Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Nova Frente de Disputas Tecnológicas

20 de julho de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, webtown | Tags: , , | 2 Comentários »

Num magnífico artigo de Jeremy Page, publicado no The New York Times de hoje, noticia-se que a China já está disputando a vanguarda dos desenvolvimentos tecnológicos para a exploração minerais em águas profundas. Mesmo que os japoneses tenham localizado reservas importantes de terras raras nas profundezas do Pacífico, é preciso de avançadas tecnologias para a sua exploração em águas internacionais. O Jiaolong (dragão do mar), submergível utilizado pelos chineses no Mar Sul da China, chegou a 5.000 metros de profundidade, no Nordeste do Pacifico, entre Havaí e os Estados Unidos, nas proximidades de onde foram localizados os depósitos das terras raras.

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O gráfico abaixo, publicado no The New York Times, dá uma boa ideia da corrida que está ocorrendo nos submergíveis para explorações desta natureza.

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Estes submergíveis podem ter diversas finalidades, como os militares ou científicos, mas os chineses declaram que seus objetivos são comerciais. Isto se tornou interessante, pois os preços de muitos minerais importantes, como níquel, cobre e outros materiais, chegaram a preços elevados, justificando os gastos que são feitos com estes equipamentos nas profundezas marítimas.

Todos os países com desenvolvimento acelerado necessitam destas matérias-primas. O artigo informa que os países que estão nesta disputa são os Estados Unidos, a Rússia, a Índia e agora a China.

O primeiro teste do Jiaolong chegou a 3.759 metros de profundidade no Sul do Mar da China, numa área disputada pela China, Taiwan, Vietnã, Malásia e as Filipinas. No próximo ano, eles devem tentar uma profundidade de 7.000 metros, acima do Shinkai japonês que chega a 6.500 metros e o Mir russo que chega a 6.000 metros.

O Alvin dos norte-americanos chegou a 4.500 metros, mas com uma nova versão deverão chegar a 6.500 metros em 2015. O Jiaolong tem 27 pés de comprimento e está protegido por titânio e leva três passageiros, suportando enormes pressões dos mares profundos.

O seu desenhista afirma ter copiado um tubarão, e ele gasta duas horas para chegar às profundidades desejadas, pode obter imagens de vídeo e fotografias, fazer medidas topográficas e obter amostras do oceano. As pesquisas chinesas estão autorizadas pelas autoridades das Nações Unidas, por intermédio do International Seabed Authority.


2 Comentários para “Nova Frente de Disputas Tecnológicas”

  1. Alyson do Rosário Junior
    1  escreveu às 18:17 em 26 de julho de 2011:

    Olha o Jialong chegando aos 7000 metros de profundidade, e colocando a tecnologia chinesa de submersíveis na vanguarda!

  2. Paulo Yokota
    2  escreveu às 05:41 em 27 de julho de 2011:

    Caro Alyson do Rosário Junior,

    A disputa está acirrada e todos estão se empenhando.

    Paulo Yokota


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