2 de fevereiro de 2012
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos, webtown | Tags: A Lebre com Olhos de Âmbar-Edmund de Waal-Ed.Intrínseca-2011, Demand for antique netsuke heats up in West-The Japan Times-04/01/2012.
Para suprir falta de bolsos nos vestuários tradicionais (kimono, yukata, kosode), os japoneses usavam uma espécie de nécessaire preso por cordão duplo ao obi (faixa ao redor da cintura), os inroh. Eram caixinhas de metal ou madeira laqueada ornada com pinturas maki-e, e com divisões que serviam para levar medicamentos, fumo, piteira, dinheiro, selos etc.. Para maior segurança, o cordão tinha um fecho (ojime), e, para que o cordão não se soltasse, um pequeno objeto entalhado, netsuke, o prendia ao obi (ne=raiz; tsuke=amarrar, prender).
Pouco maior que o tamanho de um polegar, os netsukes eram esculpidos em materiais variados: osso, chifre, casco de tartaruga, madeira, metal, marfim. Lisinhos, sem arestas nem rugosidades, são agradáveis ao toque. De uso cotidiano até o Período Edo (1615-1868) e feitos por artesãos hábeis em miniesculturas, foram se tornando objetos de rara arte e perícia. Como à gente comum, abaixo da classe dos samurais, não era permitido usar ornamentos nem joias, a crescente classe de ricos negociantes adotou os netsukes como adornos pessoais. Para provê-los, começaram a surgir muitos artesãos escultores, criando escolas e estilos de renome. Ao redor da Restauração Meiji (1868), com os japoneses aderindo ao uso de roupas ocidentais – calças e paletós com bolsos – os inroh caíram em desuso. Mas europeus apaixonados por japonaiserie (coisas e artes japonesas) começaram a descobrir e colecionar esses objetos. Artesãos e escultores continuaram então a fabricá-los visando esses colecionadores.






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26 de janeiro de 2012
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos, webtown | Tags: everywhere” Editorial – The Japan Times; “Water: Asia’s New Battleground”-Georgetown Univ.Press-2011-Brahma Chellaney, water, “Asia’s water stress chalenges growth and security”; “Water
Embora inundações na Ásia tenham ocupado noticiário mundial recentemente, a água, o mais vital de todos os recursos naturais, na verdade emerge como questão chave para a aquele continente justamente pela sua escassez: é a parte mais seca do mundo, não a África. A disponibilidade da sua água potável não é nem a metade da média global de 6.380 m³ por habitante. Se computadas todas as reservas mundiais de rios, lagos e aquíferos, a Ásia tem menos de um décimo da água da América Latina, Austrália e Nova Zelândia, um quarto da dos Estados Unidos, quase um terço da Europa, e fica atrás também da África, por habitante. No entanto, a crescente demanda mundial por água para prover alimentos, produção industrial e abastecimento urbano, está na Ásia, atual locomotiva da economia mundial. O desenvolvimento econômico trouxe consequências drásticas para aumentar a pressão sobre suas águas: a expansão do represamento de recursos hídricos através de represas, barragens, reservatórios e afins, sem que considerações ambientais de longo termo tivessem sido refletidas.
Centro da irrigação global com agricultura centrada na produção do arroz, é também o continente com maior número de represas hidrelétricas. Somente a China, maior construtor de represas do mundo, conta com mais da metade das quase 50.000 grandes represas do planeta. Ainda que a política do uso da água seja fenômeno universal, a economia chinesa do arroz e a natureza peculiar de seus rios (originando-se de altas regiões, com vazão e ímpeto avassalador nas cheias de degelo e das monções) fez o controle da água ser primordial para a governabilidade do país desde a antiguidade.

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19 de janeiro de 2012
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos, webtown | Tags: ano novo lunar, baozi/mantou, festival da primavera, hongbao, long ou dragão chinês, poon choi
O Festival da Primavera, que celebra o Ano Novo, é evento maior na China. Pelo calendário lunisolar chinês, o primeiro dia do primeiro mês marca o Ano Novo que cai entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro, a cada ano. Dia 23 de janeiro em 2012, Ano do Dragão.
Criatura medonha que expele fogo pelas ventas, temida no Ocidente, long, o dragão chinês (tatsu ou ryu no Japão), é reverenciado na China como símbolo da fertilidade, beleza e longevidade. É o 5º da lista de doze signos do zodíaco, e sua popularidade atinge o clímax durante o ano que representa. Na China ou no Japão, dragões são considerados amigos benevolentes, protetores dos humanos, guardiões de templos; sendo o mais poderoso dos bichos, imperadores o tomaram como símbolo imperial. Pessoas nascidas no ano do dragão (anos 2000, 1988, 1976, 1964, 1952…) são tidas como cheias de energia, carisma e sabedoria. Mas de pavio curto e bem turrões.


Decorações de Ano Novo em Xangai


Dragões estilizados


Poon choi, baozi mantou e envelopes de mesada hongbao e otoshidama
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21 de dezembro de 2011
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos, webtown | Tags: genealogia do clã Oda Nobunaga, Goh-Himetachi no Sengoku-NHK-Taiga Drama-2011, Oda Nagamasu
A história da vida e dos feitos do daimyô Oda Nobunaga rendeu centenas de lendas, poemas, contos e narrativas trágicas, heroicas ou românticas em livros, peças de teatro kabuki, filmes, novelas de TV. O último taiga drama exibido pela emissora NHK ao longo de 2011 trouxe, em nova versão e ótica, a história paralela de três irmãs, sobrinhas de Nobunaga, que vivenciaram o conturbado Período Azuchi-Momoyama – influenciando e sendo influenciadas pela história dos clãs aliados e rivais dos daimyos Nobunaga, Hideyoshi e Ieyasu. (Taiga drama = “novela grande corrente”, do francês roman fleuve, “romance rio”, sagas de grandes clãs ao longo de várias gerações).
Senhores feudais vencidos nas guerras tinham seus castelos incendiados e dizimados, com herdeiros, parentes e vassalos dentro – a intenção era acabar com a dinastia. Mas esposas e consortes, se formosas e de origem nobre, eram poupadas para servirem como favoritas de generais vencedores; pequenos príncipes podiam ser mantidos vivos e reféns, para intimidar opositores ou para futuras negociações e alianças; e meninas de estirpe, conservadas para futuros matrimônios de interesse político.


Goh, himetachi no sengoku-NHK-taiga drama / Retrato de Oda Nagamasu.

Nagoya 1918, Casal Paulo Kiyoshi Oda, filhos e neta.

Bastos, São Paulo, 1935, Casal Paulo Kiyoshi Oda, filhos, noras, genro e netos.

Bastos, São Paulo, 1939: casal Paulo Kiyoshi Oda, filha, genro e netos.
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15 de dezembro de 2011
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos, webtown | Tags: arte namban, cristianismo no Japão feudal, Light and Shadows in Namban Art - Suntory Museum of Art - Editora Nikkei Inc.-2011/2012, Oda Nobunaga.
“Nakanu nara koroshite shimae, hototogisu” (senryu anônimo)
(Não quer cantar? Matem-no duma vez, infeliz rouxinol).
Estes versos senryu (haikai de cunho satírico) referentes à pessoa de Oda Nobunaga (1534-1582) serviram, ao longo dos tempos no Japão, para exemplificar a personalidade brutal e sanguinária do daimyô (senhor feudal). Filho de governador militar de Owari-no-Kuni (atual região da província de Aichi, castelo de Nagoya), Nobunaga se sobressai, em meio a lutas sangrentas, dentre os pares de seu clã e de feudos vizinhos, fortalecendo-se como poderoso chefe militar a partir dos anos 1560 – quando o país estava mergulhado em disputas por terras e pelo poder: Sengoku jidai, era de reinos em guerra, de instabilidade social, intrigas políticas e conflitos militares.
O enfraquecimento do bakufu (governo central) e a ascensão de daimyôs, grandes proprietários de terras, fizeram que estes aspirassem à centralização do poder. Faziam-se alianças e conluios, traições e vinganças ocorriam até no seio de famílias do mesmo clã. Os vencidos tinham seus castelos incendiados com todos dentro, vassalos e herdeiros dizimados. Hábil estadista e estrategista militar, adepto de modernos armamentos bélicos (lanças de longo alcance e armas de fogo negociadas com europeus), Nobunaga inovou a cultura marcial japonesa; redistribuía terras conquistadas entre seus vassalos fiéis para que estes fiscalizassem os menos fiéis; abafava dura e cruelmente qualquer tentativa de sublevação, e consolidou sua posição de soberano supremo, estabelecendo-se em Nagoya, e depois em Quioto – construiu o vasto e suntuoso castelo de Azuchi, à beira do lago Biwa (atual província de Shiga), testemunhado por missionários europeus como edificação de luxo e pompa jamais vista (após a queda de Nobunaga, o castelo seria incendiado e vandalizado).



Retrato dos unificadores Nobunaga, Hideyoshi e Ieyasu
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8 de dezembro de 2011
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos, webtown | Tags: compulsão consumista, consumo ostentatório, geek, gyaru, nerd, otaku, youths spend more to show off-China Daily.
Os tempos de comemorar nascimento de quem pregava: “Amai-vos uns aos outros, não cobiçareis o alheio, e sereis providos com o pão vosso de cada dia”, tornou-se paradoxalmente época mor de consumismo, gastança e comilança. Desde quando o casal original incorreu no primeiro dos consumos proibidos e se percebeu despido e despojado de bens, não se parou mais de consumir: uma tanguinha aqui, outra sunguinha lá, um brinquinho Tiffany, mais gravatinha Hermès – tentações foram crescendo, mas como pagar tudo? “Comerás do teu trabalho, vestirás do suor do teu rosto”. As gerações seguintes caíram num círculo vicioso: produzir, consumir, exibir, e gastar mais do que têm. Surgem consultores financeiros para orientar consumo-adictos a não se perderem (Folha de S. Paulo, Folhainvest, Sobrou Dinheiro, 28/11/2011).
A consultora de moda e etiqueta Gloria Kalil ensina: “Chique é não ter dívida; usar o dinheiro extra (13º salário, abonos) para resolver esse problema é um presente que você se dá”. A outrora modelo e socialite carioca Danuza Leão, cronista do citado jornal, revela, “Para simplificar minha vida, não comemoro Natal há muitos anos. Nem telefonema eu dou. Quem me conhece bem, não me cobra por isso”. Mas é tudo que adoraríamos poder fazer! Porém, como despistar amigos e parentes próximos, distantes, agregados, postiços, ou falsos? Nem um telefonema? Como ela consegue? Já não nos sendo mais viável assumir tal atitude para este Natal, aí está: sugestão Danuza Leão de resoluções para 2012.





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5 de dezembro de 2011
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos, webtown | Tags: AIV - Ano Internacional do Voluntariado+10, Brasil Solidário-Japão, CCBJ-Revista Japão, Comúnitas, Faça Parte-Insituto Brasil Solidário, kodama deshôka, Pastoral da Criança, Pastoral do Idoso.
“…soshite ato de samishiku natte,
gomen ne te iuto, gomen ne te iu;
kodama deshôka, iie dare demo” (Misuzu Kaneko, 1903-1930)
(… então, sentindo-me triste e só, perdoe-me, disse; perdoe-me, respondeu. Será um eco? Não, quem sabe alguém).
“Kodama deshôka” (será um eco?), é a frase do poema repetida várias vezes em comercial de serviço público, produzido pela Advertising Council of Japan – que congrega órgãos de publicidade e comunicação no Japão. O jingle foi transmitido dia e noite por TVs japonesas nas semanas que se seguiram ao desastre de 11 de março: para dizer que pessoas respondem com gentileza quando tratadas gentilmente, que atos solidários se reproduzem como ecos.
Gente, organizações, países que acorreram para se solidarizar com o povo japonês foram unânimes: quando precisamos de ajuda, fomos socorridos incontinenti; agora é a nossa vez. Do Haiti, da Indonésia, da Nova Zelândia, das Américas, da Europa, de todo o Oriente. Nunca o mundo se organizou em tamanha cruzada de ajuda humanitária e voluntária – individualmente, em grupos, através de ONGs ou governos. Dentro do Japão, o desastre provocou uma consciência coletiva que o país não via desde a II Guerra Mundial.




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2 de dezembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Depoimentos, Editoriais, Notícias | Tags: artigo do site Ocidente Subjetivo, navegação no Sudeste Asiático | 3 Comentários »
*Por Bruno Banha, publicado originalmente no Ocidente Subjectivo, de Portugal
*Mantida a ortografia oficial de Portugal, que ainda não aderiu ao acordo ortográfico
A região Ásia-Pacífico pode ser identificada como um centro gravitacional de comércio, demonstrado pela dimensão das frotas regionais, pelos grandes portos (8 dos 10 maiores portos do mundo encontram-se na região e de salientar que 6 são na Republica Popular da China) e pelo número de navios que navegam na região, no entanto várias rotas marítimas, com maior densidade de tráfego, atravessam uma região com algumas disputas territoriais entre vários Estados, pelo que a consequente instabilidade tem prevalecido (Geise, T., p6, 2011).
Este estatuto como centro gravitacional segue o crescimento de toda a região. A RPC é, sem dúvida, o driver mais relevante nessa matriz, não podendo descurar, no entanto, as economias do Japão, Coreia do Sul, Taiwan, bem como toda a sub-região do Sudeste Asiático com a sua elevada dependência do comércio marítimo. Este crescimento regional tem provocado uma crescente demanda por contentores e navios para transportá-los, fazendo aumentar o volume de negócios dos portos regionais e do tráfego marítimo regional, estimulado por uma contínua intensificação das trocas comerciais inter e intra-regional. Este crescimento regional, além disso, desencadeou demandas crescentes de energia, necessária para sustentar esse crescimento, dependências que variam entre os 60% e 90% para os Estados do Nordeste Asiático, o que explica porque o aumento do tráfego de contentores é acompanhado por um aumento no tráfego de petroleiros (Geise, T.,p6, 2011).
Cerca de 80% da região do Sudeste Asiático é constituída por mar, as ilhas e penínsulas da região estão situadas entre os oceanos Pacífico e Índico, sendo como uma fronteira para principais artérias de comunicação e comércio mundial. De acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), o crescimento económico e o comércio de mercadorias por via marítima estão intimamente relacionados. Nos últimos anos, a quota da Ásia no total de mercadorias transportadas por mar a bordo dos navios aumentou para 41 por cento, seguido, por ordem decrescente, pelas Américas, Europa, África e Oceânia.
O sector de transporte marítimo que mais tem crescido é o de contentores, o qual a Ásia detém cerca de 60% do global, segundo o “Relatório do transporte marítimo de 2010”, tendo sido a sua quota, em 1995, de 50%. Este é o tipo de transporte, dos principais tipos de carga (granel, petróleo e contentores) que mais tem crescido nos últimos anos. Outro factor importante, que demonstra a importância que a região Ásia-Pacífico tem no comércio marítimo mundial é o facto de 8 dos 10 portos mais movimentados no mundo estarem localizados na Ásia oriental, tal como referido anteriormente e como demonstrado na tabela abaixo.

Dependência de Petróleo Importado na Ásia, 1971 – 2030.
Hoje em dia a população do Sudeste Asiático reside ou depende economicamente do mar que é contudo, ao mesmo tempo, a fonte de uma multiplicidade de ameaças e factores de instabilidade que colocam em perigo não só a prosperidade das populações locais como também ameaçam directamente a segurança dos Estados (Bradford, J. F., p1, 2005).
Cerca de 2/3 do abastecimento de recursos energéticos pela Coreia do Sul e mais de 60% por parte do Japão e de Taiwan transitam anualmente pela região do Sudeste Asiático. Por outro lado, pensa-se que o Mar do Sul da China poderá conter uma larga variedade de recursos energéticos (incluindo petróleo e gás natural) e minerais, mas a sua exploração tem sido comprometida pelo conflito existente entre diversos países em torno de reivindicações de soberania.
30 de novembro de 2011
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos, webtown | Tags: A season of purple-China Daily-21/11/2011, jacarandás mimosos de Buenos Aires, Lisboa, Porto Alegre, Pretória-África do Sul, São Paulo-Brasil. | 4 Comentários »
“Nesta Lisboa, onde mansos e lisos os dias passam a ver gaivotas, e a cor dos jacarandás floridos se mistura à do Tejo, em flor também…” (Eugénio de Andrade, 1923-2005).
No interior paulista da nossa infância, exuberantes flores cor de laranja de cipós de São João, em julho, marcavam férias escolares de inverno. Logo, explosão de ipês amarelos anunciava início da primavera. Transcorridos Dia da Árvore e setembro, era a vez de jacarandás mimosos começarem a derramar seu roxo e lilás pela plena primavera outubro afora. De uma cor que remete à fugaz nostalgia, a floração do jacarandá mimoso foi registrada por pintores, poetas, e haicaistas. Para imigrantes japoneses, a etérea cor violeta lembrava com saudade as floradas da glicínia (fuji) no Japão; turistas japoneses na primavera de São Paulo perguntavam por onde poderiam apreciar as flores do /djakarándah/, como eles pronunciam.


Jacarandás de Buenos Aires, em fotos do China Daily


Jacarandá mimoso e jacarandá de Lisboa


Jacarandás de Pretória, África do Sul, e de Porto Alegre
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22 de novembro de 2011
Por: Naomi Doy | Seção: Depoimentos, webtown | Tags: derretimento de geleiras no Himalaia, des “tsunamis de montagne” ménacent Le Bhoutan-Le Monde-04/11/2011, GNH, rei do Butão visita Japão.
Charmosos e recém-casados, o rei Jigme Wangchuck, 31, e a rainha Jetsun Pema, 21, do Butão, fizeram visita oficial ao Japão entre 15 e 20 de novembro último. Por onde passaram, encantaram as pessoas pela sóbria elegância de gestos e palavras. A ampla cobertura dada pela imprensa à sua passagem certamente fez os japoneses conhecerem melhor o pequeno reino encravado nas altas montanhas do Himalaia, entre a China e a Índia.
O jovem rei, coroado em 2008 após a abdicação do pai, deu continuidade à monarquia constitucional que governa o país – que em 1949 se tornara independente do Reino Unido. Com área de quase 40.000 km², equivalente à da Suíça, e população de 700.000 habitantes, a economia do Butão é baseada na agropecuária de subsistência (à qual se dedica 90% da população), na extração florestal, no turismo, e na venda de energia elétrica para a Índia. A abundante água é o recurso mais precioso do Butão. Diz-se que a água é para o Butão o que o petróleo é para o Kuwait. Ela irriga os campos e terraços de plantação entre vales e montanhas, e alimenta as usinas hidrelétricas que geram 40% da riqueza anual do reino. As águas do Butão e da região circunvizinha funcionam como “caixa d’água” preciosa para todo o Centro-Sul da Ásia.

Rei e rainha do Butão visitam o Japão


Mapa do Butão e monastério nas montanhas
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