Tentando aproximar a Ásia da América do Sul e vice-versa

O Problema da Criação de Empregos na China

7 de Fevereiro de 2012
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: , ,

Se existia uma carência até recentemente de estudos sobre a China, é impressionante constatar a quantidade de livros e artigos de qualidade sobre aquele país, que acaba servindo de exemplo para outras nações desenvolvidas e emergentes. Felix Salmon distribuiu pela Reuters um estudo de enfoque diferenciado sobre a criação de emprego na China, analisando o que veio acontecendo naquele país desde 1952 até 2010 nos três setores fundamentais da economia: a agricultura, a indústria e os serviços em matéria de emprego.

Utilizando dados que foram levantados por Mark Bergen, o autor comenta sobre o que veio ocorrendo naquele país, observando que a agricultura que sempre foi importante passou a sofrer um declínio de emprego no setor nas últimas duas décadas, com pequena ampliação na indústria, mas sensível no setor terciário, ou seja, dos serviços, que está ligado de alguma forma a urbanização.

rural

industry

O que se verifica é que o emprego na China veio crescendo em todo este período de 1952 a 2010, sendo que até 1990 ele vinha ocorrendo, grosso modo nos três setores da economia, agricultura, indústria e serviços – mais modestamente nestes dois últimos.

Quando a agricultura deixou de ampliar seus empregos, foi substituído pela indústria, mas mais sensivelmente pelos serviços, como costuma ocorrer na maioria das economias.

O autor informa que outro estudo efetuado por Caroline Baum, utilizando dados de outras fontes, apresenta algumas divergências, mas também admite a importância do setor de serviços. Com isto, o autor indica a observação do segundo gráfico, que divide somente o emprego entre o setor rural e urbano. Eles mostram que o setor rural ainda continua mais relevante, mas o crescimento que vem se observando no setor urbano é significativo nas duas últimas décadas, o que não deve ser uma surpresa.

Isto sugere que na China ainda existe muito espaço para o crescimento do emprego no setor urbano, onde o serviço acaba sendo mais importante. O interessante do artigo é que se faz uma comparação com o que aconteceu nos Estados Unidos, onde o boom imobiliário estava concentrado nas habitações.

O exemplo chinês mostra isto ocorreu por lá nas cidades, com a construção da infraestrutura de transportes, que permitiu o crescimento dos serviços. Em qualquer economia é difícil imaginar-se o crescimento contínuo do emprego industrial, mas certamente haverá campos para o crescimento dos serviços, notadamente nos centros urbanos.



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