Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Presença dos Asiáticos no Mundo

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Intercâmbios | Tags: , , , , , | 2 Comentários »

Na América do Sul é relativamente baixa a presença das populações asiáticas, quando comparado com o resto do mundo. São os seus imigrantes e descendentes, que não chegam a um por cento da população total deste continente.

Mas, os chineses e os indianos, estão presentes inicialmente na própria Ásia, fora do seu país de origem. No Sudeste asiático chega a um terço a população de origem chinesa, e outro terço o de origem indiana, como em Cingapura. Na Tailândia os chineses foram obrigados a mudarem os seus nomes para os locais, mas como etnia continuam iguais. E a China considera como sua Hong Kong, Macau e até Taiwan. Em países populosos como a Indonésia, Paquistão e Bangladesh também eles são importantes. São as elites empresariais, principalmente bancárias e comerciais.

Na América do Norte e na Europa a presença chinesa é muito importante, principalmente em algumas grandes cidades como Nova Iorque e Londres. Os indianos estão presentes em algumas regiões destes continentes. Ambos são importantes como acadêmicos nas grandes e prestigiadas universidades. Muitos voltam para os seus países de origem depois de acumularem experiências em centros desenvolvidos de tecnologia.

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Experiências e Novas Técnicas Eletrônicas

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , , ,

Estamos diante dos estimulantes desafios para conciliar as experiências contidas nos livros e artigos acumulados, com as novas técnicas da comunicação eletrônica. Estou muito feliz com isto. Vivendo e aprendendo. Como os orientais informam que novos celulares, de baixo custo, estarão conectados com a Internet, os tipos semelhantes aos atuais BlackBerry serão as vedetes de 2010. Para que os idosos não sejam excluídos deste novo mundo será preciso aperfeiçoar celulares manipuláveis por eles, com leituras possíveis por aqueles que possuem limitação de visão e baixa capacidade para usar pequenos teclados.

Há algum tempo um grande produtor de celulares presenteava o seu pai com os novos modelos desenvolvidos. O idoso pai os guardava, todos, diretamente numa gaveta, sem usá-los. O empresário perguntou o que ele desejava e recebeu a resposta que precisava de um celular que só recebesse telefonemas e que fizesse as ligações que ele desejava. Este empresário produziu este celular barato, básico, que vendeu mais de 2 milhões de unidades num só mês.

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Culturas Empresariais Distintas

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags: , , , , , ,

Existem fortes indícios de que o intercâmbio entre as empresas asiáticas e sul-americanas vai aumentar, ainda que a prioridade daquela região seja acelerar a sua integração regional e fortalecer suas alianças na bacia do Pacífico. Além dos grandes projetos que envolvem, inclusive, o desenvolvimento tecnológico, existem outros, de pequenas e médias empresas, que acabam formando uma massa expressiva.

A recente crise mundial aumenta as prospecções que estão sendo efetuadas, na procura de oportunidades de investimentos e alternativas ao que existe atualmente. Os paises industrializados, cuja economia apresenta sinais de fadiga, têm interesse em incrementar o intercâmbio com os paises emergentes, pois isso lhes geraria novos estímulos. Eles continuam contando com o importante mercado interno, e suas capacidades econômicas, financeiras, empresariais e de geração de tecnologia. Espera-se que erros passados não sejam repetidos, permitindo arranjos reciprocamente estimulantes e convenientes. E os paises emergentes aumentariam o intercâmbio entre suas empresas.

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Hanami (Cerejeiras em Flôr) ou Butoh

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Livros e Filmes | Tags: , , , , , | 3 Comentários »

Um dos filmes mais impressionantes que vi recentemente, envolvendo a interpretação do espírito oriental pela perspectiva ocidental, foi esta magnífica obra da diretora alemã Doris Dörrie. Imperdível. Vendo as críticas favoráveis na imprensa, ainda acho que existem muito mais coisas que não chegaram a ser compreendidas pelos seus autores. Os seus três principais atores, Elmar Wepper, Hannelore Elsner e Aya Irizuki superam as mais altas expectativas e o roteiro surpreende a todos, mantendo a platéia presa nos dramas que se desenvolvem.

Entre os ocidentais, os que mais se aproximam dos orientais na forma de pensar, são os alemães. É por isso que o código civil japonês, que começou sob inspiração francesa, acabou sendo influenciado fortemente pelo alemão, assim como a medicina daquele país. Muitas coisas são universais, como a dificuldade de comunicação entre as pessoas.
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“O Homem que Amava a China”

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , , , , , , | 1 Comentário »

de Simon Winchester, São Paulo, Companhia das Letras, 2009.

A tradução de Donaldson M. Garschagen do livro “The man who loved China”, com o subtítulo “A fantástica história do excêntrico cientista que desvendou os mistérios do Império do Centro”, é uma biografia do bioquímico inglês Joseph Needham. Ele era da Cambridge University, conquistou prestígio acadêmico muito jovem, faleceu aos 94 anos, em 1995, e era considerado o maior conhecedor da China no Ocidente.

Needham era socialista, ativista, nudista, mulherengo, amante de locomotivas e carros esportivos, e dominava muitos idiomas. Na década de 30 do século passado, passou a interessar-se pela China, chegando a dominar o chinês, inclusive o arcaico. Simon Winchester, o autor do livro, é geólogo de formação e escreveu para consagradas publicações.

Este livro é das biografias mais fascinantes, envolvendo pesquisas profundas e enriquece o fenomenal trabalho de Needham, que organizou o monumental “Science and Civilisation in China”, em seis volumes, a mais completa enciclopédia sobre o assunto. Escreveu dezenas de outros livros e artigos sobre a China, a maioria publicada pela prestigiosa Cambridge University Press. Estava convencido de que o mundo necessitava conhecer mais a Ásia, principalmente a China.

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Culinárias Asiáticas

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Gastronomia | Tags: , , , , , , , , | 1 Comentário »

O mundo está consumindo, cada vez mais, iguarias das culinárias asiáticas, consideradas saudáveis, saborosas e de apresentações agradáveis. Elas ainda são vistas como exóticas, pouco se conhecendo das suas diversidades. No entanto, algumas pessoas já se dão conta da dimensão asiática, com diferentes climas, etnias e características regionais que determinam sua ampla variedade de suas culinárias.

A mais conhecida mundialmente é a chinesa. A mais divulgada é a da região de Cantão, próxima a Hong Kong, que utiliza muitos suínos. Poucos conhecem as culinárias das demais regiões chinesas. Dada a dimensão geográfica e diferenças étnicas chinesas, existem no norte as de influência mongol, mais de áreas frias e de pastoreio; as de Sichuan, mais apimentadas como dos vizinhos tropicais; as que usam muitos vegetais, como do oeste; as de Xangai que usam mais arroz; as de Beijing que usam mais trigo, e assim por diante.

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Viabilidade do Trem Rápido

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , , , , , ,

Neste texto, um pouco mais técnico, vamos tentar esclarecer este tema, recapitulando alguns aspectos que são de conhecimento geral, mas que ficam esquecidos nas nossas memórias. Todos sabem que os projetos ferroviários são de longa implementação e que seus resultados são obtidos num prazo muito longo, incluindo atividades paralelas.

Muitas ferrovias foram viabilizadas pelo aproveitamento dos benefícios que os imóveis próximos obtiveram, proporcionando ganhos de capital. As áreas limítrofes às novas ferrovias se valorizam, e é muito comum serem taxadas com as chamadas “contribuições de melhoria”. No passado histórico, nos Estados Unidos e inclusive no Brasil, foram feitas concessões de grandes glebas de terras que foram loteadas, para projetos de colonização, por exemplo. Isto proporcionou aos investidores substanciais retornos paralelos às tarifas que são cobradas dos passageiros e das cargas.

Mais recentemente, os projetos foram beneficiados por grandes patrimônios imobiliários que eram de propriedade das ferrovias, que foram privatizadas. No Japão, foi criada uma empresa especial de imóveis, procurando dar melhor destino às grandes áreas que pertenciam às ferrovias estatais. As estações se tornaram pontos de vendas, e sobre os pátios foram construídos os mais modernos edifícios.

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Presença Mundial da Coréia

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Empresas | Tags: , , , , , , , | 4 Comentários »

Quando se fala do Extremo Oriente na América do Sul há uma lamentável distorção, comentando-se mais sobre a China ou o Japão, como em muitos textos deste site. Mas o que está se destacando hoje é a Coréia, com as marcas Samsung, Hyundai e LG, as mais famosas chaebol (versão coreana do zaibatsu japonês, grandes grupos de origem familiar, como a Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo e outros), no cotidiano dos sul-americanos. Hoje, ficou mais difícil para os próprios descendentes de asiáticos diferenciar quem é de origem chinesa, japonesa ou coreana, pois todos estão usando “grifes” famosas e comendo “sashimi e sushi”.

A revista norte-americana, Business Week, publicou um artigo informando que estes gigantes não foram afetados pela recente crise mundial. Seus produtos eletrônicos e autos estão cada vez mais presentes nos mercados mundiais. A Samsung já é a maior produtora de telas planas do mundo, tanto para TV como de computadores, e a LG a de celulares, até as mais sofisticadas, e estão sendo vendidas em lojas de descendentes de japoneses. Como os artigos da culinária japonesa, em lojas de chineses e coreanos.

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Interesses Estrangeiros na América do Sul

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , , , , , , | 2 Comentários »

Sempre há interesse em separar o joio do trigo.  Todos sabemos que os interesses de grupos estrangeiros tendem a se comportar como manadas, com muitos especuladores aproveitando a ingenuidade dos mais inocentes, antecipando-se a fatos que alimentam o imaginário coletivo.  Não podemos nos interessar em bolhas que valorizam o câmbio e acabam prejudicando os legítimos interesses locais.

A recente valorização das Bolsas, ainda que parte seja uma recuperação da queda ocorrida anteriormente, parece a “exuberância” a que se referia Greenspan.  Se os investimentos estrangeiros contribuírem para a ampliação da capacidade interna, competitiva internacionalmente, trazendo tecnologias, criando empregos para os trabalhadores locais, muito bem !  Se só se destinam a ganhos financeiros de curto prazo, aproveitando um câmbio extremamente valorizado, juros altos em termos internacionais, uma mera troca de papeis, há que se tomar a devida cautela.  Mesmo admitindo que a especulação ajuda a lubrificar o mercado, e possa representar a vanguarda de investimentos diretos.

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Matriz Energética Mundial

8 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Editoriais | Tags: , , , , , , | 24 Comentários »

Há indícios que nos próximos anos haverá uma radical mudança na matriz energética no mundo todo, em decorrência de múltiplos fatores. Os atuais preços do petróleo vão induzir a redução dos usos dos seus derivados, principalmente nos transportes. Os norte-americanos desenvolverão pesquisas para redução da energia que importam, para reduzir a sua dependência externa. Os esforços ecológicos vão aumentar o uso de energias não poluentes. Entre outros motivos.

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