Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Primeiros Sinais da Recuperação Americana

3 de Abril de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Notícias | Tags:

Notas de cem dólares no bolso de calça jeans Finalmente dos Estados Unidos anunciam que em março último o emprego naquele país cresceu 162 mil postos. A taxa de desemprego ainda não caiu, pois havia muitos que tinham desistido de procurá-los, e voltam a fazê-lo.

Muitas medidas foram tomadas pelas autoridades norte-americanas, mas a crise provocada pela quebra de confiança no sistema financeiro internacional, a partir das instituições daquele país foi muito profunda, e ainda não pode ser considerada superada.

Todo o mundo aprendeu com esta crise. Nem mesmo o país mais poderoso do mundo não pode consumir continuamente mais do que produz, pois a partir de um determinado ponto o seu crédito fica abalado.

A “confiança” que é a base do sistema financeiro é uma crença, e se cuidados não forem tomados, a sua “quebra” demora a ser restabelecida. Quando as autoridades norte-americanas deixaram um grande banco falir, a insegurança se transmitiu para todas as instituições financeiras, abalando o mundo.

Até o momento, o sistema financeiro, apesar da necessidade, aceitou poucos aperfeiçoamentos adicionais na regulamentação de suas atividades, continuando a alimentar riscos acima do que podem suportar, mesmo com a assistência das autoridades, que também têm seus limites.

Os consumidores e produtores são menos racionais que esperavam os teóricos, mostrando que fatores psicossociais podem desencadear um pânico coletivo. Muitos, movidos pela ganância, acabam assumindo compromissos e riscos acima do que recomenda o bom-senso.

Os mecanismos de controle, como as auditorias, falharam ao não divulgarem os riscos que estavam embutidos em muitas operações. Os dirigentes de instituições financeiras procuraram seus benefícios pessoais, de curto prazo, e encontraram formas fraudulentas para esconder seus riscos, provocando o “milagre” de transformar créditos “podres”, ou seja, aqueles que não podiam ser honrados pelos devedores, em ativos de boa qualidade.

O lamentável é que a humanidade, mesmo com a crise desta dimensão ainda não aprendeu como deve estabelecer regras para que elas não se repitam. Mas vamos esperar que o bom-senso acabe superando a ganância dos seres humanos.



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