Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

Designação de Embaixadores de Ascendência Asiática

28 de novembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: ,

Como em tudo na vida, existem decisões que proporcionam vantagens e desvantagens, sendo sempre difícil fazer um balanço correto. O suplemento do The New York Times, publicado pela Folha de S.Paulo de hoje, informa, num artigo escrito por Sharon LaFraniere, sobre a designação do ex-ministro Gary Locke, de ascendência chinesa como embaixador dos Estados Unidos na China, com o título “Embaixador ‘comum’ incomoda chineses”.

Muitos países sul-americanos designaram recentemente descendentes de japoneses e até um japonês naturalizado como embaixadores no Japão. A evidente vantagem seria o conhecimento de parte da cultura daquele país, inclusive do idioma, que poderia facilitar os seus intercâmbios, como o que foi conseguido pelo Peru, quando Alberto Fujimori, de dupla nacionalidade, tornou-se presidente. No entanto, quando ele passou a morar no Japão, diante das suas dificuldades políticas e judiciais, acabou provocando problemas de constrangimento diplomáticos.

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Gary Locke, embaixador dos Estados Unidos na China

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Limitação dos Conhecimentos no Mundo Atual

28 de novembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , ,

Para uma pessoa que se considerava razoavelmente informado sobre eventos e instituições importantes no Brasil e em São Paulo, acompanhando os noticiários dos jornais, revistas, rádios e televisões entre os meios de comunicação social disponíveis, confesso que tomei uma lição que me deixa humilde diante do meu imperdoável pouco conhecimento. Questionado por um jornalista inglês que trabalha para uma nova revista em São Paulo, em inglês, chamado Time Out, que já é tradicional em outras grandes cidades, visando informar os visitantes sobre eventos e instituições concretos, fiquei totalmente nu e surpreendido diante da minha lamentável ignorância.

Uma das questões referia-se sobre o Instituto Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais, na proximidade de Belo Horizonte. Ainda que a instituição seja um dos orgulhos do Brasil, contando com imenso acervo da melhor arte contemporânea, não só brasileira, mas mundial, um invejável jardim em dimensão gigantesca iniciado a partir de algumas ideias dadas por Burle Marx, ocupando uma área total de cerca de 100 hectares. Outra se referia a um evento chamado Toyo Matsuri, realizado pelos lojistas do bairro da Liberdade em São Paulo agregados na ACAL, que vem sendo realizado desde 1968, que confundi com outros festivais realizados no mesmo bairro.

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Instituto Inhotim, importante pólo cultural brasileiro

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Toyo Matsuri, promovido pela ACAL

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China Daily Noticia Sobre o Fórum de Cultura e Arte

21 de novembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias | Tags: , ,

O mais importante jornal chinês, que conta com uma versão norte-americana e outra europeia, o China Daily, noticiou com destaque o Fórum de Cultura e Arte realizado na China com os Estados Unidos. A figura principal do evento foi o famoso violoncelista Yo Yo Ma, norte-americano de origem chinesa, que se mostrou extremamente humilde em suas colocações, segundo o jornal.

 

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Yo-Yo Ma e Amy Tan no primeiro painel do Fórum. Foto de Zou Hong / China Daily

Além de fazer uma das principais palestras do Fórum, quando ele destacou a imaginação, a criatividade e a tradição, numa entrevista que concedeu, mostrou-se extremamente humilde, apesar de ser um dos músicos mais famosos do mundo. Ele informou sobre o seu projeto cultural que se iniciou em 1998 e se realiza ao longo da antiga Rota da Seda, por onde ocorreu o intercâmbio de diversas culturas, artísticas e intelectuais tradicionais, desde o Pacífico até o Mediterrâneo.

Do ponto de vista artístico, ele informa que tudo necessita se iniciar no interior do coração. Ele esclarece: quando os chineses o convidam para a sua casa ou para a sua tradição de milhares de anos, ele se torna um hóspede, ficando informado sobre como vivem e com que se preocupam, havendo muitas tradições ao longo da Rota da Seda. Repetindo as visitas, aprende-se a apreciar as tradições e formas de viver, uns com os outros.

Com respeito às diferentes tradições, tornamo-nos mais sensíveis, modificando-nos individualmente ou em grupo, tornando-nos mais humanos, completando-nos como seres humanos, informa Yo Yo Ma. Ele entende que a cultura não compete com a tecnologia, mas sempre há uma tensão criativa, notadamente entre o velho e o novo, tornando a cultura muito interessante. Para ele, não existe tradição sem a invenção, e uns aprendendo com os outros, vai se encontrando novos elementos em todo o mundo.

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No seu projeto ao longo da Rota da Seda, colecionou novos amigos, ficando com eles nos dois lados do Pacifico.


O Outono no Extremo Oriente

20 de novembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , , ,

Quando os orientais, principalmente os japoneses, afirmam que o outono é a melhor estação do ano, muitos ocidentais têm dificuldade para compreender esta interpretação, quando conhece a primavera e a florada das cerejeiras. Só quando os seres humanos vão ficando mais maduros, com um espírito mais nostálgico é que podem apreciar todas as belezas desta estação preferida dos orientais. Usufruindo serenamente de um panorama com as vistas de florestas coloridas com os momijis, os maples japoneses, que ficam mais belas com os fortes choques térmicos dos frios intensos com os dias ensolarados, pode-se ter uma idéia da intensa alegria de estar vivo.

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Momiji. SKYE HOHMANN PHOTOS

Este site já publicou o depoimento da Naomi Doy sobre as delícias que podem ser apreciadas na culinária desta estação. Quem nunca experimentou um matsutake, o mais valorizado cogumelo japonês, com seu sabor suave, que pode ser apreciado num dobin mushi, um delicado consomeé japonês, não pode afirmar que conhece o que se dispõe de melhor na gastronomia mundial, ainda que caro.

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Matsutake dobin mushi

Mas se dispõe, como em Nikko, de um excepcional yuba, a nata do leite extraído da soja, que vai se utilizada na produção do tofu. Pratos delicados, compatíveis com o espírito da estação, que podem ser equiparados com o que se pode apreciar nos melhores restaurantes estrelas do mundo.

E é na temporada do outono que se dispõe das melhores exposições como o do Museu Suntory no MidTown, Tóquio, que apresenta a contribuição dos portugueses nas artes plásticas japonesas, que perduram até hoje. Ou da nova versão do “Madame Butterfly” apresentada pela NHK, a televisão oficial japonesa no seu canal G.

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Aoi Miyazaki e Ethan Landry em "Cho Cho,"  remake da NHK de "Madame Butterfly"

No atual mundo conturbado, este outono permite uma pausa refletiva, mostrando que a felicidade humana pode ser alcançada até nas pequenas coisas, muitas que não custam nada. Será que temos que correr tanto para obter as riquezas materiais? Ou os seres humanos podem se sentirem realizados e completos com o que a natureza nos oferece.


O Cotidiano dos Estrangeiros Vivendo no Japão

15 de novembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , , | 2 Comentários »

Existem inúmeros assuntos interessantes provenientes do Japão que gostaríamos de postar, mas não temos conhecimentos suficientes ou tempo disponível, sendo obrigados a nos concentrar em alguns que consideramos prioritários. Mas, mantendo um forte intercâmbio com o WebTown, um site muito popular entre os estrangeiros sul-americanos residentes no Japão, que vem reproduzindo muitos dos nossos artigos, tomamos a liberdade para chamar a atenção para dois aspectos que gostaríamos de tratar, mas se encontram elaborados por outros blogs, de forma competente e numa linguagem mais adequada aos jovens.

O primeiro trata das últimas novidades encontradas no famoso bairro de Akihabara, conhecido pelas muitas lojas de produtos eletrônicos e tudo que se refere a este mundo atual, constante do blog UNIVERSO OTAKU, que está reproduzido no WebTown. Fornece informações atualizadas que podem ser acessadas pelos interessados nas mudanças que estão se processando rapidamente, e que se espalham também por outros bairros e lojas espalhadas pelas principais cidades japonesas. O mundo caminha a uma velocidade que não conseguimos acompanhar.

www.universo-otaku.blogspot.com/

Outro artigo trata das faixas de pedestres, onde nota-se que no Japão o respeito por elas é muito mais alto que em outros países, mesmo os desenvolvidos como a França, a Inglaterra ou a Alemanha. Um artigo extenso e interessante foi postado no blog da SURI-EMU, também reproduzido no WebTown, que estamos solicitando incluírem no Blogroll para acesso mais rápido.

http://suri-emu.co.jp/blog/

Existem centenas de blogs desta natureza elaborados e utilizados pelos estrangeiros residentes no Japão, como indicam as estatísticas elaboradas pelo WebTown. Elas fornecem informações práticas para o uso cotidiano destas pessoas, algumas de localidades específicas.

Constata-se, facilmente, que estas pessoas procuram manter relacionamentos locais e no Japão, intercambiando informações que facilitam suas vidas, e se ajudam mutuamente, utilizando o idioma português, basicamente, mas também procurando ensinar as culturas locais e até o uso do idioma japonês. São trabalhos relevantes que mostram que as comunidades destes estrangeiros residentes do Japão desenvolvem um trabalho solidário meritório, sendo fontes de informações relevantes para entender parte do que está ocorrendo naquele país.

Os recentes trabalhos voluntários para assistência das vítimas dos terremotos e tsunami indicam que já se desenvolveu uma forte consciência da inserção destes estrangeiros no Japão, com uma rapidez de ação objetiva que impressiona a todos.

Devemos estimular a todos acessarem diretamente estas fontes, superando as seleções que efetuamos que sempre estão viesadas pelos valores que adotamos. Nem sempre a prioridade é a mesma para todos, e quanto mais informações obtiverem de fontes confiáveis, as nossas próprias avaliações podem se aproximar mais da realidade.


Retrospectiva da Kyoko Kagawa Entusiasma os Cinéfilos

12 de novembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , , ,

Os nostálgicos cinéfilos fãs da artista Kyoko Kagawa estão satisfeitos com a premiação que ela recebeu aos 79 anos pela sua longa e brilhante carreira que começou em 1949 e destacou-se especialmente nos anos de ouro da cinematografia japonesa nos anos cinquenta e sessenta do século passado. Ela continua em plena forma e ingressou recentemente no prestigioso Clube dos Correspondentes Estrangeiros em Tóquio toda satisfeita, aceitando responder qualquer pergunta na sua entrevista coletiva, exibindo sua vitalidade e agilidade mental, respondendo até as mais rudes perguntas com grande elegância, mostrando que acumulou com a idade uma grande maturidade e senso de humor. Sobre o assunto, escreveu Mark Schilling para o The Japan Times.

O prêmio que ela recebeu foi do International Federation of Films Archives, muito merecido pelo seu trabalho de preservação de uma importante documentação que será apresentada ao público.

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Kyoko Kagawa Foto: KYODO). Cenas de Tokyo Monogatari

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Aspectos do Japão Atual Vistos por um Visitante

7 de novembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , ,

Algumas áreas de Tóquio e adjacências, observadas por um visitante que não os percorre há algum tempo, permitem notar as grandes alterações que se percebem no passado recente. Já nos referimos neste site sobre as substanciais mudanças do centro de Tóquio, com novas construções por toda a parte, bem como lojas luxuosas que se instalaram, apesar da propalada crise. Visitando a região de Tsukiji, onde funciona o principal mercado de produtos marinhos do mundo, notam-se modernizações com a manutenção do tradicional comércio de tudo que se refere à alimentação. O número de turistas estrangeiros é baixo, mas nota-se um aumento dos visitantes vindos de outras partes do Japão.

Percorrendo as ruas próximas ao mercado, constata-se a abundante oferta de todos os tipos de produtos, desde peixes e produtos marinhos de ótima qualidade, como frutas e legumes, temperos de todos os tipos, materiais para a culinária profissional e de famílias, restaurantes tradicionais e populares. Os melhores estabelecimentos só aceitam habituês, evitando turistas. A eles, outros estabelecimentos oferecem produtos de boa qualidade com preços acessíveis, no mínimo a metade do que se encontra em outras regiões do Japão. É possível apreciar sushis de boas matérias-primas por preços assustadoramente modestos.

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Tsukiji Fish Market

Poucas cidades do mundo oferecem a variedade de produtos como a região de Tsukiji, onde os visitantes ficam encantados vendo os produtos vivos. As alternativas são muitas, e comerciantes ativos apregoam seus produtos para os visitantes, poucos turistas estrangeiros, muitos que vieram do interior do Japão, notando-se que mesmo com a atual crise todos precisam se alimentar, havendo muitos pontos que procuram arrecadar doações para os pescadores da região Nordeste do Japão que continua afetada pela contaminação radioativa.

A noite de Akasaka está menos movimentada que no passado, e minha amiga e geisha de verdade, Tamaki, dona de um estabelecimento sofisticado que tem como base o sobá (macarrão de trigo sarraceno), informa que, por dois meses depois dos acidentes naturais de março último, as reservas foram todas canceladas, e mesmo a atual volta à atividade não é vigorosa. O bairro hoje se assemelha a uma Vila Madalena de São Paulo, com muitos jovens bebendo nas esquinas, comprando cervejas nas muitas máquinas de venda disponíveis. Acelerou-se a transferência de parte do movimento para outros bairros como Roppongi, que também continua menos movimentado, salvo do MidTown.

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Akasaka, com muitos bares em ruas estreitas

Nos arredores de Tóquio, visitamos Kawagoe (também conhecida como Little Kyoto), na província de Saitama, cerca de 60 minutos do centro de Tóquio, com muitos trens. É uma pequena cidade, famosa pela produção de doces e caramelos, onde se preserva ruas com construções da época de Edo, e conta com um tradicional festival. Surpreendente, encantadora, cheio de turistas japoneses, poucos estrangeiros. Para lá não existem excursões, mas merece uma atenta visita.

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Casarões de Kawagoe, província de Saitama

Os antigos casarões de madeira, alguns estão preservados, como em poucas regiões do Japão. Outros estão adaptados, e centenas de lojas vendem de tudo, de ótima qualidade, inspirados na época Edo. É até possível encontrar um riquixá modernizado (uma espécie de transporte, puxado por um homem). Muitos museus dão uma ideia do festival famoso como das edificações tradicionais. A rua dos doces faz a alegria de crianças e adultos, com um design moderno para os muitos produtos oferecidos. Uma festa para os olhos e para o paladar.

Muitos pequenos restaurantes, outros tradicionais, oferecem uma ampla variedade de culinárias, das mais sofisticadas às populares para a multidão de jovens visitantes. Os cafés estão lotados, com vistas espetaculares. Tudo quanto é artesanato pode ser encontrado nestas lojas, todas de boa qualidade, e ninguém resiste a um omiague, uma lembrancinha para os parentes e conhecidos, lembrando Kawagoe.

Existem também lojas com produtos finos, desde antiguidades até modernos mimos com design contemporâneos, mostrando a ampla diversidade do Japão atual. Como fica próximo de Tóquio, possível de se chegar por duas linhas de trens, a cerca de 30 minutos de Ikebukuro, não se compreende porque não é mais visitado pelos turistas internacionais. Mas os locais já infernam as ruas, pois muitos japoneses aproveitam os fins de semana para visitar Kawagoe, com seus carros que ficam nos muitos, mas pequenos estacionamentos.

Dizem que nos dias de festivais a cidade fica abarrotada com milhares de visitantes, que acompanham as dezenas de carros alegóricos que chegam a ser centenários, um verdadeiro carnaval japonês. Para quem deseja conhecer um pouco do Japão, parece uma visita obrigatória.

Este outono japonês está muito mais quente que o esperado e até as cerejeiras, confusas, floresceram novamente, em muitos lugares do Japão. As florestas não ficaram tão avermelhadas, mas em muitos lugares estão suficientemente coloridas, encantando a todos.

As novas lojas de Tóquio continuam cheias de compradores que procuram aproveitar as vendas especiais. Ambientes de luxo, como o salão de chá do tradicional Hotel Imperial, onde a elite japonesa sempre absorveu o que há de mais moderno desde o começo do século XX, continua sendo muito frequentado, permitindo ver algumas noivas privilegiadas que promovem suas festas de casamento nas muitas salas que existem nestes tipos de hotéis.


Primeiros Intercâmbios dos Portugueses com os Japoneses

6 de novembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , ,

Uma ultraimportante exposição está sendo realizada em Tóquio no Suntory Museum of Art, no prestigioso Midtown em Tóquio, até o próximo dia 4 de dezembro, e a partir de 21 de abril de 2012 no Kobe City Museum, selecionado para comemorar o 50º aniversário do primeiro e 30º aniversário do segundo. A exposição conta com o apoio das embaixadas de Portugal, Espanha e Itália em Tóquio e do Instituto Camões, recebendo um grande público de interessados, sobretudo artistas.

A exposição leva o título: Light and Shadows in Namban Art – The Mystery of Western Kings on Horseback, sendo necessário esclarecer que os portugueses eram conhecidos pelos japoneses como Namban. O título fica completo por uma referência ao trabalho mais importante da apresentação que foi profundamente analisado pelos especialistas do Japão do National Research Institute for Cultural Properties, que retrata alguns reis do Ocidente em seus cavalos. A contribuição portuguesa mudou a cultura artística japonesa que eram antes influenciadas pelos chineses, inclusive no uso dos materiais, destacando-se a escola de artistas conhecida como Kano. Os pintores japoneses estudaram nos seminarios e collegio dos jesuítas e suas influências perduram até hoje.

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Procurando Entender Alguns Problemas Complexos do Japão

6 de novembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Economia, Editoriais, Notícias, Política | Tags: , ,

Em todas as viagens, como esta minha atual ao Japão, existem muitas oportunidades para receber informações adicionais que acabam provocando reflexões, permitindo compreender melhor parte de alguns problemas difíceis que são complexos para serem analisados à distância. Um deles refere-se ao yen extremamente valorizado, quando a economia japonesa não se encontra numa situação brilhante e seus juros são baixos, mas existe um forte influxo de recursos mesmo que não seja das economias mais seguras, com sua elevada dívida pública e baixo crescimento. O segundo é o interesse de parte da população japonesa sobre as influências recebidas dos portugueses do ponto de vista da arte.

Não são respostas conclusivas para questões tão complexas, mas a desconfiança que existem profundas razões objetivas que permitem compreender melhor algumas atitudes que nos parecem pouco exageradas. São meros esboços que exigem um exame mais profundo para que possam ser considerados como corretos. O cultural parece mais evidente, e o econômico mais complexo, e ambos devem merecer textos específicos adicionais neste site.

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Capa catálogo da exposição no Suntory Art Museum e Tsutomu Fujita do Citigroup

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Técnicas do Zen Budismo nos Recursos Humanos

5 de novembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Cultura, Economia, Política, webtown | Tags: , ,

O jornal econômico japonês Nikkei publicou um artigo noticiando sobre um pequeno templo zen budista de Nagano, onde o monge Bunkei Shibata, um ex-executivo da Yokogawa Eletric, atua no sentido de ajudar na preparação de recursos humanos de empresas. Shibata aprendeu as técnicas da General Eletric para a preparação dos líderes das empresas, e agora combina estes conhecimentos com o conceito zen de mushin, ou mente sem pensamentos.

O templo Kaigan, fundado em 1691, está localizado numa pequena vila no topo da velha estrada de Zendoji-Kaido, e, segundo o artigo, grupos de jovens voltados aos trabalhos empresariais recebem treinamentos intensivos. O dia começa às 5h da madrugada, com zazen, a meditação zen budista, e com as leituras das sutras em coro caminham em direção do mushin.

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Grupo de líderes de empresas sendo treinado templo Kaigan

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