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Trens Chineses Para as Olimpíadas do Rio de Janeiro

26 de Maio de 2015
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , , ,

clip_image002Nas últimas décadas, os chineses aumentaram substancialmente sua produção de material ferroviário para atender as demandas internas e agora estão capacitados para fornecimentos internacionais de forma competitiva.

Os chineses já completaram a produção dos trens que serão utilizados no metrô carioca para atender as demandas das próximas Olimpíadas

Quem tem visitado a China nas três últimas décadas fica impressionado com o seu avanço nos sistemas de transporte de massa, principalmente ferroviários e de metrô que foram totalmente substituídos das antigas para chegar até aos monoleves que deslizam no ar, usando a tecnologia alemã. Ainda que num trecho curto, atingem rapidamente mais de 200 quilômetros por hora, sem nenhuma trepidação. Os trens rápidos do tipo que ficaram famosos no Japão, como o Shinkansen, cruzam milhares de quilômetros pelo amplo território chinês intensamente ocupado.

Em Xangai, uma das maiores metrópoles do mundo, em pouco tempo, mais de 500 quilômetros de metrô foram instalados, visando a atender a demanda para a EXPO Shanghai 2010. A produção de material rodante daquele país é a mais volumosa no mundo, com melhorias tecnológicas expressivas.

O China Daily noticia a entrega dos últimos 15 trens metropolitanos que devem atender a linha 4, que liga a Vila Olímpica à Copacabana e aos locais onde serão realizados os jogos. Foram produzidos no Changchun Railway Vehicles, na província de Julin, e completados no último dia 25.

Os produtores internacionais de material rodante terão dificuldades para competir com os chineses, com seus custos baixos, em parte devido a sua escala. O primeiro-ministro Li Keqiang em sua visita ao Brasil e à América do Sul mostrou o forte interesse chinês nos projetos ferroviários, que não podem ser subestimados, ainda que possam parecer pretensiosos.

Também nas construções das ferrovias, os equipamentos chineses que vieram sendo aplicados nas suas instalações rápidas em grandes distâncias por diferentes topografias não podem ser desprezados, ainda que as qualidades japonesas sejam superiores, mas com custos mais elevados. O Brasil precisa se preocupar na absorção destas novas tecnologias.



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