Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Investimentos de Cingapura na Celulose Brasileira

31 de julho de 2019
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

Mesmo sem o destaque que o assunto merece, o site do Estadão publica uma matéria de Fabiana Holtz sobre os investimentos recentes de empresários de Cingapura na ampliação da clip_image002produção brasileira de celulose. Um rápido histórico do que veio sendo feito há décadas mostra que o Brasil possui uma longa experiência no assunto, com melhorias sensíveis nas tecnologias que estão sendo usadas, que as tornam competitivas com relação a outros fornecedores no mundo.

A Bracell do grupo Royal Golden Eagle – RGE de Cingapura amplia os investimentos em celulose no Brasil

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A Inovação nas Empresas Brasileiras

8 de julho de 2019
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , , , | 2 Comentários »

Há que se admitir que relativamente poucas empresas no Brasil investem nas inovações, num esforço hercúleo dentro de um cenário onde as autoridades não concedem elevada prioridade para o pouco que está se fazendo. As empresas procuram formas de cooperação com outras, inclusive universidades, mas parece que sua escala total ainda é modesta considerando a dimensão da economia brasileira, bem como comparações com outras economias emergentes.

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Destaque das dez empresas mais inovadoras, suplemento do Valor Econômico que vale a pena ser lido na sua íntegra.

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Chineses Anunciam Novo Material Para Superbaterias

27 de maio de 2019
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias, Tecnologia | Tags: ,

imageAs matérias de lítio estavam entre as mais poderosas para a produção de baterias consideradas de maior capacidade. Agora, os pesquisadores da Universidade de Tianjin da China anunciam um novo material de carbono fluorado de altíssima energia, a mais avançada tecnologia para o armazenamento muita energia.

Foto constante do artigo no China Daily sobre o novo material para superbaterias elétricas

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Possíveis Desequilíbrios com a Vinculação da COAF

7 de maio de 2019
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia | Tags: , , | 2 Comentários »

Nem todos, mesmo os parlamentares e a população brasileira, parecem conscientes da importância do que está sendo discutido no Congresso, quando se trata da importância da vinculação da COAF ao Ministério da Economia ou ao da Justiça. Mesmo no regime clip_image002 autoritário brasileiro, manteve-se a confidencialidade de dados fiscais ao antigo Ministério da Fazenda em muitos casos críticos, como costuma ser a regra no mundo. Costumam ficam restritos à Secretaria da Receita Federal, como a maioria dos dados de todos os contribuintes.

Senador Fernando Bezerra Coelho, relator da Medida Provisória que transferiu para o Ministério da Economia a vinculação da COAF

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A Dura Realidade da Globo Internacional

22 de fevereiro de 2019
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , , | 4 Comentários »

clip_image002Um comunicado sucinto da Globo Internacional informa que a partir de fins de março esta televisão estará encerrando a parceria de duas décadas com o grupo IPC, que brasileiros e descendentes de japoneses assistiam no Japão. Pode-se especular sobre as razões desta decisão.

Sabe-se que todas as empresas voltadas à imprensa no mundo passam por um duro ajustamento diante da queda de suas receitas publicitárias, sendo substituídas por pequenas iniciativas de baixo custo que atraem um público específico. O Japão havia recebido um razoável contingente de brasileiros nas últimas décadas, descendentes de japoneses, que lá trabalhavam de forma dura pela sua sobrevivência e faziam eventuais remessas de recursos para seus familiares que continuavam no Brasil. Há uma ligeira retomada recente deste tipo de migração, dado o elevado nível de desemprego no Brasil, mas sem conseguir alterar o quadro geral. Eles eram indevidamente chamados de “dekasseguis”, compostos no passado por trabalhadores temporários japoneses que, de regiões menos avançadas do Japão, iam para os centros mais dinâmicos daquele país, principalmente nos invernos.

Muitos dos brasileiros que foram trabalhar no Japão passaram até a contar com pequenas empresas locais, comerciais e de serviços que atendiam às necessidades não só de brasileiros como outros latino-americanos e até asiáticos islâmicos, pois contavam com frangos que atendiam suas exigências religiosas. Também havia algumas exceções, que tinham atividades de razoável porte. Muitos destes brasileiros aprenderam o idioma local e hoje utilizam as televisões japonesas.

Também as grandes empresas brasileiras, inclusive a estatal Companhia Vale do Rio Doce, não aumentam suas atividades no Japão. O Banco do Brasil, que chegou a contar com algumas agências naquele país, transformou-as em simples postos de serviços. O mesmo aconteceu em outros países asiáticos.

As exportações brasileiras de produtos agropecuários são feitas pelas empresas multinacionais, com algumas participações de trading companies japonesas. Também os investimentos de empresas japonesas no Brasil estão reduzindo suas atividades, muitas transferindo suas atividades para a Ásia, que continuam mais dinâmicas.

Ainda que o turismo de japoneses para o Brasil e de brasileiros para o Japão venha aumentando, não se compara com o que ocorre entre os asiáticos. Na realidade, o longo período de crescimento modesto da economia brasileira não vem ampliando, como desejável, as suas atividades internacionais, como vem ocorrendo na Ásia. No Japão, a população está diminuindo e envelhecendo e suas prioridades se voltam para as atividades internas ou com seus vizinhos mais próximos, lamentavelmente.


Uma Visão Otimista do Setor Rural Brasileiro

15 de fevereiro de 2019
Por: Paulo Yokota | Seção: Ecologia, Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

imageUm artigo preparado para a Coalização Verde, reunindo diversas contribuições de pesquisadores, foi publicado no Estadão dando uma visão otimista do chamado ILPF – Integração lavoura-pecuária-floresta, estimando que o Brasil possa ser tornar o maior produtor rural do mundo até 2030.

Foto publicado no artigo do Estadão, que vale a pena ser lido na íntegra

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Importação de Carne Bovina do Japão da TPP

8 de fevereiro de 2019
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

clip_image002Ainda que seja somente o levantamento de janeiro deste ano, os dados da importação de carne bovina pelo Japão já indicam que a redução das tarifas passou de 38,5% para 27,5%, fazendo com que países membros do TPP – TransPacific Partnership, como o Canadá e a Austrália, substituam as importações dos Estados Unidos, que está fora deste acordo.

Gráfico publicado no artigo do Yomiuri Shimbun

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Empresas Japonesas Usam Máquinas de Construção com 5G

1 de fevereiro de 2019
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

Empresas japonesas procuram superar as limitações de recursos humanos conseguindo que máquinas pesadas sejam movimentadas nas construções civis remotamente, utilizando as tecnologias de 5G.

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Empresas japonesas estão movimentando equipamentos de construção civil remotamente, usando tecnologias 5G, conforme esquema publicado no Japan Today

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Perspectivas Alvissareiras na Produção das Plantas

4 de janeiro de 2019
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , , , ,

clip_image002Cientistas afirmam que o uso da engenharia das plantas poderia aumentar a produtividade de cereais como o arroz, o trigo e a soja, bem como frutas e vegetais de forma significativa. O principal autor, Paul South, um biologista molecular, publicou o artigo na consagrada revista Science sobre trabalhos efetuados pela Universidade de Illinois junto com o Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Foto constante do artigo publicado no site do Japan Times pela Fundação Thomson Reuters, mostrando que a capacidade de fotossíntese das plantas pode proporcionar significativo aumento nas produções de cereais, frutas e vegetais

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Haja Desafios para Estimular a Criatividade

1 de janeiro de 2019
Por: Decio Yokota | Seção: Cultura, Economia, Editoriais e Notícias | Tags: , ,

Uma gigantesca área tombada de 27 419 metros quadrados onde ficava o Hospital Matarazzo era certamente um dos maiores desafios existentes no mundo. Um ousado empresário francês, Alexandre Allard, resolveu utilizar toda a sua criatividade, já comprovada em outros empreendimentos no mundo, para imaginar algo difícil de ser pensado, principalmente num país como o Brasil, que tem uma capacidade incrível de criar obstáculos. Só se pode desejar sucesso para a sua admirável ousadia.

Foto da antiga Maternidade Matarazzo e capa do suplemento Veja São Paulo, com a figura de Alexandre Allard, o bilionário francês que aceitou os desafios existentes com o tombamento, usando toda sua criatividade para superar os obstáculos existentes. A matéria completa do suplemento Veja São Paulo merece lida na sua íntegra.

Todos os meus três filhos nasceram nesta maternidade e por ter exercido o comando de um hospital tradicional em São Paulo, posso dizer que conheço parte dos principais obstáculos que envolvem a falência deste conjunto criado pelo industrial italiano Francisco Matarazzo no início do século XX. Somente um excepcional, criativo e ousado empresário internacional seria capaz de se envolver num empreendimento imobiliário para esta área, muito bem descrito por Arnaldo Lorençato no suplemento Veja São Paulo deste início de 2019. Parte do novo empreendimento está previsto para estar funcionando ainda neste próximo ano, e deverá ser inaugurado em maio de 2020 segundo os planos. Eu diria que é uma loucura que poderá dar certo, pois acredito que a criatividade fica estimulada pelo impossível.

Foto da situação recente da Capela Santa Luzia constante do conjunto do Hospital Matarazzo tombado, que figura na Google. O artigo no suplemento Veja São Paulo merece ser lido na sua íntegra.

A descrição do novo empreendimento impressiona a qualquer pessoa que conheça o que está se realizando no mundo, mesmo na Ásia que vem apresentando projetos de elevado custo e alto luxo, notadamente na China, no Japão e em Cingapura. Na escolha dos granitos nacionais para os revestimentos mostra o cuidado que está sendo tomado, tanto para a escolha dos mesmos, como seus tratamentos visando efeitos raros nos acabamentos finais.

O conjunto deverá contar com muitas instalações para atender não somente os milionários brasileiros, como os mais bem dotados visitantes estrangeiros. Fala-se que o conjunto contará com 34 restaurantes, envolvendo o Le Jazz Brasserie que já faz sucesso em suas três filiais paulistanas.

O empresário Alexandre Allard menciona outros empreendimentos adicionais na região, pois os que conhecem São Paulo se preocupam com o trânsito que deverá se intensificar naquela parte da metrópole paulistana. Todas as cifras citadas no artigo de Arnaldo Lorençato acabam se comparando com os asiáticos.

Alguns profissionais mencionados no artigo já contam com trabalhos comprovados no Brasil, mostrando o cuidado na seleção de uma equipe que também conheçam as peculiaridades brasileiras que não são poucas. Todos os empreendimentos ousados como o presente apresentam novos obstáculos que vão se acrescentando, ainda que no seu planejamento o máximo cuidado tenha sido tomado envolvendo margens para adaptações.

Pode-se dizer que o Brasil aparenta ser uma caixa de surpresas, mesmo que os tempos atuais apresentem condições propícias para os mais ousados em todo o mundo.  Este projeto pode ser motivador de outros investimentos estrangeiros no país, até porque anos de relativa estagnação deixaram espaços que podem ser aproveitados. Mas, que os riscos continuam sendo elevado, ninguém pode negar. As dificuldades presentes, muitas já superadas, podem proporcionar retornos também excepcionais. As agilidades para adaptações sempre precisam ser consideradas, mas até agora só houve razões para qualificar o empreendedor principal deste projeto.