Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Defasagens nas Eficiências das Estatais Chinesas

30 de Maio de 2018
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

imageOs jornalistas japoneses Yusho Cho e Kenji Kawase, do Nikkei Asian Review, fornecem indicações de como as estatais chinesas ficaram defasadas na sua eficiência, o que serve também de lição para o Brasil, mostrando as mudanças indispensáveis para a sua recuperação.

Capa de um longo trabalho que uma equipe do Nikkei Asian Review efetuou sobre as estatais chinesas

Leia o restante desse texto »


As Lições da Califórnia Sobre os Problemas da Água

6 de novembro de 2015
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia e Política, Editoriais e Notícias | Tags: , , ,

Caption: Imperial Valley, Salton Sea, CA / ModelRelease: N/A / PropertyRelease: N/A (Newscom TagID: ndxphotos113984)     [Photo via Newscom]Um longo artigo preparado por John Lippert e publicado no site da Bloomberg serve como uma advertência para o Brasil sobre a necessidade de planejar a longo prazo a melhor utilização das águas para as mais variadas finalidades.

A Califórnia, que sempre foi um exemplo sobre a melhor utilização da água para diversas finalidades, começa a enfrentar problemas com a seca e disputas sobre o precioso líquido

Leia o restante desse texto »


O Câmbio Japonês e Suas Consequências

13 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags: , , , | 1 Comentário »

Com a extrema valorização do yen, a moeda japonesa, segundo um importante editorial do jornal econômico Nikkei, a economia japonesa corre o risco de entrar em colapso. Os norte-americanos e os europeus adotam posição para desvalorizar as suas moedas, e como muitas moedas no mundo, inclusive o yuan chinês que fica, praticamente, vinculado ao dólar, poucas moedas acabam se valorizando, inclusive o real brasileiro.

Se isto facilita as exportações dos países que desvalorizam as suas moedas, provoca efeito contrário nos países que ficam imobilizados, como o Japão e o Brasil. Suas moedas ficam valorizadas, facilitando suas importações. Como consequência, o emprego e o crescimento destas poucas economias ficam prejudicados, num cenário internacional cada vez mais recessivo.

No caso brasileiro, ainda sua economia continua se sustentando, com o brutal crescimento da produtividade do seu setor agropecuário, mantendo-se razoavelmente competitivo. Mas a sua indústria acaba sendo prejudicada, ao mesmo que o turismo para o exterior cresce de forma significativa. As melhorias que deveriam ocorrer no setor rural acabam sendo transferidas para o exterior.

Na economia japonesa, que tem um nível de renda e de patrimônio mais elevados, há uma relativa estagnação, com muitas de suas empresas transferindo parte de sua atividade produtiva para países asiáticos que continuam competitivos, principalmente porque os salários pagos aos seus trabalhadores ainda são relativamente modestos.

Como o quadro geral é de aumento do desemprego, com os consumidores mais arredios, acaba ocorrendo uma deflação, ou seja, um processo continuo de queda de preços. Ao mesmo tempo em que há uma tendência recessiva.

Do ponto de vista de política econômica, este quadro é mais difícil de ser modificado, principalmente quando a maioria dos países está com uma dívida pública elevada, como consequência da política antirrecessiva que veio sendo adotada nos últimos anos.

Ou seja, não se podem aumentar os gastos públicos num tipo de política pós-keynesiana para estimular o consumo visando estimular a produção. Todo o quadro se torna mais complexo, pois psicologicamente os consumidores tendem a retrair, aumentando suas poupanças.

Como os juros pagos nos países que desvalorizam suas moedas são baixos, há uma tendência de aumento das aplicações financeiras nas economias que praticam juros mais elevados, como o Brasil, agravando ainda mais os problemas cambiais. Estes recursos são perigosos, pois se concentram em aplicações de curto prazo, ficando arredios para qualquer mudança do quadro, introduzindo uma instabilidade prejudicial a todos.

Os riscos acabam ficando mais elevados, mas o sistema bancário mundial resiste às tendências de regulamentações mais rígidas que evitem movimentos especulativos. Eles continuam usufruindo lucros, tanto com o aumento dos fluxos quanto dos riscos, que sempre provocam aumento dos custos dos financiamentos, para proporcionarem margens para eventuais perdas.

Chega a ser uma situação que um novo entendimento se torna indispensável entre os países e autoridades, não dos países economicamente poderosos, como também os emergentes, sem o que todos acabam sendo prejudicados.