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Uma Visão Panorâmica de Uma Plataforma do Pré-Sal

7 de Fevereiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , , ,

Um excepcional artigo de Fernando Scheller foi publicado hoje pelo O Estado de S.Paulo descrevendo a sua visita à plataforma Cidade de Angra dos Reis, a primeira em operação no pré-sal. Um cargueiro japonês construído em 1991 foi transformado pelos chineses em 2008/2010 numa plataforma e é operada pela empresa japonesa Modec. Contou com a cooperação das maiores empresas do mundo que atuam no setor, como a norte-americana GE, a alemã Siemens e a brasileira Weg. A plataforma alugada para a Petrobras opera com diversas consultoras internacionais, estando localizada a 300 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, com uma lâmina de água de 2.000 metros.

O deslocamento do pessoal é feito de helicóptero cujo voo da costa até a plataforma é de uma hora e 20 minutos. Os 70 funcionários que operam para a Modec são revezados a cada 15 dias, sendo acomodados na plataforma em alojamentos padrões para duas pessoas, contando com cinco refeições diárias e entretenimentos proporcionados pela empresa italiana Fratelli Consulich com larga experiência em diversas plataformas. A Petrobras está se preparando para atuar com mais quatro unidades em águas profundas nos próximos três anos e isto atrai fornecedores de equipamentos sofisticados de todo o mundo.

plataforma cidade de angra dos reis

Estas plataformas ficam fixas num determinado ponto (com o uso de motores computarizados), coletando petróleo, gás e água de diversos poços, tendo 60 metros de largura, 330 metros de comprimento, 19 metros de calado, sendo um complexo de tubos para as mais variadas finalidades. A construção de uma plataforma deste tipo está estimada em torno de US$ 1 a US$ 2 bilhões, e o seu aluguem diário gira em torno de US$ 500 mil. Uma preocupação muito grande relaciona-se com a segurança de sua operação, pois podem ocorrer vazamentos como os que foram registrados recentemente.

A Petrobras já conta com longas experiências de uso das plataformas, mas em águas menos profundas. Os desafios das águas profundas estão sendo enfrentados com a ajuda de muitas empresas de todo o mundo, com larga experiência em petróleo e gás. O programa atual está com atraso e a substituição da atual diretoria da Petrobras deverá provocar a sua aceleração.

Muitas pesquisas estão sendo intensificadas no Brasil, com a ajuda de algumas empresas e centros de pesquisa, pois se pretende produzir parte destes sofisticados equipamentos localmente, o que exige tecnologia de ponta para as condições de águas profundas do pré-sal.

A todas as pessoas interessadas nestes assuntos desafiadores recomenda-se a leitura integral das duas páginas publicadas pelo O Estado de S.Paulo, que são extremamente informativos sobre os esforços que estão sendo efetuados.



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