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Maná-Cubiu e Outras Frutas Tropicais

12 de janeiro de 2010
Por: Paulo Yokota | Seção: Saúde | Tags: , , , | 1 Comentário »

Entre a grande biodiversidade existente na Amazônia Ocidental, o Maná-Cubiu apresenta uma das maiores possibilidades. Vem sendo estudado na Estação Experimental de Santa Luzia, entre outros, pelo Doutor Danilo Fernandes da Silva Filho e pela Doutora Lucia Kiyoko Ozaki Yuyama, ambos do INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Comprovou-se que esta fruta, agora também adaptada e cultivada na proximidade de São Paulo, contém um elevado teor de niacina (vitamina B3), Vitamina C e outros elementos, que, tudo indica, ajudam no combate de muitas deficiências. Seria interessante que a medicina aprofundasse estes estudos sobre o Maná-Cubiu, que vem sendo estudado como alimento.

Esta Estação Experimental pesquisa também outras frutas, como o açaí, agaricus blazei, copaiba, camu-camu (comprovado que contém elevado teor de Vitamina C), graviola, guaraná, noni, physalis, silybum, além do Maná-Cubiu, que tem o nome científico de solanum sessiliflorum. Produzem algumas mudas e sementes destas frutas, algumas bastante conhecidas, às quais se atribuem variadas qualidades.

Consta que o Maná-Cubiu, que aparenta ser uma espécie do popular giló, externamente, e um tomate branco, internamente, seria um “santo remédio”. Considerado uma fruta medicinal, ajudaria a combater o colesterol, triglicérides, anemia, diabetes, pressão alta, enxaqueca, depressão, ácido úrico, além de ser digestivo, diurético e até tônico sexual. Muitos dados podem ser obtidos pela Internet. O fato concreto é que há pessoas que, mesmo suspendendo a medicação da farmacologia química, medindo diariamente a sua pressão, constataram a queda da pressão arterial. Outras constataram melhorias de sua situação geral, como a de seu trânsito intestinal. Seria interessante que tudo isto fosse estudado cientificamente.

Sabe-se que a polpa de Maná-Cubiu apresenta em cada 100 gramas, 18,0 miligramas de cálcio, 30,0 de fósforo, 1,50 de ferro, 0,18 de caroteno, 0,06 de tiamina, 0,10 de riboflavina, 2,25 de niacina, 4,50 de ácido ascórbico, tendo valor energético de 41 calorias. O que aparenta ser não desprezível. Está sendo usado como suco, doces, saladas, molhos e outros ingredientes. É uma fruta muito comum na Amazônia.

Na Amazônia é conhecida somente por cubiu, topiro e tupiro no Peru, cocona na Venezuela, tomate de índio no Nordeste brasileiro, orinoco apple ou peach tomato em inglês. Dizem que foi domesticado pelos índios pré-colombianos. Está sendo vendido por um produtor “nikkei” aos sábados no Ceagesp de São Paulo.

Uma industrialização incipiente já é feita desta fruta. Seria uma oportunidade para ousados empresários locais, antes que as multinacionais patenteiem estes produtos, como ocorreram com outros.

Como dizem os orientais, alimentos e remédios se confundem.


Um comentário para “Maná-Cubiu e Outras Frutas Tropicais”

  1. wendhell urru
    1  escreveu às 22:34 em 26 de fevereiro de 2010:

    Prezado Paulo

    Otimo seu comentario,gostaria de acrescentar como produtor e o primeiro a conseguir registro do mana cubiu liofilizado em capsulas no Brasil,que ja existem pesquisas cientificas comprovando a eficacia terapeutica do cubiu.
    Tal pesquisa foi feita pela Universidade WERNER ( PERU) conduzido pela Farmaceutica e Bioquimica María Anselma Pardo Sandoval

    Esta pesquisa foi publicada nos principais meios academicos mundiais e e muito pouco divulgado!

    La cocona ( cubiu)combate elevado colesterol y glucosa

    Lo descubrieron profesionales de la Universidad Wiener

    El fruto de la “cocona”, como la mejor alternativa natural contra los excesos del colesterol y glucosa, han descubierto investigadores de la Universidad Wiener, tras cuatro años de estudios de campo, y siguiendo uno de los objetivos del Plan Estratégico de dicha universidad como es, formar y ser líderes de la investigación científica aplicada.

    La doctora en Farmacia y Bioquímica, María Anselma Pardo Sandoval, que encabeza la investigación, reveló que las pruebas se han realizado en una población mayor de 500 personas de todo estrato social. Previamente se les hizo un examen médico, antes de someterse al tratamiento con el fruto de la planta: Solanum sessiliflorum, comúnmente llamada “cocona” y en sólo tres días, los altos niveles de colesterol y/o glucosa se redujeron al 50%.

    La universidad Wiener, lidera de esta manera las investigaciones en torno a este fruto. “Hemos realizado diversos estudios para determinar que el extracto de una cocona, tomado en ayunas es altamente efectivo.. Por eso los investigadores de la universidad, han logrado el producto liofilizado (especie de deshidratado) de cocona, que en breve pondrán a disposición de los laboratorios, para el tratamiento natural sin efectos colaterales.

    link sisbib.unmsm.edu.pe/bVrevistas/ciencia/v07_n2/pdf/cap6.pdf


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