3 de fevereiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: criatividade na escassez, da University of Southern California, entrevista da Rachel Will, US-China Today
Uma interessante entrevista feita por Rachel Will com Sasha Gong foi publicada no US-CHINA TODAY, da University of Southern California, sobre o livro que o entrevistado preparou junto com Scott Seligmann, sobre a culinária chinesa utilizando a criatividade no período de escassez da Revolução Cultural.
O entrevistado que era de Guangzhou, na região cantonesa, que apresenta a culinária chinesa mais conhecida no mundo, foi obrigado com sua família a trabalhar numa pequena vila na província de Hunan. Aprendeu a utilizar a sua criatividade e conhecimento para cozinhar com o que estava disponível, e o livro trata de pratos que podem ser preparados com o que se encontra em qualquer parte dos Estados Unidos, não necessitando de ingredientes só possíveis de serem conseguidas em estabelecimentos especializados.


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2 de fevereiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: agora o de Habin na China, competição dos festivais de inverno, o tradicional de Sapporo em Hokkaido
Por: Paulo Yokota Seção: Cultura, Editoriais e Notícias, WebTown Tags:
Uma saudável competição entre festivais de inverno na Ásia estão atraindo as atenções mundiais, visando aproveitar este período de inverno rigoroso na China e no Japão, para promoverem o turismo. O mais tradicional era o de Sapporo, em Hokkaido, mas agora Harbin, no Norte da China, entra com todo o seu esforço para impressionar os potenciais turistas.


Esculturas de gelo em Sapporo

Esculturas em Harbin, com luzes fluorescentes. Foto: Jonathan Browning
Outras fotos podem ser encontradas no Google Images Winter Festival Sapporo 2012 e as de Johathan Browing, que é um fotografo freelancer sediado em Xangai, na China, entrando no:
http://www.foreignpolicy.com/articles/2012/02/01/china_ice_festival_photos#5
31 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: empenham-se com os brasileiros no Japão, grupo de atores japoneses de Tokyo, visitaram o Brasil | 4 Comentários »
Ainda que seja natural em qualquer país que a média da população conheça pouco do exterior, os analistas se surpreendem quão pouco japoneses sabem sobre seus imigrantes no Brasil. Uma parte disto decorre da tentativa de esquecer que o Japão já passou por situação tão difícil que teve que enviar para o exterior parte de sua população que não conseguia se sustentar no país, como os que emigraram para países como o Brasil. No artigo publicado no The Japan Times, Mami Maruko descreve um grupo denominado Mari Mari que se empenha agora a difundir a cultura popular japonesa no exterior, citando o trabalho desenvolvido no Brasil, de uma forma um tanto romântica.
Eles procuram divulgar para os descendentes de japoneses parte da cultura nipônica, ainda que de forma rudimentar. Apoiado pela Universidade de Shizuoka de Arte e Cultura, Hotaka Hagiwara, líder de um grupo, viajou para o Brasil com outro membro do grupo, Masakazu Teramoto, apresentando contos japoneses em diversas instituições no Estado de São Paulo.


Fotos da trupe Mari Mari publicadas no Japan Times
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30 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: 2011, edição em português da Editora Objetiva, Rio de Janeiro, tradução de Cássio de Arantes Leite
Esta obra monumental de Henry Kissinger, que sempre foi um intelectual de primeira grandeza e ocupou a Secretaria de Estado nas administrações norte-americanas dos presidentes Richard Nixon e Jimmy Carter, retomando os contatos dos Estados Unidos com a China, não pode ser ignorada por aqueles que se preocupam com a compreensão dos problemas mundiais. Publicada em português pela Editora Objetiva, com a tradução de Cássio de Arantes Leite logo depois do seu lançamento em inglês, permite um melhor conhecimento dos problemas envolvidos e dos esforços efetuados para a retomada destes contatos.
Uma rápida leitura da obra por um simples analista, como o responsável por este site, permite constatar que as opiniões expressas nesta pequena contribuição são também abraçadas por um conhecedor abalizado como Henry Kissinger, que participou diretamente dos entendimentos pioneiros entre as autoridades dos Estados Unidos com as da China. Como a relevância do conceito de País do Meio naquele país e sua longa carga histórica e cultural, a importância das formulações como de Confúcio que continua sendo utilizada até hoje em toda a Ásia, a importância dos conhecimentos como os acumulados por Joseph Needham, de Cambridge, sobre a China, e os dados comparativos de longo prazo de Angus Maddison estão entre eles. Acabam sendo motivo de orgulho para os que não contam com fontes e equipes como os que foram utilizados na confecção desta obra.


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27 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: a conectividade na China, artigo de Stephen S. Roach, divulgado pelo Project Syndicate
Stephen S. Roach, da Universidade de Yale, é considerado um dos maiores conhecedores da China e vem escrevendo muitos artigos sobre aquele país. Agora, divulga por intermédio do Project Syndicate um artigo informando sobre a revolução de conectividade que está ocorrendo naquele país, que sempre enfrentou problemas de fragmentação e comunicação, diante das muitas etnias, idiomas e diferenças geográficas regionais.
A internet que vem provocando mudanças em todo o mundo está se expandindo rapidamente pela China, segundo o autor, introduzindo mudanças nos relacionamentos sociais e até no sistema político. Isto parece um processo irreversível. De acordo com os dados da Internet World Stats, o número dos chineses utilizando a internet triplicou desde 2006, passando para 485 milhões de usuários em meados de 2011. Ainda está baixo, em torno de 36% de sua população, quando na Coreia, no Japão e nos Estados Unidos chegam a 80%.


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26 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: advertências, Índia merece atenção, suplemento de turismo da Folha de S.Paulo
Muitos turistas ocidentais ficam impressionados com as fotos de um Taj Mahal, possivelmente a maior atração turística da Índia, que é muito mais que isto, que por si só já valeria a pena de uma visita ao país. O suplemento de turismo da Folha de S.Paulo fornece um panorama mais completo, e todos os interessados na Ásia podem obter informações valiosas sobre este país, como a matéria que adverte que Déli atordoa os estrangeiros com toda a sua confusão.
Ainda que a China atraia as atenções mundiais, é preciso considerar que até o budismo veio da Índia. Um profundo conhecedor da cultura chinesa me informava que a primeira dança da famosa Ópera de Peking era de origem indiana e que, infelizmente, com a irracional Revolução Cultural, importantes marcos da influência indiana na China tinham sido criminosamente destruídos.
Mas, além das fotos e textos interessantes, é preciso que os turistas estejam informados que o cheiro característico da Índia é que mais impressiona os visitantes, o que nem sempre é agradável para todos. A mistura da riqueza com a pobreza pode não ser bem aceita por todos, ainda que sua elite e classe média sejam muito mais numerosas que à brasileira.



Taj Mahal e edifícios modernos convivem em harmonia na Índia
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24 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: abordagem diferenciada, Ano Novo Chinês do Dragão, diáspora chinesa
Tantos são as matérias divulgadas sobre as comemorações do Ano Novo Chinês, o Ano do Dragão, que este site procurou novos ângulos para a postagem de sua matéria. O que é possível observar é a tremenda diáspora dos chineses por todo o mundo, que se somam à gigantesca população da China, mostrando que os eventos comemorativos ocorrem em todos os continentes. É evidente que o País do Meio enfatiza as suas comemorações no seu próprio território, mas já participei de algumas movimentadas como no Chinatown de Nova Iorque, que pouco perde ao que é feita nos seus próprios territórios.
Existem alguns povos que são conhecidos pelas suas presenças nas mais variadas partes do mundo, mas os chineses não ficam atrás, e suas comunidades e de seus descendentes procuram preservar suas tradições culturais deste povo. O Ano do Dragão deixou de ser somente chinês e é observado em muitos países asiáticos que receberam suas influências culturais, mas até em terras longínquas como nas Américas ou na Austrália suas presenças são marcantes, ajudando nesta globalização que vem se observando em todo o mundo. E isto acaba sendo utilizado para a “boa fortuna” nos seus negócios.


Chineses festejam o Ano do Dragão
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24 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: adaptações da volta, culturas nas escolas, dificuldades tanto na ida como na volta | 2 Comentários »
Há algumas décadas, um amigo japonês que trabalhou alguns anos no Brasil queixou-se das dificuldades de adaptação de sua filha às escolas japonesas, acabando por sofrer os chamados “ijimes” (uma espécie de bullying), ou discriminações dos colegas de classe. Hoje, um artigo no The Japan Times trata do mesmo assunto, ainda que o mundo tenha se globalizado e haja esperanças que os jovens estudantes japoneses estejam mais acostumados com os colegas que retornaram do exterior. O artigo escrito por Ashley Thompson trata do mesmíssimo assunto, mostrando que nada ou pouco mudou neste aspecto.
É evidente que nas escolas brasileiras, como na maioria dos países do mundo, os alunos gozam de maior liberdade, como de perguntar aos professores sobre as suas dúvidas em classe. Os estudantes japoneses não expressam suas questões, e acabam achando que os que adquiriram estes hábitos estão procurando “aparecer” entre seus colegas, e acabam sofrendo o tal “ijime” ainda hoje, segundo o artigo.


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16 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: Highlighting Japan, o mundo do futuro, publicação do governo japonês
O novo número desta revista que está sendo distribuída pelo governo japonês por intermédio da internet correspondente a janeiro de 2012 e tem como tema o Mundo do Futuro. O artigo de capa refere-se aos esforços que estão sendo feitos numa escola secundária feminina em Kawagoe, para ensino de ciência e tecnologia, visando mais felicidade e saúde para a humanidade.
Todos os artigos publicados seguem a mesma linha editorial, como a produção de biodiesel, numa colaboração da Universidade de Kitakyushu com a Universidade de Chutalongkorn da Tailândia ,ou a invenção do que chamam de capa invisível, com uma entrevista com o seu autor. Ou, ainda, as alterações virtuais dos sabores dos alimentos.
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16 de janeiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: globalização, intercâmbio cultural do Teatro Nacional São João de Porto com o SESC de São Paulo, Sombras. de Ricardo Pais
Uma interessantíssima peça que leva o nome de “Sombras – a nossa tristeza é uma imensa alegria”, uma criação do teatrólogo português Ricardo Pais, dá prosseguimento ao intercâmbio teatral que o Teatro Nacional São João, do Porto, de Portugal, mantém com o SESC – Serviço Social do Comércio de São Paulo, na unidade de Pinheiros. A peça utiliza todos os recursos multivisuais das artes cênicas e provoca a plateia a reflexões importantes, como as melhores peças do gênero na história da civilização.
Os brasileiros estão pertos e ao mesmo longe dos portugueses. Apesar de utilizarem o mesmo idioma, entre outras diferenças, o sotaque cria dificuldades de compreensão em toda a sua profundidade, principalmente quando os textos são expressos rapidamente por jovens. Lembra-me um “city tour” há muitas décadas por Lisboa, quando a gravação em espanhol num veículo de turismo permitia melhor entendimento do que o português utilizado na gravação.
O tema da peça é complexo, e na minha leitura (e pode haver muitas outras) trata-se da discussão da identidade portuguesa preservada diante da globalização que está ocorrendo no mundo, inicialmente quando os portugueses passam a se denominar europeus. A característica melodramática do teatro português, tendo como fio condutor do espetáculo o fado, passa por uma modernização, deixando longe as lembranças dos textos de Fernando Pessoa e do fado de Amália Rodrigues, que são mais conhecidos dos brasileiros. Um toque de “jazz” fica caracterizado pela nova leitura, mantendo o essencial do fado.



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