômicas e políticas que se multiplicam por muitos países mundo afora. O período é ingrato para avanços substanciais nos entendimentos como os que devem ser discutidos na próxima reunião do Rio + 20, que deveria ser um marco importante da consciência mundial sobre as necessidades de preservação do meio ambiente. Mas, até pelo pessimismo que anda rondando a todos, é possível que surpresas inesperadas possam ocorrer. No mínimo é a nossa esperança.
A Folha de S.Paulo publica uma entrevista de Brice Lalonde, o ex-ministro francês do Ambiente, e coordenador do Rio + 20. Ele informa que o evento deverá ser mais amplo do que uma reunião sobre o clima, discutindo como vamos viver em ambientes sustentáveis nos próximos 20 anos, e como vamos produzir alimentos de forma sustentável. Ele deixa explícita sua opinião que a diplomacia brasileira está demasiadamente tímida, procurando de forma pragmática a presença de autoridades mundiais na reunião. Angela Merkel, da Alemanha, além de enfrentar a mudança política na França que põe em perigo a Comunidade Europeia, corre o risco de não se reeleger no seu próprio país, e já afirmou que não estará na reunião do Rio. Todos os políticos no mundo não veem como podem aproveitar esta reunião que corre o risco de não colher conclusões avançadas para aumentar seus prestígios que estão abalados com as dificuldades econômicas presentes.

Brice Lalonde, coordenador do Rio + 20
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8 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: fortalecimento dos intercâmbios, inovações, novos modelos sofisticados e pequenos
De forma surpreendente, a Google, segundo a CNN, conseguiu completar satisfatoriamente um teste de 200 mil milhas (mais de 300 mil quilômetros) com um veículo totalmente dirigido por um computador, tendo obtido a licença para o seu uso no Estado de Nevada, nos Estados Unidos. É considerado um veículo autônomo, e no futuro deverá estar nas estradas. A licença foi concedida para a Google, o gigante do Vale do Silício em tecnologia. O projeto começou em 2010 com Sebastian Thrun, e visa prevenir acidentes de trânsito, economizar o tempo dos motoristas e reduzir a emissão de carbono. A informação completa sobre esta notícia pode ser obtida em: http://edition.cnn.com/2012/05/07/tech/nevada-driveless-car/index.html

Veículo autônomo, que dispensa motorista
Do Japão vem a notícia publicada no Nikkei que a Toyota consolidou a sua aliança com a Fuji Heavy Industries, focada em veículos ecológicos, que obteve sucesso com o seu Subaru BRZ lançado simultaneamente com a Toyota 86.

Presidente da Fuji Heavy, Yoshinaga, cumprimenta o presidente da Toyota Motor,Toyoda
A Fuji Heavy passava por dificuldades e, obtendo a participação da Toyota, tenta superar suas dificuldades, produzindo o modelo Camry, da Toyota, numa planta independente nos Estados Unidos, chamada SIA – Subaru of Indiana Automotive. Ao mesmo tempo, passa a produzir modelos menores que estão com a demanda crescente no mundo, numa colaboração com a Toyota, necessitando estabelecer uma estratégia comum para o futuro.
A indústria automobilística mundial passa por mudanças, com novas alianças. A General Motors procura um entendimento com a Volkswagen bem como com a Isuzu, o mesmo acontecendo com a Fiat. A Nissan, que já opera com a Renault, decidiu adquirir o controle da russa AvtoVAZ. Montadoras chinesas estão aparecendo no cenário mundial.
Tudo indica que nos próximos anos, com as crises se estendendo por muitos países, as mudanças e acordos serão inevitáveis, dentro de um quadro que não poderia ser imaginado no passado. Até as indústrias japonesas, que tinham orgulho das suas tecnologias desenvolvidas dentro de suas empresas, estão sendo obrigadas a se associar com outras, inclusive no exterior.
A globalização e as crises acabam sendo implacáveis, exigindo mudanças que eram difíceis de serem imaginadas. Parece que não existe mais as barreiras intransponíveis.
8 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: a demanda no Japão, incremento no turismo internacional, tradição japonesa
Tradicionalmente no Japão, com uma sequência de feriados, os japoneses utilizam a semana para as suas viagens. Neste ano, coincidindo com outros feriados em datas variáveis, acabou proporcionando a muitos uma folga de nove dias, e, para compensar as dificuldades naturais de 2011, os aumentos registrados tanto para viagens internacionais como nacionais foram surpreendentes. A tradicional agência de turismo do Japão, a JTB, informou que os pacotes para o exterior sofreram um aumento de 25% neste ano. A JAL informou que as viagens para a China e para outros países vizinhos aumentaram em 17,7%, e a sua concorrente ANA em 15,2%.
Nas viagens aéreas nacionais, os aumentos foram de 8,3% para a JAL e 8,2% para a ANA. E uma nova empresa aérea econômica chamada Peach conseguiu uma taxa de ocupação de 90,8% neste período. Nas ferrovias japonesas, incluindo o Shinkansen, o aumento no ano foi de 22%.



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7 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: modelos domésticos até industriais, técnicas japonesas para uso de plásticos descartados para produção de combustíveis, uso no Japão e países asiáticos | 2 Comentários »
Minha amiga professora Mineko Tominaga, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo, solicita-me divulgar estas informações, o que faço com o maior prazer. Um japonês chamado Akinori Ito desenvolveu um equipamento que, mediante aquecimento, sem a produção de CO2, transforma plásticos de diversos tipos em gasolina, diesel e querosene. O assunto pode ser acessado pelo vídeo: http://www.flixxy.com/convert-plastic-to-oil.htm
O seu custo é extremamente baixo, e os modelos podem ser localizados pelo texto em inglês:
The machine produced in various sizes, for both industrial and home uses, can easily transform a kilogram of plastic waste into a liter of oil, using about 1 kW·h of electricity but without emitting CO2 in the process. The machine uses a temperature controlling electric heater instead of flames, processing anything from polyethylene or polystyrene to polypropylene (numbers 2-4). Comment: 1 kg of plastic produces one liter of oil, which costs $1.50. This process uses only about 1 kW·h of electricity, which costs less than 20 cents!
Brochure: pdf Contact: e-mail
7 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: artigo no Valor Econômico, necessidades e dificuldades, questões no FMI
Um artigo sobre o assunto dos controles dos fluxos financeiros internacionais foi publicado por Alex Ribeiro no Valor Econômico, com base nas informações pessoais fornecidas pelo diretor brasileiro e de outros países no FMI – Fundo Monetário Internacional, Paulo Nogueira Batista Junior. Este assunto é de grande complexidade, pois, dependendo da conjuntura econômica, tende a se agigantar, havendo interesses divergentes entre os países membros. Em princípio, os recursos gerados pelos países mais desenvolvidos tendem a procurar as economias que necessitam dos mesmos, e por isto remuneram melhor, para financiarem os seus investimentos e acelerarem o seu desenvolvimento e, neste sentido, são necessários.
No entanto, como os fluxos financeiros internacionais são volumosos, superando em muitas vezes os decorrentes dos fluxos comerciais, quando as economias desenvolvidas aumentam a sua disponibilidade visando retomar o crescimento de suas economias, uma parte substancial dos mesmos acabam se dirigindo para países que apresentam melhores remunerações e outros que são considerados mais seguros. Assim, até a Suíça acabou sendo obrigada a estabelecer um limite para a variação do seu câmbio, procurando coibir o exagerado influxo de recursos naquele país.


Paulo Nogueira Batista Junior
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7 de maio de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: artigo sobre o assunto no Valor Econômico, inovações nos antigos, novos materiais
Um interessante artigo foi publicado pela Vanessa Dezem e Eduardo Laguna no Valor Econômico informando sobre a busca brasileira de produtos mais leves e resistentes, fazendo surgir uma nova cadeia de suprimento dos mesmos. Insumos derivados de plásticos, fibras de vidro, polímeros e alumínios são mencionados, substituindo madeiras, borracha e ferro fundido. Outros podem ser mencionados, como as fibras de carbono, além de novas ligas mais leves e resistentes que estão sendo fabricadas pelas siderurgias para competirem com os novos materiais.
O artigo menciona também que está aumentando os usos de estruturas de aço pré-fabricados em uso nas construções civis. Também as estruturas de concreto pré-fabricadas estão modernizando as concretagens que se efetuavam nas obras, tanto de edifícios como pontes. Muitos visam a redução dos pesos, proporcionando economias de energias, mas também estão elevando a eficiência na produção de muitos produtos industriais.


Carro com chassi de alumínio e carroceria de fibra de alumínio e fabricado com fibra de carbono



Bolsa confeccionada com recilagem de alumínio / Peças de papel reciclado / Cadeira de plástico
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