Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

O Problema da Tecnologia do Trem Rápido Chinês

22 de novembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , ,

Um detalhado artigo da jornalista Norihiko Shirouzu, do Wall Street Journal, reproduzido no Valor Econômico de hoje, além de tratar da tecnologia chinesa de trem rápido, levanta outros problemas de absorção de tecnologias estrangeiras, que estamos discutindo neste site em alguns artigos postados. Os chineses estão implantando ferrovias de trem rápido numa velocidade assustadora, e informam que contam hoje com tecnologias que diferem daquelas que adquiriram de estrangeiros, como a da Kawasaki Heary, Siemens, Alstom e Bombardier. Informam que pretendem chegar a mais de 15.000 quilômetros até 2020, com trens que já superam a 400 quilômetros horários.

Os grandes grupos estrangeiros, para abocanharem parte do mercado chinês, transferiram partes de suas tecnologias e normalmente são diplomáticos nas reclamações de uso inadequado de seus conhecimentos, pois sabem que a China continuará sendo um grande mercado no futuro. O artigo do Wall Street Journal procurou obter as versões de todos os lados, sendo que a Kawasaki Heary explicita suas reclamações, principalmente porque os chineses se tornam concorrentes importantes nos terceiros mercados.

Trem rápido chinês bate recorde de velocidade

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Concorrência do Trem Rápido no Brasil

20 de novembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , , | 2 Comentários »

O jornal econômico japonês Nikkei informa que o consórcio que seria formado para disputar a concorrência do trem rápido brasileiro que ligaria Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, liderado pelas grandes empresas como a Mitsui, Mitsubishi Heary, Hitachi e Toshiba, não pretende mais concorrer ao projeto. A mesma notícia informa que os franceses, liderados pela Alston, segundo informações coletadas na embaixada francesa em Brasília, também não participaria da disputa. Eles alegam que o engajamento do governo brasileiro não foi suficiente para reduzir o risco do projeto, caso a demanda por parte dos passageiros não seja tão alta como a prevista nos estudos iniciais.

Restaria o consórcio coreano, liderado pela Korea Railroad que continua trabalhando ativamente, pois pretendem que este projeto brasileiro os qualifique para os outros futuros que disputarão nos Estados Unidos.

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Mapa com o trajeto do trem rápido

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Informações de Maglev de Xangai

11 de outubro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , ,

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Um visitante do site asiacomentada.com.br sugeriu que incluísse um vídeo sobre este trem rápido, que poderia interessar alguns internautas. Acatando a boa idéia, saímos à procura deste vídeo, mas somente conseguimos uma visita virtual que pode ser acessada utilizando-se no Google, “SMT Shanghai Maglev Transportation Development Co.Ltd.”, que dá uma visão deste sistema que pode ser utilizado naquela cidade, com uma tarifa modesta de 50 yuan.

Quando no seu interior, pode-se constatar que a viagem do Aeroporto de Pudong, onde se localiza o seu terminal, até a estação do Longyang Road, cobrindo uma distância de 30 quilômetros, pode ser feita em curto espaço de tempo, com grande conforto, pois não se sente nem a aceleração e nenhuma trepidação. Fica-se impressionado, pois o velocímetro no interior do vagão indica que em cerca de três minutos já se atinge a velocidade de 300 quilômetros horários, sendo que no teste experimental chegou a cerca de 450 quilômetros.

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Fotos do trem rápido que liga o Aeroporto de Puydong a Estação de Longyang Road

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Trem Rápido Chinês Bate Recorde Mundial

28 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , , ,

O principal jornal chinês, China Daily, noticiou que hoje, numa viagem teste entre Xangaiai e Hangzhou, o seu trem CRH380A atingiu a velocidade recorde mundial de 416,6 quilômetros horários. Ele foi projetado para uma velocidade de 350 quilômetros, para cobrir a distância de 202 quilômetros entre as duas cidades em 40 minutos, quando antes levava duas horas. Espera-se que cerca de 80 milhões de passageiros usem esta rota por ano.

Xangai é uma metrópole com cerca de 20 milhões de habitantes, que tive a oportunidade de visitar neste ano, e Hangzhou é uma aprazível cidade com atrativos turísticos, que visitei há algum tempo, que conta atualmente com cerca de 7 milhões de habitantes. Hoje, são centros dinâmicos do desenvolvimento chinês, que se concentra na faixa litorânea.

O engenheiro chefe do Ministério de Ferrovias chinês, He Huawu, informou que 7.055 quilômetros de trens rápidos já se encontram em serviço naquele país. Os chineses haviam batido o recorde anterior que era de 394,3 quilômetros por hora entre Beijing, a Capital, e Tianjin com o seu CRH3 em junho de 2008, com distância em torno de 120 quilômetros.

Trem rápido chinês bate recorde de velocidade

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Trem Rápido Chinês se Tornou Competitivo

25 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , ,

Trem rápido chinês O programa chinês de trens rápidos, que pretende instalar mais de 16.000 quilômetros até 2020, uma distância que daria para ir de Beijing até Londres e voltar, permite absorver as tecnologias que obteve no exterior e aperfeiçoá-las, passando a produzir a custos extremamente baixos. O jornal inglês Financial Times, num artigo publicado no Nikkei, escrito pelos jornalistas Jamil Anderlini, de Beijing, e Mure Dickie, de Tóquio, relata que a foto do governador da Califórnia, Arnold Schuwazenegger, ao lado de um destes trens é histórico e irônico, afirmando que eles estão na competição para instalá-los nos Estados Unidos. No passado foi a mão de obra chinesa que permitiu a construção de muitas ferrovias norte-americanas.

Uma estatal chinesa foi obtendo tecnologias da Siemens alemã, da Alstom francesa, da Kawasaki Heavy japonesa e da Bombardier canadense, pois eram condições para fornecerem para a China. Segundo eles, o atual projeto chinês que chega a 380 quilômetros por hora nada tem a ver com os que foram adquiridos que chegavam a 200 quilômetros por hora de velocidade. Este é um exemplo vivo de como os chineses absorvem e aperfeiçoam tecnologias externas, e mesmo que existam algumas contestações, nenhuma empresa estrangeira ousa desafiar a China e perder o seu mercado potencial.

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Participação Coreana no Trem Rápido Brasileiro

13 de setembro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , , ,

O jornal O Globo publica uma notícia sobre a criação de uma agência especial em Seul para concorrer na licitação do trem rápido brasileiro. Especialistas bem informados dão conta que os coreanos são os favoritos nesta disputa, por contarem com uma forte determinação do seu governo, já transmitido para as autoridades brasileiras. Fontes japonesas, normalmente bem informadas, dizem que os coreanos possuem custos baixos na produção dos vagões, e que até mesmo o consórcio japonês para manter a sua competitividade teria que produzir parte substancial dos seus na Coreia.

A experiência coreana com trem rápido já em funcionamento naquele país apresenta algumas características semelhantes com São Paulo e Rio de Janeiro. Seul teria a dimensão da capital paulista e Busan teria a dimensão de Rio de Janeiro, informando-se que a sua operação tornou-se rentável depois de um ano e meio.

Trem rápido coreano

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Trens Rápidos Estão Entre as Surpresas Chinesas

19 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , ,

Mesmo tentando ser o mais imparcial possível, há que se admitir que muitas coisas da China surpreendem até os mais céticos sobre a capacidade chinesa na implementação de ousados projetos. Numa recente viagem a Xangai, experimentei pessoalmente os avanços que atingiram esta cidade, conhecida de outras viagens, tanto seu novo aeroporto quanto o monorail como todas as obras que lá estão feitas nos últimos anos.

Mesmo que parte desta nota pareça uma propaganda, existem aspectos que merecem a nossa atenção, quando o Brasil está num processo de concorrência do seu sistema de trem rápido que deverá ligar Campinas-São Paulo-Guarulhos até chegar ao Rio de Janeiro. No monorail que liga o aeroporto a Xangai, constatei que em três minutos já tínhamos atingido a velocidade de 300 quilômetros horários, sem turbulências, pois o sistema utiliza uma tecnologia de levitação.

Trem que liga Pequim a Tianjin

Este trem rápido liga Beijing a Tianjin há mais de dois anos, percorrendo uma distância de 120 quilômetros, a uma velocidade máxima de 350 quilômetros/hora. Transporta 50.000 passageiros por dia, e cobra uma tarifa que não chega a R$ 20,00 em primeira classe, mas ainda deu um prejuízo de pouco menos de US$ 100 milhões no seu primeiro ano de operação. O trem faz 57 viagens ao dia, saindo a cada 15 minutos, adequado, evidentemente, à escala chinesa, de duas cidades de grande porte.

tabela Pelos depoimentos que podem ser visto no vídeo que incluímos neste site, tanto há passageiros estrangeiros como chineses que preferem este trem rápido a utilizar um avião ou outros meios de transporte. O preço da passagem para os chineses que o utilizam habitualmente acaba ficando caro, quando considerado os muitos dias que utilizam, e os salários médios. No entanto, para os que possuem posição como de gerentes, as informações são que seus salários médios mensais chegam hoje a cerca de US$ 10 mil.

Mesmo no Japão, os trens rápidos na primeira classe são utilizados por poucos que desejam seus lugares marcados. A grande maioria utiliza a normal, que também é confortável.

O governo chinês pretende implantar sistemas semelhantes entre muitas cidades, cobrindo cerca de 12.000 quilômetros nos próximos anos, havendo um em funcionamento que cobre uma distância superior a 1.000 quilômetros. A velocidade da implantação destas melhorias também surpreende.

O vídeo foi incluído para os mais incrédulos, e podemos afirmar o que vimos são de qualidade semelhante, assim como as rodovias, metrôs, avenidas e pontes, igualando aos disponíveis nos países desenvolvidos.

Acesse o vídeo http://www.chinadaily.com.cn/video/2010-07/30/content_11068599.htm


Atual Posição Japonesa no Trem Rápido Brasileiro

12 de agosto de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: ,

Os debates da campanha eleitoral expressam a posição oficial da viabilidade do projeto do trem rápido entre São Paulo e o Rio de Janeiro, enquanto a principal candidatura oposicionista coloca que os mesmos recursos poderiam ser utilizados nos investimentos relacionados às expansões dos sistemas metropolitanos das principais metrópoles brasileiras. Entre os potenciais concorrentes, os japoneses expressam, num artigo publicado no jornal Nikkei, as considerações, as questões que estão colocadas.

Os japoneses, que detalharam os seus estudos e solicitaram esclarecimentos adicionais aos termos da concorrência, entendem que as especificações técnicas tendem a seguir as da UIC – International Union of Railways, que divergem das utilizadas no Japão. Elas tendem a beneficiar os projetos que utilizam as da Alstom of France, que tanto atendem as francesas como as coreanas, consideradas nos bastidores estas últimas como as favoritas.

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Japoneses no Trem Rápido Brasileiro

15 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , , | 6 Comentários »

São frequentes as notícias de que os japoneses sentem dificuldades para participar da concorrência do trem rápido brasileiro que deve ligar Campinas, São Paulo, Guarulhos, Galeão ao Rio de Janeiro, como confirma hoje o respeitável jornal econômico do Japão, Nikkei.

Apesar de registrar que as autoridades brasileiras esperam o crescimento da demanda, tanto pelo aumento da população como das demais condições que cercam o projeto em concorrência, os japoneses revelam que não estão dispostos a correr os riscos de um empreendimento que acham que não é proporcional os retornos necessários.

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Trens Asiáticos ou Mundiais

14 de julho de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Trem Rápido | Tags: , , , , , ,

Quem observar os noticiários asiáticos sobre negócios de trens acaba ficando confuso. Tem para todos os gostos, desde a visita da presidente argentina à China e os acordos firmados, como entendimentos de empresas japonesas, coreanas, com tecnologias europeias, para atender mercados até norte-americanos. No meio de tudo isto, o anúncio da concorrência no Brasil para ser julgado ainda este ano.

O que se pode sentir é que o setor ferroviário se globalizou com empresas, tecnologias, financiamentos, mão de obra, componentes e tudo que envolve grandes obras de logística. Devem ser consórcios que montam verdadeiros quebra-cabeças, com contribuições das mais variadas, nem permitindo saber quem é concorrente de quem.

Se os custos mais baixos, as tradições de operação por prazos mais longos, tudo é incluído no currículo dos componentes de um grande consórcio, vai acabar ficando difícil discriminar o que é de quem. Como está se tratando de projetos que devem operar por muitas décadas, envolvendo riscos econômicos e humanos, parece ser mais conveniente julgar tudo com muito cuidado.

Não se trata somente do Brasil ou de um determinado país, mas acaba se tornando um grande negócio internacional onde a segurança deve ter o devido peso. As lições das dificuldades do Golfo do México devem servir para os mais variados projetos, onde as responsabilidades pelos riscos devem ser desafios para os melhores contratos, com foros claros que não podem ser definidos somente do ponto de vista político.

Que todos nós sejamos sensatos para antecipar, no que forem possíveis, os problemas que vamos enfrentar no futuro, que pode ser distante. Não deve ser um problema simples para qualquer autoridade, pois necessita de um equilíbrio entre a autonomia nacional e os interesses supranacionais.