Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas

22 de junho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , ,

expos Anuncia-se uma exposição imperdível do artista Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), um dos mais importantes que o Brasil já teve. Um artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo de hoje, de autoria de Camila Molina, refere-se a esta rara exposição que reúne, com a curadoria de Paulo Herkenhoff, um dos acervos mais importantes deste artista consagrado, reunindo cerca de 100 de suas obras, algo inédito no mundo.

O que consta do artigo, que deve estar baseado numa série de estudos sobre a obra deste artista, pode gerar até uma controvérsia, ainda que destaque a influência do Oriente nos seus trabalhos. Os que conhecem algumas das igrejas de Mariana, Minas Gerais, com traços de asiáticos em algumas figuras, atribuem aos jesuítas que trabalharam no Oriente, e vieram para o Brasil, ainda no período colonial. Guignard, com seu período na Europa, deve ter aprofundado a influência da moda da ocasião que se interessava pelas artes japonesas e chinesas.

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Antigas Culturas Asiáticas

19 de junho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , , , , , ,

Desde a Renascença, quando a Europa começou a desenvolver-se, o mundo tendeu a considerá-la o centro do mundo, atribuindo uma importância desprezível às antigas civilizações, o que está sendo novamente revisto. Istambul ainda localiza-se na parte européia, mas é onde passando as pontes sobre o Bósforo, que liga o Mar de Mármara, da parte Mediterrânea com o Mar Negro, já se cruza para a parte de Anatólia da Turquia, que fica na Ásia.

Ainda que existam indícios das presenças de aglomerações humanas deste o período neolítico nesta região atualmente turca, entende-se que o Império Bizantino ou os greco/romanos, lá se instalaram em torno de 660 a.C., tendo pequenos períodos de domínio persas. De cerca de 330 d.C. ficou com o nome de Constantinopla, consolidando-se como sede do Império Romano do Oriente, que deixou muitos monumentos. O Império Otomano fixa-se em torno de 1450 prolongando-se até 1922, estendendo-se por todo o Mediterrâneo, desde Portugal até a parte arábica, envolvendo a atual Síria e Líbano. Deixou um patrimônio importante da humanidade. Explica, também, porque muitos imigrantes árabes para as Américas tinham passaporte turco.

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Persistências de Poucos Intelectuais Nikkeis

15 de junho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , ,

O jornal O Estado de S.Paulo publica hoje dois artigos de persistentes intelectuais nikkeis que não têm merecido a devida atenção das entidades desta comunidade. O primeiro, sob o título “Um haicai arquitetônico”, do jornalista Jotabê Medeiros, trata do indigente trabalho de Akinori Nakatani na preservação do Casarão do Chá, de Mogi das Cruzes. Outro, sob o título “Teve a ousadia de criar uma geração literária”, do poeta Claudio Willer, em memória a Massao Ohno (1936-2010).

Akinori Nakatani, mais conhecido como um consagrado ceramista internacional, japonês de origem, é um dos poucos que ganharam o Primeiro Prêmio Presidente da República da Itália, da Bienal de Faenza, considerada a mais importante do mundo nesta especialidade. Radicado há décadas em Mogi das Cruzes, é um dos mais persistentes intelectuais que lutam por dezenas de anos pela preservação da Casa de Chá, com todo o empenho individual que é possível.

Massao Ohno, desde os anos cinquenta do século passado, começou suas atividades editando apostilas que eram usadas pelos que almejavam participar dos vestibulares que ganharam importância no ingresso nos cursos universitários do pós-guerra.

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Massao Ono, Carlos Seabra e Alice Ruiz, em 2004. Akinori Nakatani

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Mal Comparando São Paulo Com Istambul

11 de junho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , , ,

Sempre existe a pretensão de considerar a cidade em que algum comentarista mora como umas das melhores do mundo, e os paulistanos exageram na regra. Acham que a nossa cidade é capital mundial da gastronomia, uma das maiores miscigenações étnicas e culturais conhecidas etc. São Paulo tem suas qualidades, mas também muitos defeitos que precisam ser reconhecidos.

Comparando com Istambul, ela possui oito mil anos de história, enquanto São Paulo tem pouco menos de 500 anos. O tamanho de ambas as metrópoles pouco difere quando considerados os seus arredores. O que parece comum é o tráfego terrível, com motoristas pensando que são pilotos de Fórmula 1. Em pontos turísticos e número de visitantes estrangeiros, Istambul supera em muito. Variedade de restaurantes, São Paulo ganha, mas em qualidade tanto de hotelaria quanto de instalações ela perde.

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Habilidades Comerciais Milenares

7 de junho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , ,

Quando se observa os comerciantes como do Grand Bazaar, de Istambul, imagina-se que muitos comerciantes sul-americanos, notadamente brasileiros, absorveram parte da cultura comercial destes povos milenares, como os turcos. Como os mascates que levaram seus produtos por todo o interior da América do Sul, e hoje ocupam as principais regiões comerciais das grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro. Na realidade, o Oriente Médio veio negociando com os asiáticos, especialmente com os chineses, utilizando a histórica e milenar Rota da Seda, desde a época dos fenícios.

Istambul foi sempre disputada desde a época Bizantina, quando se tornou capital da Roma Oriental, pois era um ponto estratégico para o comércio, não só com o Mar Negro, Mediterrâneo como com o Egito. E daí para toda a Ásia. Acabou prevalecendo a sua cultura otomana, fortemente reafirmada no seu atual nacionalismo. Não só a cidade do ponto de vista urbano e de seus monumentos, como existe uma refinada cultura comercial que se expressa na habilidade no trato dos clientes. Ainda que tenham feito um péssimo negócio, os clientes saem como tendo obtido ganhos e satisfeitos.

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Ayasofya, igreja transformada em um majestoso museu em Istambul

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Cautelas Com Investimentos Estrangeiros

22 de maio de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , ,

Não deixam de ser alvissareiras as frequentes notícias de novos investimentos estrangeiros no Brasil, que certamente conta com muitos recursos naturais e condições favoráveis para novos empreendimentos. Mas não devem ser meras transferências de controladores que não resultem em empregos adicionais no Brasil ou estímulos para aumento dos fornecimentos locais.

Um excelente artigo de Antonio Corrêa de Lacerda, experiente economista em temas relacionados com o assunto, publicado na Folha de S.Paulo, sob o título de “O Brasil e a diáspora das empresas chinesas”, chama a atenção sobre alguns aspectos que precisam ser considerados. Os chineses, por exemplo, dispõem de uma experiência comercial milenar, enquanto os brasileiros continuam ingênuos adolescentes em atividades internacionais, ainda que estejamos aprendendo rapidamente.

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Pesquisas Sobre Emoções dos Compradores

18 de maio de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , ,

Todos os publicitários sabem a importância que as emoções exercem nas motivações dos consumidores. A consagrada agência japonesa Hakuhodo divulgou no jornal Nikkei uma ampla pesquisa com seis mil homens e mulheres sobre as emoções positivas e negativas associadas a 20 palavras onomatopaicas.

O idioma japonês é mais rico que as ocidentais no uso destas palavras. E emoções dos consumidores como “feliz” ou “triste” foram associadas a estas palavras onomatopaicas. É evidente que esta pesquisa só serve para o mercado japonês, mas a metodologia pode ser adaptada a outras culturas, que devem apresentar resultados similares, que podem ser utilizados em anúncios nas rádios, televisões, jornais e revistas, como já se faz usualmente.

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Análise do Partido Comunista Chinês

17 de maio de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , ,

Um interessante artigo de Richard McGregor, do Wall Street Journal, foi publicado no Nikkei, descrevendo o atual funcionamento do Partido Comunista Chinês. Existem muitas dúvidas, no exterior, sobre o seu papel numa economia que utiliza cada vez mais o mercado, existindo muitas empresas privadas, tanto chinesas como de estrangeiros.

O artigo é uma adaptação do ensaio publicado sob o título “The Party: The Secret World of China’s Communist Rulers”, do mesmo autor, que foi chefe do escritório do Financial Times em Beijing. Esclarece uma série de aspectos, que podem ser discutidos, como este partido funciona naquele país, bem como o que parece comum com o que existe em outros países.

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O Uso do Chá Entre os Asiáticos

7 de maio de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , , , , ,

Existem variadas formas de consumo do chá em todo o mundo e ficaram mais famosas as imagens do “chá das cinco” das inglesas, utilizando as produções do Sudeste Asiático, como os do Ceilão, que se transformaram em verdadeiras instituições, com bolos, biscoitos e geleias. E as sofisticadas cerimônias de chá dos japoneses, que possuem diversas “escolas” com estilos que diferem um pouco entre si. Começaram a tomar formas mais elaboradas e formais desde a época em que a capital japonesa era na região de Kyoto/Nara.

Menos conhecidas são as praticadas pelos homens japoneses, que utilizam chás de finas qualidades, cuja prática se estendeu por muitas partes do mundo. Não costumam ser muito quentes. As utilizações mais populares do cotidiano são muito intensas em toda a Ásia.

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Heitor Villa-Lobos Para Violão Solo

18 de abril de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura | Tags: , ,

Por incrível que pareça, o maior fã clube das obras de Heitor Villa-Lobos está na Ásia, precisamente no Japão. Acaba de ser lançada no Brasil, neste ano, a obra completa dele para violão solo, com a execução magistral do brasileiro Fábio Zanon, gravada há alguns anos em Londres.

Este excepcional CD tornou-se disponível graças ao trabalho da gravadora Biscoito Clássico, com o trabalho de um grupo de mulheres sob a direção geral de Kati Almeida Braga, direção artística de Olivia Hime, produção de Sylvia Medeiros, assistência de produção de Cecília Temke.

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Heitor Villa-Lobos por Branca Dias

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