Aumento da Criação do Atum no Japão
12 de setembro de 2011
Por: Paulo Yokota | Seção: Economia, Editoriais, Notícias, webtown | Tags: bluefin tuna, criação do atum, parceria da Kyokuyo e Nippon Formula Feed | 2 Comentários »
Como é do conhecimento de todos, a demanda internacional de atum da melhor qualidade (bluefin tuna em inglês, honmaguro em japonês) vem aumentando substancialmente pela popularidade mundial da culinária japonesa, principalmente porque a sua gordura é considerada colesterol de boa qualidade. Recentemente, ela ganhou novo impulso com os numerosos chineses passando a apreciar o sushi e o sashimi. Antes, eles não tinham o costume de consumir produtos crus na sua alimentação. O jornal japonês Nikkei publica hoje um artigo informando sobre uma parceria das tradicionais empresas japonesas Kyokuyo e a Nippon Formula para aumentar a sua produção de atum criado, como forma de reduzir a sua captura em todo o mundo.
O método empregado pelas duas firmas é fertilizar artificialmente as ovas dos peixes capturados e cultivar os filhotes até a idade adulta. Este ciclo é repetido com os peixes cultivados. Este tipo de criação de peixes é presentemente usado somente por poucos criadores, como a empresa líder nesta área, a Maruha Nichiro e Kiinki University. Convencionalmente, peixes ainda jovens são capturados nos oceanos e criados em fazendas por um período de dois a três anos, quando atingem o peso adequado para o mercado. Os japoneses possuem uma tecnologia comprovada para a criação de produtos marinhos em suas fazendas marítimas.
Kyokuyo e Nippon Formula vão combinar seus conhecimentos no projeto, criando desde a fertilização dos ovos, processamento dos produtos até as vendas. Nippon Formula produzirá os alevinos, fornecendo os mesmos para a Kyokuyo, que os criará nas suas fazendas, processando o produto e promovendo as vendas. E por sua vez fornecerá ovos fertilizados para a Nippon Formula, segundo o artigo publicado.
Eles planejam dividir os equipamentos e facilidades que possuem no Japão, começando pela região de Shikoku, onde já mantêm subsidiárias. Dentro de um ano, os dois parceiros pretendem estabelecer uma subsidiária para a criação do atum e outros peixes, aumentando a sua eficiência e reduzindo os custos.
Em três anos, pretendem uma produção em massa nas suas fazendas marítimas. A Kyokuyo quer mais que dobrar o seu fornecimento anual de atuns criados.
Os atuns existentes nos oceanos costumam viajar pelo mundo, e os mais apreciados são os que acumulam muita gordura, cujas partes ricas nestas substâncias são conhecidas como toro, que alcançam elevados valores nos mercados. Como os atuns criados não despendem muita energia nas suas longas viagens, a tendência é acumularem mais gorduras, por serem criadas em cativeiro.
Algumas destas produções com outros tipos de atum (existem mais de uma dezena) são criados em regiões frias, como no Sul da Austrália, ou até em regiões do Mediterrâneo, como a Turquia, não sendo privativa dos japoneses. Com tudo isto, os que se preocupam com a preservação das espécies podem ficar tranquilos, pois sendo criados com elevada eficiência, não ficam sujeitas ao desaparecimento.
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É preciso ter cuidado com a criação de atuns em cativeiro, pois a operadora da usina de Fukushima está despejando água radioativa no mar.
Cara Monique F. Peixoto,
Obrigrado pelo comentário, mas esteja certa que estes problemas, ainda que graves, são limitados.
Paulo Yokota